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segunda-feira, 26 de março de 2018

CASO MARIELLE


Intervenção Federal, uma incógnita

imagem: internet

Carlos Alberto Marchi de Queiroz
Michel Temer, presidente da República, indiciado pela PF no inquérito policial do Caso do Decreto dos Portos, sob a presidência do ministro Luiz Roberto Barroso, do STF, decretou, após ouvir o Conselho da República, o Conselho de Defesa Social e o  Congresso Nacional, a intervenção federal, uma das últimas razões de Estado, na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Apoiado no artigo 34, inciso III, da Constituição Federal, determinou a  medida intervencionista, deliberadamente, por ser  um dos maiores constitucionalistas vivos no País, do nível de Ives Gandra da Silva Martins e de José Afonso da Silva, apesar de todas as suspeitas de corrupção que pesam sobre si.
Aquilo que parecia ser para estudantes e  operadores do Direito  teoria pura exigida em testes de múltipla escolha para candidatos a concursos públicos e desenvolvida  em herméticas conferências ou em  pesados debates travados nos tribunais superiores, tornou-se surpreendente realidade, embora, jamais aplicada na terra papagalorum.
A História do Direito Constitucional Brasileiro registra a decretação do estado de sítio, outra medida constitucional draconiana, em 1904, por ocasião da revolta da vacina, entre os dias 10 e 16 de novembro, pelo presidente Rodrigues Alves.
Naquela ocasião, o presidente da República decretou a suspensão temporária dos direitos e garantias individuais a fim de que a população fosse obrigada a se vacinar contra a febre amarela, a força, a pedido do médico sanitarista Oswaldo Cruz.
A medida excepcional, decretada por Temer, somente incide sobre a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro não atingindo os direitos e garantias individuais dos cidadãos que continuam gozando do direito de ir e vir.
Verifica-se, através do noticiário veiculado pelos meios midiáticos, que a medida presidencial irá vigorar até o último dia do ano. Ela ataca as consequências da criminalidade que avassala a Cidade Maravilhosa, mas não suas verdadeiras causas, principalmente, a falta de moradia,  educação, saúde e segurança pública.
A decisão presidencial é imprevisível, muito embora se saiba, de antemão, que a União não dispõe de dinheiro suficiente para implementar medidas de profundo alcance social, que visem coibir, a curtíssimo prazo,  as consequências de uma política nefasta que vem assolando o Rio de Janeiro desde a volta  da Família Real para Portugal em  abril de 1821 e, também, depois da mudança do Distrito Federal para Brasília, em abril de 1960.
A partir da decretação da intervenção federal no sistema de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, deslocadas do Ministério da Justiça para os quadros do novo, e desnecessário, Ministério da Segurança Pública, e as Polícia Civil e  Militar cariocas, sob intervenção federal, passam a combater o crime organizado em todo o Estado do Rio de Janeiro.
É bem provável que a vereadora Marielle Franco tenha sido assassinada por pessoas que, como ela, querem o fim da intervenção federal no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro, que vem mostrando a terrível cifra negra de 40 vítimas de homicídio por cem mil habitantes enquanto São Paulo apresenta 9,1 assassinatos em relação a esse pavoroso parâmetro.
A intervenção federal em terras cariocas é um desafio uma vez que decorridos mais de 30 dias, nada de perceptível apresentou à população a não ser declarações líricas feitas pelo general Braga, interventor de segurança pública estadual, e pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann que, logo após a morte violenta de Marielle, foi praticamente “empurrado” por Temer para retornar rapidamente ao Rio de Janeiro a fim de  comandar  as operações contra o crime organizado,  como se tivesse “expertise” para tamanho mister.
As Forças Armadas brasileiras, representadas pelo Exército, com suas tropas de elite, pela Marinha, com seus  Fuzileiros Navais, e pela Força Aérea, estão realizando ótimo trabalho de ações cívico-sociais levando alento às populações faveladas abandonadas, há séculos, pela política de plantão, desde os tempos do execrável Conde D’Eu.
A Inteligência das Forças Armadas  realiza trabalho silencioso e eficaz que, certamente, levará à descoberta da autoria dos homicídios perpetrados contra a combativa vereadora e seu motorista,  barbarizados em pleno centro do Rio de Janeiro sem que houvesse, por ali, uma única viatura da PMERJ ou da Polícia Civil.
Acreditamos que as Forças Armadas brasileiras, aliadas à Polícia, “a democracia armada e responsável pela segurança de todos nós”, como ensina Zeza Amaral no Correio Popular, A2, 18/3, darão conta do recado no Rio de Janeiro.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vídeo mostra travesti e irmã sendo espancadas no Rio; três foram presos

Homens deram chutes e usaram pedaço de pau para agredir vítimas.
Eles foram identificados e presos; confusão começou dentro de van.

fonte do vídeo: Youtube

A polícia prendeu nesta quarta-feira (14) três homens suspeitos de espancar uma travesti no domingo em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Imagens feitas por um cinegrafista amador mostram a agressão. Os homens chutam a travesti e a irmã dela tenta defendê-la, mas também é agredida. Os agressores bateram na vítima até ela ficar desacordada.
Segundo o delegado Daniel Mayr, da 36ª DP (Santa Cruz), os suspeitos foram identificados como Cleiton da Silva, Rodrigo Luiz Silva Soares e Jorge Batista Ignacio e presos pelo crime de tentativa de homicídio.
Os três autores foram identificados na tarde de terça-feira (13) e, com base nas provas colhidas, o delegado responsável pelo caso pediu, e a Justiça determinou, a prisão temporária deles. Ainda segundo a Polícia Civil, eles prestaram depoimento e se reconheceram nas imagens do vídeo como sendo os agressores da travesti.
Segundo a polícia, um inquérito foi instaurado e diligências foram feitas para apurar o crime. Também foram analisadas as imagens do espancamento e localizadas as vítimas, que prestaram depoimento com detalhes do crime.
Confusão em van
De acordo com o delegado, dentro de uma van de transporte alternativo, Rodrigo teria feito ofensas de cunho homofóbico contra a vítima, iniciando uma discussão entre eles que evoluiu para agressões físicas.
A travesti disse à polícia que, para se defender, se apossou de uma faca que seria de Rodrigo e o esfaqueou. Pouco depois, Jorge e Cleiton se juntaram a Rodrigo na briga e passaram a agredir covardemente a travesti e a irmã dela.
O vídeo com a agressão continua sendo compartilhado na internet, com centenas de visualizações nas redes sociais. A imagem já teve mais de 4 milhões de visualizações, 22 mil comentários, 18 mil curtidas e 45,5 mil compartilhamentos.
url da matéria: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/09/video-mostra-travesti-e-irma-sendo-espancadas.html

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

After Apology, Questions About Future Loom for Lochte


In this Sunday, Aug. 14, 2016 frame from surveillance video released by Brazil Police, swimmers from the United States Olympic team appear with Ryan Lochte, right, at a gas station during the 2016 Summer Olympics in Rio de Janeiro, Brazil. A top Brazil police official said the swimmers damaged property at the gas station. (Brazil Police via AP)

  • U.S. Olympic swimmer Ryan Lochte apologized Friday for his behavior surrounding an incident at a Rio de Janeiro gas station, saying he should have been more "careful and candid" about how he described what happened after a night of partying with his teammates.

    But he didn't explain why he embellished details of an encounter with armed security guards and called it a robbery, and why he omitted to say that he and three teammates had vandalized a gas station restroom.

    "Regardless of the behavior of anyone else that night, I should have been much more responsible in how I handled myself and for that am sorry," Lochte said in a lengthy post on his Instagram account. "This was a situation that could and should have been avoided. I accept responsibility for my role in this happening and have learned some valuable lessons."

    Whatever they were, for now, he's keeping them to himself.

    The situation raises questions about the future for Lochte, who is planning to take time off from swimming but wants to return to compete in the 2020 Tokyo Olympics. Usually known for his party boy image and love of the limelight, he now is facing a line of nervous sponsors, the possibility of legal charges in Brazil and sanctions from USA Swimming and the International Olympic Committee.

    The robbery flap deeply hurt Brazilians, who were eager to prove they could get street crime under control and host a safe Olympics. And it overshadowed the efforts of U.S. Olympians, who have dominated the medal count. Swimmers alone piled up 16 golds and 33 medals total at the games.

    Known for his outsized personality and regular 'bro' behavior, Lochte has always been about having fun. This is the guy who gleefully admitted eating McDonald's three times a day while winning four medals at the 2008 Beijing Games. For Rio, he dyed his dark hair white, not realizing the pool's chlorine would turn it light green.

    His memorable props — diamond grills on his teeth on the medal podium, crazily colored high-tops, sunglasses bearing his favorite made-up expression of "Jeah!" — and easygoing, goofy nature has made him a popular and relatable star with the public and his teammates.

    "I think that is why I do so many different things with the hair, the grills, the crazy shoes," he said in Rio, "It's just my personality coming out there."

    Lochte's success led to his own 2013 reality TV show called "What Would Ryan Lochte Do?" It had a short run and left some viewers with the impression that its star was nothing more than a good-looking dim bulb. Still, lines for his autograph sessions at meets routinely stretch longer than anyone else's.

    As hard as he plays, Lochte works hard, too. His 12 Olympic medals are second only to Michael Phelps among U.S. male Olympians.

    This time Lochte was only a small part of the show. He finished fifth in his only individual event and swam on the victorious 4x200-meter freestyle relay. Instead, the biggest memory of the 32-year-old swimmer in Rio will be the grainy security video of him and teammates Gunnar Bentz, Jack Conger and Jimmy Feigen exiting the gas station restroom and sitting on the ground, some with hands up.

    Like other pro swimmers, Lochte is reliant on sponsors to foot his bills so he can focus on year-round training and travel to meets without having to hold a regular job.

    His sponsors, including Speedo, Ralph Lauren and airweave premium bedding, have been in no hurry to cut ties with him, though have said they are monitoring the situation.

    The incident feeds a lot of American clich?s of the bad-boy athlete, and while it was relatively minor, it is "unsavory," says Thomas Ordahl, chief strategy officer at the brand consulting firm Landor.

    Ordahl believes it's probably a good idea for companies to hold off on making decisions until the issue surrounding the dispute is sorted out. But he suspects that eventually, sponsors will probably drop Lochte.

    "The truth is that there are enough celebrities to be attached to without bringing that kind of baggage with you," said Robert Passikoff, president and founder of the research firm Brand Keys.

    USA Swimming is expected to convene its executive board to discuss likely punishment, as it did when Michael Phelps was arrested for a second DUI two years ago. Technically, the four could be fined, suspended or expelled. In the Phelps case, the board announced a week after the arrest that it was suspending the sport's biggest star for six months, banning him from competing in the 2015 world championships and taking away six months of his funding stipend.

    For Phelps, it was his third strike.

    This is Lochte's first major gaffe, and whatever sanctions the national governing body passes down could have little effect on the professional swimmer. He's already said he plans to take the first extensive break of his career following the Olympics and move from North Carolina to California. A suspension could keep him out of next year's world championships — often bereft of big stars following an Olympic year — and the Arena Pro Swim Series, a five-meet circuit in the U.S. But that would hardly impact Lochte should he decide to resume training for the 2020 games.

    As for the other three, Feigen has indicated he would retire after Rio and the 26-year-old is looking forward to attending law school somewhere in Texas. He made a $10,800 payment to a Rio charity that teaches martial arts to poor children after the incident, and his passport was returned. He left Brazil Friday night.

    Bentz and Conger stumbled just as they were getting started on the international stage, so the repercussions could linger longest with the Olympic rookies. They, along with Feigen, swam in preliminary heats, and earned gold medals when their teammates won relays in the finals.

    They returned home to the U.S. Friday.

    Bentz will be a 20-year-old junior majoring in business at Georgia this fall and Conger will be a 21-year-old senior majoring in corporate communication at Texas. They remain amateurs and presumably will continue their NCAA careers with their respective programs, which also could hand out punishment.

    What may take longer for everyone to forget is how the four stole the spotlight.

    "While we are thankful our athletes are safe, we do not condone the lapse in judgment and conduct that led us to this point," USA Swimming executive director Chuck Wielgus said. "It is not representative of what is expected as Olympians, as Americans, as swimmers and as individuals." 
    ——— 

    AP Retail Writer Anne D'Innocenzio in New York and AP Sports Writer Stephen Wilson in Rio de Janeiro contributed to this report.
    url: http://abcnews.go.com/Sports/wireStory/american-swimmers-leave-rio-robbery-scandal-41505456