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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Polícia Civil identifica primeiro coautor de crime em Guarulhos

 Kauê do Amaral Coelho é suspeito de ser o informante dos executores de Antônio Vinicius Gritzbach, assassinado no início do mês no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Coelho foi visto no Aeroporto Internacional de Guarulhos uma hora antes do avião de Gritzbach pousar e é suspeito de indicá-lo para os atiradores - (crédito: Divulgação/Polícia Civil)

Iago Mac Cord* +

postado em 19/11/2024 15:13

Coelho foi visto no Aeroporto Internacional de Guarulhos uma hora antes do avião de Gritzbach pousar e é suspeito de indicá-lo para os atiradores - (crédito: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil de São Paulo identificou o suspeito de ser informante dos atiradores que mataram Antônio Vinicius Gritzbach — o delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) — no último dia 8 no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O suspeito é Kauê do Amaral Coelho, 29 anos, e a força-tarefa que investiga o caso oferece recompensa de R$ 50 mil para quem tiver informações sobre seu paradeiro.
Coelho foi visto no Aeroporto Internacional de Guarulhos uma hora antes do avião de Gritzbach pousar e é suspeito de indicá-lo para os atiradores - (crédito: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil de São Paulo identificou o suspeito de ser informante dos atiradores que mataram Antônio Vinicius Gritzbach — o delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) — no último dia 8 no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O suspeito é Kauê do Amaral Coelho, 29 anos, e a força-tarefa que investiga o caso oferece recompensa de R$ 50 mil para quem tiver informações sobre seu paradeiro.
De acordo com o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, o suspeito chegou uma hora antes da previsão de pouso do voo de Gritzbach. “Um pouco antes dos disparos, ele (Kauê) aponta para o Vinícius, mostrando para os criminosos que estavam no Gol. [...] Fica claro a participação dele, estratégica, inclusive, e por isso foi solicitada a prisão temporária como coautor do homicídio”, afirmou Derrite ao Uol.
Reincidente
Kauê Coelho já havia tido problemas com a Justiça. Em 2022, o homem foi preso por portar mais de 1 mil pílulas de ecstasy e ficou encarcerado por dois meses. Além disso, segundo Derrite, Coelho já foi preso por desacato e ameaçou o policial da ocorrência afirmando fazer parte do PCC. A ameaça, inclusive, consta no Boletim de Ocorrência.

URL: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2024/11/6992103-policia-civil-identifica-primeiro-coautor-de-crime-em-guarulhos.html

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Nova Operação Escudo deixa seis mortos na Baixada Santista após morte de PM

 Outros seis suspeitos foram detidos pelos agentes

Fonte da imagem: Internet

Felipe SouzaRafael Villarroelda CNN

05/02/2024 às 08:10 | Atualizado 05/02/2024 às 10:02

A nova etapa da Operação Escudo, desencadeada após a morte do soldado Samuel Wesley Cosmo, integrante do 1º Batalhão de Polícia de Choque, nesta final de semana, teve seis mortes contabilizadas em confrontos com a polícia, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

A SSP informa que aconteceram quatro ocorrências na Baixada Santista. Uma delas, na Vila dos Criadores em Santos, com três óbitos. Os suspeitos ainda não foram identificados.

As outras três ações da PM resultaram em um óbito cada. Nestas, todos os envolvidos foram identificados e, segundo a pasta, possuíam passagens por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo.

Na noite de sexta-feira (2), três suspeitos da morte do PM, dois de 24 anos e um de 22, foram detidos na Rodovia Anchieta-Imigrantes, próximo à cidade de Cubatão.

Com eles, foi apreendida uma pistola calibre 9mm municiada, além de diversos cartões bancários, quatro celulares e um comprovante de transferência bancária no valor de 96 mil reais.

A Polícia Civil investiga todas as mortes ocorridas durante a Operação Escudo. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha os casos para apurar possíveis abusos.

Soldado Cosmos

Segundo a Polícia Militar, o soldado realizava um patrulhamento com uma equipe da Rota em apoio a Operação Verão, na Baixada Santista, quando foi surpreendido por um ataque de criminosos.

Samuel Wesley Cosmo foi morto por criminosos em Santos, município no litoral do estado, nesta sexta-feira (2).

O agente foi atingido e socorrido para a Santa Casa de Santos, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Operação Escudo

A Operação Escudo foi iniciada em julho de 2023, após a morte do soldado da Polícia Militar, Patrick Bastos Reis, em um patrulhamento no Guarujá, litoral de São Paulo.

A primeira fase da Operação Escudo deixou ao menos 28 pessoas mortas, 958 pessoas presas, sendo que 382 eram procuradas pela Justiça. Além disso, 117 armas de fogo e 977 quilos de drogas foram apreendidos. A ação durou 40 dias.

Essa nova operação é a oitava Operação Escudo desde julho de 2023 e também a sexta deste ano.

url da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nova-operacao-escudo-deixa-seis-mortos-na-baixa-santista-apos-morte-de-pm/



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Macaco “liga” para polícia e faz agentes irem a zoológico na Califórnia

 Policiais receberam chamada inusitada pelo canal de emergência dos EUA e foram ao local investigar

Url da imagem:https://www.facebook.com/Mobile-Monkeys-204096257049525/

Os agentes do Escritório do Xerife do Condado de San Luis Obispo, na Califórnia, foram pegos de surpresa quando perceberam que, provavelmente, haviam ido até o “Zoo to You” atendendo ao “chamado” de um macaco, no último sábado (13).

Naquela noite, os despachantes receberam uma ligação pelo 911 — que corresponde ao canal de emergência nos Estados Unidos — que foi logo desligada. Eles tentaram ligar de volta e mandar mensagem ao número registrado, mas não conseguiram nenhum retorno.

Foi então que os agentes foram mandados ao zoológico, próximo à cidade de El Paso de Robles, para investigar. Chegando lá, descobriram que ninguém havia ligado e tudo indicava que o responsável fosse, na verdade, o pequeno macaco “Route”.

Segundo os funcionários, o macaco deve ter pego um celular que estava no carrinho de golfe utilizado para se deslocar pelo local.

Os agentes disseram que foram informados que os macacos da espécie de Route são curiosos e costumam agarrar o que veem pela frente. Por coincidência, o animal acertou a combinação de números da polícia e provocou o incidente.

“Route está um pouco envergonhada com a coisa toda, mas você não pode realmente culpá-la, afinal macaco vê, macaco faz”, diz o comunicado divulgado pelo escritório do Xerife.

Fonte da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/macaco-liga-para-policia-e-faz-agentes-irem-a-zoologico-na-california/



quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Oito criminosos morrem em troca de tiros com a Rone da Polícia Militar em Curitiba

 Todos eram integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)

Incidentes ocorreram nos bairros Caximba e Cajuru | Foto: Marcelo Borges/ RICtv / Especial / CP

Oito criminosos morreram em dois confrontos com policiais militares na noite dessa quarta-feira em Curitiba, no Paraná. Os bandidos já tinham antecedentes e faziam parte da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Os tiroteios ocorreram nos bairros Caximba e Cajuru com os efetivos das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) da Polícia Militar do Paraná.

Segundo informações da RICtv, um tribunal do crime era planejado para esta quinta-feira. Oito indivíduos fortemente armados pretendiam executar um antigo cúmplice, que recentemente passou para a facção carioca Comando Vermelho. No entanto, a equipe de inteligência da PM descobriu e conseguiu localizar os suspeitos em Curitiba.

No primeiro confronto, registrado na estrada Delegado Bruno de Almeida, no bairro Caximba, os policiais militares depararam-se com dois criminosos, que tentaram fugir em um Fiat Palio. Houve troca de tiros e ambos foram baleados e morreram.

Já na rua Domênico Tonato, no bairro Cajuru, outros seis membros da facção organizavam o tribunal do crime em uma residência. O efetivo da Rone encontrou um Volkswagen Fox roubado, que estava estacionado em frente da casa, que era usada como “quartel-general”. Na tentativa de abordagem, um novo confronto aconteceu e os seis suspeitos foram mortos.

Nesta moradia, três pistolas, três revólveres, dois coletes balísticos e oito tabletes de maconha foram apreendidos. Conforme a Rone, o homem que seria alvo da execução não foi localizado.

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADcia/oito-criminosos-morrem-em-troca-de-tiros-com-a-rone-da-pol%C3%ADcia-militar-em-curitiba-1.870613


sexta-feira, 29 de julho de 2022

Polícia Militar prende Homem Aranha após perseguição pela cidade de Osvaldo Cruz

Foto: reprodução

Jose Carlos Oliveira

Informação irradiada via COPOM, que o indivíduo, de 45 anos, conhecido como Homem Aranha, estaria praticando tráfico de drogas, equipes da Polícia Militar efetuaram cerco pela área, onde localizaram o indivíduo com as características, que ao avistar a viatura empreendeu fuga.

Foi feito acompanhamento a pé, onde o mesmo passou a pular vários muros e telhados de algumas residências, dispensando uma grande quantidade de drogas pelo caminho.

Em seguida, apontou uma arma de fogo na direção dos policiais, que para se defender, dispararam em direção ao indivíduo, que não chegou a atingir ninguém. O Indivíduo dispensou a arma e prosseguiu a fuga pelos telhados das residências.

Após longa negociação, o autor veio a se entregar nos fundos de uma residência, na Rua da Liberdade.

Foi aprendido 30 pedras de crack, 16 reais em dinheiro, em notas diversas, 10 sachês de cocaína e um simulacro de arma de fogo.

Devido aos ferimentos, o indivíduo foi conduzindo ao plantão da Santa Casa e após liberado foi apresentado no plantão policial, ficando a disposição da justiça.

Fonte: https://kakonews.com.br/2022/07/29/policia-militar-prende-homem-aranha-apos-perseguicao-pela-cidade-de-osvaldo-cruz/


terça-feira, 26 de julho de 2022

Policiais terão assistência jurídica gratuita

 Governador assina convênio que garante atendimento da Defensoria Pública a profissionais acusados por atos relativos ao exercício da função

Foto: Denis Bonelli - SSP/SP

Por: Adalberto Luque

Policiais militares e civis do Estado terão direito a atendimento jurídico gratuito. Foi o que determinou o governador Rodrigo Garcia, através de convênio formalizado na terça-feira (19). O atendimento será oferecido pela Defensoria Pública do Estado aos policiais que sejam acusados por atos praticados em serviço ou de folga, desde que haja vínculo com o trabalho policial.

A partir da assinatura do convênio, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Defensoria Pública deverão estabelecer fluxo para atendimento às demandas dos policiais civis e militares. O benefício também é estendido aos policiais em formação, mas que já participam de operações de segurança pública.

Os policiais serão assistidos nos casos de homicídio doloso tentado ou consumado, lesão corporal grave ou seguida de morte, abuso de autoridade, tortura e fuga de pessoa presa. Segundo a SSP, esses cinco tipos de casos possíveis de defesa representam 95% das acusações contra policiais por conta da natureza profissional do enfrentamento permanente ao crime.

“É isso que estamos querendo. A defensoria vai ajudar o policial que está trabalhando do lado do bem e que precisa de um respaldo jurídico”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves.

“O policial é treinado e está preparado para enfrentar todos os tipos de ocorrência. E é mais uma segurança para o policial ter a defensoria à disposição para ajudá-lo em sua defesa institucional”, ressaltou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ronaldo Miguel Vieira.

Fonte: https://www.tribunaribeirao.com.br/site/policiais-terao-assistencia-juridica-gratuita/

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Mulher é presa após fazer mais de 3 mil ligações telefônicas para ‘perturbar’ o trabalho da polícia em Tarabai, SP

 Envolvida tem 42 anos e irá responder pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal, com pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Fonte da imagem: https://atcaminhante.files.wordpress.com/2018/08/telefonema.jpg

Por g1 Presidente Prudente

A Polícia Civil prendeu na terça-feira (31/05) uma mulher, de 42 anos, que é suspeita de ter realizado mais de três mil ligações telefônicas aos serviços de prontidão e de atendimento de emergência das polícias Civil e Militar, em Tarabai (SP). As ligações aconteceram entre março de 2021 e maio de 2022.

De acordo com o delegado Rafael Guerreiro Galvão, responsável pelas investigações sobre o caso, a mulher não deixou de fazer as ligações mesmo após ter sido proibida por ordem da Justiça de continuar a adotar tal procedimento.

A insistência nos atos fez com que a Polícia Civil pedisse ao Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva da suspeita, medida que foi atendida após a concordância do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).

Ela irá responder pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal. A lei estipula uma pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa para quem atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública.

Perturbação

As investigações começaram depois que o comando da Polícia Militar em Tarabai relatou à Polícia Civil que a mulher teria feito, no período de menos de um mês, 800 ligações para o número 190, que é o serviço de prontidão da corporação.

Segundo o delegado Galvão, as ligações não indicavam nada de concreto ou criminoso aos policiais militares de plantão, o que causava uma série de embaraços aos agentes.

Ainda de acordo com o responsável pelas investigações, o comportamento da mulher deixava evidente a sua intenção de apenas perturbar o trabalho policial.

Galvão pediu à Justiça que decretasse uma medida cautelar diversa da prisão, proibindo que a mulher realizasse mais ligações ao serviço de telefonia da força pública policial.

A cautelar foi deferida pelo Fórum da Comarca de Pirapozinho (SP), porém, mesmo assim, a mulher não acatou a ordem judicial e ainda fez mais 1.000 ligações para a polícia.

 

O delegado, então, pediu à Justiça que proibisse a investigada de utilizar a sua linha telefônica e ainda impedisse que as operadoras de telefonia habilitassem chips em nome da mulher, medidas que foram deferidas pelo Poder Judiciário.

No entanto, mesmo assim, no mês de março deste ano, outras 800ligações foram feitas pela mulher ao serviço de utilidade pública 190, o que levou o delegado a representar pela prisão preventiva da moradora de Tarabai.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Civil na terça-feira (31/05).

Não é trote

“O inquérito foi instaurado em março do ano passado. Até maio de agora, mais de três mil ligações. Tiveram alguns períodos de maior incidência. E também várias ligações à Delegacia de Polícia de Tarabai. Mais de 100 ligações”, detalhou Galvão.

O delegado salientou que o tipo de ligação feita pela mulher às repartições policiais não pode ser considerado como “trote”.

“Na verdade, eu não usei a palavra trote porque o trote, às vezes, é uma brincadeira. Então, eu trato como turbações, mesmo. Porque ela ligava para falar coisas diversas. Algumas coisas até reais, mas sem nenhum tipo de relevância policial. ‘Ah, eu vi um gato abandonado’. Então, trote eu acho que não abarcaria tudo o que ela fez. Trote passa muita brincadeira e ela teve dolo mesmo”, explicou Galvão ao g1.

“Lembrando, inclusive, que ela tem uma série de anteriores passagens por desacato, ameaça, e tinha até uma anterior medida cautelar que a proibia de comparecer à Delegacia de Polícia sem estar com um representante, sem estar com alguém responsável por ela”, disse o delegado.

Galvão enfatizou que esse tipo de atitude adotado pela moradora de Tarabai atrapalha os serviços policiais de emergência e prejudica as pessoas que, realmente, necessitam do auxílio dos agentes públicos do Estado.

“É importante ressaltar que esse tipo de atitude, por parte dessa cidadã, atrapalha e muito o bom andamento dos serviços policiais de emergência. Esse tipo de ligação pode estar tomando o lugar, pode estar tomando a frente, de ligações de pessoas que realmente estão necessitando da imediata intervenção policial, de pessoas que estão narrando, de fato, algo sério, relevante e criminoso e que acabam sendo prejudicadas por mais demora no atendimento, por perturbação do trabalho policial. A polícia, tanto a Civil como a Militar, está à disposição do cidadão, do munícipe, para intervir em situações sérias e relevantes e não para esse tipo de brincadeira ou mesmo esse tipo de maldade que acaba atrapalhando realmente o dia a dia do já difícil e árduo trabalho policial”, afirmou o delegado ao g1.

“É muito importante que a população respeite os serviços públicos emergenciais postos à disposição dos cidadãos e munícipes e fique ciente de que qualquer violação é passível de rápida investigação do usuário que está turbando as investigações. Isso pode levá-lo à responsabilização criminal”, concluiu Galvão.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2022/05/31/mulher-de-42-anos-e-presa-apos-fazer-mais-de-3-mil-ligacoes-telefonicas-para-perturbar-o-trabalho-policial-em-tarabai.ghtml


sábado, 19 de dezembro de 2020

Gendarmeria de Orlândia

 

Foto: Fabião Junqueira e Israel Coutinho. Vista parcial da Gendarmeria

Por Israel Coutinho*

No início deste mês, a equipe do Polícia On-line esteve na cidade de Orlândia-SP, em visita à Gendarmeria, onde confabulou com o instrutor de tiro e ex-policial Fábio Junqueira Ferreira Martins,  de 55 anos, mais conhecido como Fabião Junqueira, que é o proprietário e idealizador do local.

O local

O local é uma confraria de policiais (civis, militares etc) e de aficionados às armas de fogo.

Diariamente, a Gendarmeria de Orlândia recebe dezenas policiais,  pois há um espaço para reuniões, para fazer refeições, para a limpeza e manutenção preventiva de seu armamento ou mesmo para um bate-papo.

O nome do local foi inspirado na Gendarmeria do Uruguai, país onde Fabião serviu como membro na Polícia Nacional, por quase sete anos.

O nome Gendarmeria tem a sua origem no francês “gendarmerie”, que é uma força militar, encarregada da realização de funções de polícia no âmbito da população civil. Os seus membros são designados "gendarmes".

Atualmente, as Gendarmerias constituem forças policiai, no entanto, em muitos países (ex.: França), a palavra "polícia" normalmente é usada apenas para designar polícias civis.

Fonte: YouTube

Etimologia e história

A palavra "gendarmaria" ou “Gendarmeria” tem origem no termo francês "Gendarmerie", o qual deriva do termo "gendarme". Por sua vez, "gendarme" tem origem no francês antigo "gens d'armes", significando "homens de armas". Historicamente, o termo "homem de armas" referia-se a um cavaleiro dotado de armadura pesada, normalmente de origem nobre, que servia nos exércitos europeus da Idade Média. Em países de língua inglesa adota-se o termo Constabulary que provém do latim (comes stabuli), que era literalmente o conde do estábulo, responsável por proteger os cavalos do monarca ou senhor feudal.

O termo ganhou conotações policiais no âmbito da Revolução Francesa, altura em que a anterior Maréchaussée (literalmente "marechalato") do Antigo Regime foi reorganizada e redesignada "Gendarmerie". O conceito e a criação de uma Gendarmaria nacional surgiu assim, na Revolução Francesa, em consequência da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na qual se prescrevia que a segurança era um dos direitos "naturais e imprescindíveis" e que, para preservá-la, era necessária a constituição de uma força pública, em benefício de todos.

O idealizador

Fabião Junqueira é ex-policial da Polícia Nacional do Uruguai, onde trabalhou por cerca de sete anos. Ele precisou residir naquele país, aprender o idioma local e tirar a cidadania para poder prestar o concurso da polícia uruguaia.

Na época, ele também era instrutor, e foi responsável o responsável pelo treinamento de um grupo de cinquenta homens da segurança pessoal do então presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez.

Fabião é um entusiasta das armas de fogo e pratica tiro desde os seus quinze anos de idade e, sem dúvida, um importante colaborador das Forças de Segurança.

*Israel Coutinho, administrador do Blog Polícia On-line,  é policial civil de carreira, no cargo de Investigador de Polícia na Polícia Civil do Estado de São Paulo; coordenador do Grupo de Operações Especiais de Adamantina e Professor da Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra” do Estado de São Paulo.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gendarmaria

https://gcn.net.br/noticias/128645/franca/2011/05/INSTRUT0R-DE-TIR0-DE-0RLANDIA-TREINA-TR0PA-PRESIDENCIAL-D0-URUGUAI--128645

domingo, 11 de outubro de 2020

Policial Civil é morto na porta de casa...ele tinha o sonho de ser policial.

 Por Dr. Gustavo Mesquita*

Na data de ontem, o policial civil Eduardo Chang saiu de sua casa para limpar seu carro, estacionado em frente.

33 anos, casado, recém-formado pela Academia De Polícia, Chang exercia há apenas 20 dias a tão sonhada função de agente policial. Como todos aqueles que almejam ingressar em um concurso público, dedicou, por anos, seu tempo e dinheiro até ser aprovado e nomeado para o cargo de Agente Policial.

A noite de sábado se avizinhava, e, razoável supor, Chang decidiu limpar seu carro para, mais tarde, levar sua amada esposa para juntos jantarem e comemorarem a nova fase de vida.

O que Chang não esperava, todavia, é que cruzariam o seu caminho 3 indivíduos - se é que se pode chamar tais seres de “ “indivíduos” sem ofender toda a espécie humana. 3 arremedos de homem, covardes, sem qualquer traço de honra ou dignidade. Homens como esses que, ao lado de ratos, guindam esses últimos à categoria de seres infinitamente superiores. 3 organismos vivos que vieram ao mundo para trazer nada além de desgraça, tristeza e degradação. E que, naquele dia, como em todos os outros, saíram de casa para trazer terror à sociedade.

E, durante esse infeliz encontro - tal como água e óleo - um desses “indivíduos “ ceifou, covardemente, a vida de Chang. Esse, heroicamente tentou ainda lutar contra os 3, mas, em inferioridade numérica, acabou sucumbindo.

Além da vida, roubaram-lhe seu seu aparelho celular. Seu futuro, seus sonhos. Destruiram sua família - a atual, e a que ele ainda construiria. Tudo assim, numa fração de segundos, e como num passe de mágica cruel.

Os 3 estultos saíram em fuga. 1 deles já foi capturado pela Polícia Civil, e deve permanecer preso até que um ministro do STF, do alto de seu pomposo gabinete, solte-lhe as amarras.

Nosso Chang, este não voltará. Mas viverá para sempre, no panteão dos homens honrados, na memória de seus entes queridos e de toda a Polícia Civil.

*Dr. Gustavo Mesquita é Delegado de Polícia no Estado de São Paulo

Fonte da matéria: https://www.facebook.com/gustavo.bueno.351/



quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Delegada perde cargo após se recusar a prender traficante em flagrante

 


Uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, expedida pela juíza Cândida Inês Zoellner Brugnoli, titular da Vara da Fazenda Pública, Acidentes do Trabalho e Registros Públicos da comarca de Jaraguá do Sul, determinou a perda do cargo de uma delegada de Polícia Civil, condenada por improbidade administrativa, após ser acusada de negar a lavratura do auto de um prisão em flagrante.

Além da perda do cargo, a magistrada condenou a ex-servidora ao pagamento de multa civil, arbitrada no valor de duas vezes a remuneração recebida como delegada, além de tê-la proibido de “contratar com o Poder Público ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos”.

Na denúncia, o Ministério Público afirmou que a delegada “deixou de praticar ato de ofício a que estava obrigada (lavratura de auto de prisão em flagrante), de forma dolosa e por razão de ordem estritamente pessoal, em discordância de requerimento e cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Militar”.

Um dos policiais ouvidos em depoimento afirmou que, no dia dos fatos, a intenção era a abordagem em flagrante, e que o mandado era apenas um resguardo. A delegada atuava em outra comarca, motivo pelo qual os relatórios não foram encaminhados à ela. No entanto, de acordo com o processo, mesmo de posse do mandado de busca, os policiais atuaram para lograr a prisão em flagrante, em caso que envolvia o tráfico de entorpecentes.

A delegada declarou, em depoimento judicial, que, ao chegar à delegacia de polícia, tomou conhecimento da ocorrência de várias irregularidades que a fizeram concluir que “algo não estava muito correto”. Por este motivo, segundo ela, não lavrou o auto de prisão em flagrante. Além da droga, também foram apreendidos balança de precisão e dinheiro - aproximadamente R$ 700.

“O grau de dolo é elevado, assim como o grau de reprovabilidade da conduta ímproba, pois a delegada, de forma absolutamente consciente, deixou de lavrar auto de prisão em flagrante unicamente para satisfação de entendimento pessoal, contrariando normas legais e constitucionais unicamente em virtude de discordância da atuação da Polícia Militar para o requerimento e cumprimento de mandado de busca e apreensão, mesmo que evidente a situação flagrancial”, disse a juíza na decisão.

Outros casos

A juíza também mencionou outro caso em que a delegada não lavrou um auto de prisão em flagrante. Em 5 de novembro de 2018, no município de Seara, ela não estava na delegacia para realizar a prisão de um homem que descumpriu uma medida protetiva e, por telefone, arbitrou uma fiança, o que, segundo a magistrada, não é de competência dela.

Outra polêmica envolvendo a delegada aconteceu quando Lívia trabalhava em Barra Velha, em agosto de 2015, e proibiu beijos e abraços dentro da Delegacia de Polícia Civil. A determinação foi publicada em um ofício e aqueles que não cumprissem a ordem poderiam ser punidos.

O que diz a defesa

Os advogados de defesa de Lívia Marques da Motta afirmaram que vão recorrer da decisão da comarca de Jaraguá no Tribunal de Justiça. De acordo com eles, estava exercendo corretamente a função de delegada. Com relação ao processo que tramita na comarca de Seara, a defesa também recorreu da decisão e, agora, aguardam julgamento.

url da matéria: https://www.bnews.com.br/noticias/jusnews/justica/277402,delegada-perde-cargo-apos-se-recusar-a-prender-traficante-em-flagrante-veja-detalhes.html?fbclid=IwAR1yxB3PRKlox_rNeqnH-l1Kc5KBWndC6cc9UERwJbyP-wCwVMyuZ4N3QhU


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Polícia Militar de SP proíbe uso de mata-leão em abordagens


Pretende modernizar protocolos
14 policiais já foram afastados
Policiais militares em cerimônia de formatura em SP
A Polícia Militar do Estado São Paulo informou na 6º feira (31.jul.2020) a proibição do uso da técnica chamada de mata-leão durante as abordagens. A chave cervical é 1 método de imobilização em que uma pessoa faz uso de suas mãos, braços ou pernas contra o pescoço de uma outra pessoa, aplicando uma pressão que pode provocar o estrangulamento. Em casos extremos, leva à asfixia e pode resultar em morte.

A corporação informou que essa medida foi tomada pelo grupo de estudos criado para analisar “as mais modernas e eficientes técnicas de contenção durante as detenções de suspeitos” e que a decisão busca “aprimorar ainda mais a prestação de serviço à sociedade e modernizar os protocolos de atuação”.
Esse golpe foi utilizado em várias abordagens policiais recentes em São Paulo e que foram motivo de questionamentos após a divulgação de vídeos que tiveram grande repercussão nas redes sociais.
Um deles foi em maio, na região de Parelheiros, quando uma mulher negra teve seu pescoço pressionado no chão com o pé por 1 policial. No dia 24 de julho circulou 1 novo vídeo mostrando policiais aplicando o golpe e sufocando um jovem negro da cidade de João Ramalho, no interior paulista.
No 1º semestre deste ano, 514 pessoas foram mortas pelas polícias Civil e Militar paulista em ocorrências durante o momento do trabalho ou de folga. Foi o maior número de óbitos registrado desde 2001, quando teve início a série histórica. Só a PM foi responsável por 498 dessas mortes. Nesse mesmo período, 28 policiais civis e militares foram mortos em serviço ou em folga.
Para tentar coibir a violência policial, o governo de João Doria (PSDB) comprou câmeras portáteis, as chamadas bodycams, que serão utilizadas por policiais militares durante seu patrulhamento na rua. As câmeras de lapela são fixadas nos uniformes dos policiais para que suas ações nas ruas de São Paulo sejam monitoradas, sem possibilidade de adulteração.
Além disso, o governador tucano anunciou que toda a corporação, começando pelos policiais de altas patentes, passariam por um programa de novo treinamento, chamado Retreinar.
url da matéria:
 https://www.poder360.com.br/brasil/policia-militar-de-sp-proibe-uso-de-mata-leao-em- abordagens/?fbclid=IwAR2oVkiK9ss6ofxUtPZqabU5S5DlDCusXpBkyHn89N2KNtfCoj0kI4wqcjI


sábado, 25 de julho de 2020

São Paulo perde 714 policiais civis em quatro meses


Total de servidores da Polícia Civil caiu de 28.862 em fevereiro para 28.148 em junho


foto: divulgação

O estado de São Paulo perdeu uma média de 178 policiais civis por mês, entre fevereiro e junho de 2020. De acordo com o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), hoje estão vagos 13.764 cargos na Polícia Civil, 714 a mais do que o registrado em fevereiro deste ano, quando faltavam 13.050 policiais. Em comparação com 2019, a perda de policiais entre fevereiro e junho cresceu 41%.
De acordo com a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati Lombardi, o número é alarmante e resultado, principalmente, de exonerações e aposentadorias que não tiveram reposição por parte do governo.
“É um número alarmante, porque a legislação estabelece que o estado de São Paulo deve ter 41.912 policiais civis, mas na prática tem somente 28.148”, explica Raquel, lembrando que os 13.764 cargos vagos representam um terço dos recursos humanos da polícia. “Esse verdadeiro rombo compromete a segurança da sociedade”.
O Sindpesp iniciou o levantamento do Defasômetro da Polícia Civil em outubro de 2017 (confira todas as tabelas em http://sindpesp.org.br/defasometro.asp), mas o rombo vem de longa data, pois foi gerado pelos governos que ocuparam o executivo estadual nos últimos vinte anos.
Atualmente, faltam 783 delegados, 3.065 escrivães, 3,712 investigadores, 960 agentes policiais, 794 agentes de telecomunicação, 206 papiloscopistas, 422 auxiliares de papiloscopista, 284 médicos legistas, 154 peritos criminais, 94 fotógrafos, 39 desenhistas, 54 auxiliares de necroscopia e 162 atendentes de necrotério.
Os carcereiros somam 3035 cargos extintos. O Sindpesp considera inaceitável a extinção do cargo sem que o fato não seja contabilizado como perda. No lugar do que sai, deveria ingressar um funcionário de outra carreira, pois todo policial civil operacional colabora nas tarefas de uma delegacia, seja no atendimento ao cidadão, na investigação, na condução de viatura ou outros serviços. O carcereiro, hoje, ainda mais com o imenso déficit imposto à Polícia Civil, tem valiosa contribuição em todas essas atividades.

Reforma da Previdência agrava quadro

Com a nova previdência proposta pelo Governo do Estado, que retira direitos e dificulta ainda mais a aposentadoria dos servidores, o quadro dos recursos humanos na Polícia Civil está se deteriorando rapidamente.
Isso porque os policiais que já possuem tempo para aposentadoria estão protocolando seus pedidos, e o Governo não consegue repor os profissionais com agilidade. “O Governo precisa ser rápido para nomear os aprovados em concurso, para que a Polícia Civil possa realizar seu trabalho de forma eficiente”, analisa Raquel Gallinati.
“Quando a polícia tem um terço do seu efetivo sem gente, sem funcionários, a população é a maior prejudicada. Os policiais, pela vocação e amor ao que fazem, não param, se desdobram para cumprir suas tarefas, mas é humanamente impossível realizar tudo o que seria necessário”, completa.
url da matéria: https://d.costanorte.com.br/seguranca/75095/sao-paulo-perde-714-policiais-civis-em-quatro-meses?fbclid=IwAR3qsC7QdzujU9-ErzLpBeweOkUPHj8bNNLRxkT_SixPs5N3i3vnCcDAs_M


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Polícia Civil de SP regula atuação de funcionários nas redes sociais


Portaria estabelece parâmetros para postagens e proíbe perfis funcionais, entre outras regras, para evitar danos à imagem e credibilidade da instituição
imagem: reprodução
A Polícia Civil de SP lançou uma portaria nesta terça-feira (7) com normas disciplinares para regular o comportamento de agentes públicos nas redes sociais. O documento, assinado pelo delegado geral, Ruy Ferraz Fontes, estabelece parâmetros para postagens e proíbe perfis funcionais com a finalidade de evitar danos à imagem, segurança, credibilidade e respeitabilidade da instituição, entre outros aspectos.
O texto elaborado pela cúpula — que deverá entrar em vigor nesta quarta-feira (8), após a sua publicação no Diário Oficial do Estado — ressalta a peculiaridade da condição de policial civil ininterrupta e que o regime jurídico a que está submetido impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos servidores públicos em geral.
A portaria também esclarece ao policial civil que os direitos fundamentais de manifestação de pensamento e da liberdade de expressão não são absolutos e devem se harmonizar com os demais direitos, garantias e princípios constitucionais.
Desta forma, agentes estão proibidos de divulgar informações sobre investigações, usar o nome, cargo, brasão, banner ou qualquer outro símbolo oficial da Polícia Civil de forma isolada ou cumulativamente com outros elementos visuais como forma de identificação pessoal em seus perfis.
Também estão vedados o registro de endereço de e-mail institucional e a utilização de elementos que possam induzir o usuário a acreditar que se trata de um perfil funcional. Estão liberados somente os perfis utilizados pela Polícia Civil, administrados pela comunicação social da instituição ou outros autorizados.
Entre as principais condutas impróprias aos servidores nas redes sociais, estão: opinar ou compartilhar informações que possam trazer descrédito à Polícia Civil; interagir com suspeitos de atividades criminosas (salvo razões de serviço); expressar opinião que seja interpretada como oficial, compartilhar ou apoiar conteúdos inverídicos (fake news); postar ou compartilhar opiniões que apoiem discursos discriminatórios, de ódio ou que expressem preconceitos de qualquer natureza; evitar comportamentos que indiquem promoção pessoal.
Os policiais que já possuem perfis em redes sociais deverão adequá-los às exigências do comando da instituição em até um mês a partir da entrada em vigor da portaria.
url da matéria: https://noticias.r7.com/sao-paulo/policia-civil-de-sp-regula-atuacao-de-funcionarios-nas-redes-sociais-07072020



quinta-feira, 25 de junho de 2020

Polícia Científica não pode ter caráter de órgão de segurança pública, decide STF


A ação foi ajuizada pelo PSL - Partido Social Liberal contra dispositivo da Constituição do Paraná, que criou a Polícia Científica como órgão integrante da segurança pública estadual, ao lado das polícias civil e militar.

imagem: reprodução

Na tarde desta quarta-feira, 24, o plenário do STF decidiu que a Polícia Científica não pode ter caráter de órgão de segurança pública. Os ministros analisaram dispositivo da Constituição do Paraná, que criou a Polícia Científica como órgão integrante da segurança pública estadual, ao lado das polícias civil e militar.
A ação foi ajuizada pelo PSL - Partido Social Liberal. A legenda alegou que a Constituição Federal não permite a inclusão de outras corporações policiais nas cartas estaduais além das Polícias Federal, Rodoviária, Ferroviária, Civil, Militar e Corpo de Bombeiro Militar.
De acordo com a emenda, a Polícia Científica, com estrutura própria, teria a incumbência de realizar perícias de criminalística e médico-legais e outras atividades técnicas similares.
Votos
O ministro Dias Toffoli, relator, deu interpretação conforme ao dispositivo impugnado tão somente para afastar qualquer interpretação que confira à Polícia Científica o caráter de órgão de segurança pública. Seguiram este entendimento o ministro Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
O ministro Edson Fachin, por sua vez, julgou improcedente, assentando a constitucionalidade da norma. Fachin destacou que em termos de legislação concorrente os Estados detêm plena autonomia para dispor sobre a matéria. O ministro ressaltou ainda que a lei analisada é anterior à lei Federal de mesmo tema, não havendo incompatibilidade entre as duas. O ministro Marco Aurélio o acompanhou.
Os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux votaram pela procedência da ação, ou seja, pela invalidade da norma. Para eles, o artigo da Constituição do Paraná desborda daquilo que a CF dispôs sobre a Polícia Científica, a qual integra a Polícia Civil dos estados-membros.
• Processo: ADIn 2.575
url: https://www.migalhas.com.br/quentes/329618/policia-cientifica-nao-pode-ter-carater-de-orgao-de-seguranca-publica-decide-stf

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Em confronto, morre criminoso que matou dois policiais civis em Campo Grande

Ele tentava se esconder, mas foi encontrado pela força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e o helicóptero do GPA

Foto: Dayene Paz, Midiamax

POR: DA REDAÇÃO - 10/06/2020
Morreu em confronto com a polícia na madrugada desta quarta-feira (10), no bairro Santa Emília, em Campo Grande, o criminoso Ozeais Silveira Morais, de 44 anos, identificado como o atirador que matou dois policiais civis na tarde de terça-feira, na região do Intanhagá Park.

Ele tentava se esconder, mas foi encontrado pela força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e o helicóptero do GPA (Grupo de Patrulhamento Aéreo). Houve troca de tiros, ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Os policiais civis Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, cumpriam mandado de prisão e transportavam um preso e Ozeais como testemuha. Pelo fato de ser uma testemunha formal da prisão, ele não teria sido devidamente revistado e entrou armado na viatura.
Durante percurso pela Rua Joaquim Murtinho, quase esquina com a Avenida Fernando Correa da Costa, ele teria sacado uma arma e atirado na cabeça dos policiais que morreram no local. Ele roubou um carro e fugiu. O preso, que estava algemado, correu, mas foi localizado pela Polícia Civil. Mais tarde, Ozeias morreu em confronto.
FONTE: MS TODO DIA

domingo, 8 de dezembro de 2019

VÍDEO: motorista persegue e atropela criminosos após ser assaltado, em Manaus

Policia

6 de dezembro de 2019

Foto: reprodução
Um carro em alta velocidade foi flagrado por câmeras de segurança atropelando dois suspeitos de assalto, na Zona Oeste de Manaus. O fato, registrado no fim de novembro na Polícia Civil do Amazonas, veio a tona somente esta semana após o vídeo viralizar.
Consta no Boletim de Ocorrência (BO), que o motorista havia sido roubado segundo antes de iniciar uma perseguição e atropelar os assaltantes. Um deles foi socorrido e levado a uma unidade hospitalar, em seguida preso. O outro suspeito conseguiu fugir mas depois foi capturado.
Conforme o BO, os criminosos o abordaram e levaram o seu celular. “Passa a mochila e o celular, se não eu te mato”, disse um deles a vítima.
A polícia segue em busca de um terceiro suspeito que praticava assaltos com a duplas nas redondezas do bairro São Jorge, Zona Oeste.
url da matéria: https://manausalerta.com.br/video-motorista-persegue-e-atropela-criminosos-apos-ser-assaltado-em-manaus/

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Levi Adrian Felício foi preso no seu apartamento em um dos bairros mais luxuosos de Assunção; homem apontado como seu braço direito, Márcio Gayoso, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero


Divulgação/Senad Paraguai
Levi Adriani Felicio, apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para o CV e PCC, foi preso no Paraguai

Um brasileiro apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foi preso, na madrugada desta segunda-feira (14), por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD). 
Seu braço-direito, um paraguaio de 27 anos, também foi detido em uma ação simultânea ocorrida no país. A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) vai apurar a ligação deles com criminosos do PCC E CV no Rio.

Levi Adrian Felício, 57 anos, apontado como o chefão que abastece com armas, cocaína e maconha as facções no Brasil, foi preso no seu apartamento em Villa Morra, um dos bairros mais luxuosos de Assunção. Levi estava dormindo quando os policiais invadiram o seu imóvel, acompanhado de uma brasileira. Ele tinha mandados de prisão em aberto tanto no Brasil quanto no Paraguai.
Os policiais apreenderam no local um fuzil calibre 762, duas pistolas, dois revólveres calibre 38, munições de vários calibres, dinheiro e documentos. Também foram encontrados veículos luxuosos, relógios caros, celulares e computadores.
Ele estava no Paraguai com identidade falsa. De seu poder, foram apreendidos 1 rifle de calibre 762, 2 pistolas de 9 mm e 2 revólveres de 38 calibre e projéteis de vários calibres. Além disso, dinheiro, jóias, relógios, telefones celulares, computadores e documentos.



Já o homem apontado como seu braço direito, o paraguaio Márcio Gayoso, de 27 anos, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta-Porã, no Mato Grosso do Sul. Com Candonga, como é conhecido, havia armas, documentos e dinheiro. Ele é o coordenador da logística do fornecimento de armas e drogas na fronteira, segundo a SENAD. 

"Estamos apurando se alguém que estamos investigando tem relação com eles e vamos instaurar um procedimento. Estamos levantando informações sobre eles para ver se bate com alguma investigação nossa", disse o delegado-titular da Desarme, Marcus Amin.
Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-14/fornecedores-de-armas-e-drogas-do-pcc-e-cv-sao-presos-no-paraguai-veja-video.html


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Viatura da Tesla fica sem bateria durante perseguição policial nos EUA

Tesla Modelo S parado em Fremont, Califórnia

Uma viatura elétrica da Tesla , do bilionário Elon Musk , ficou sem bateria durante uma perseguição policial nesta querta-feira em São Francisco, no estado da Califórnia , nos Estados Unidos. Segundo um porta-voz da Polícia de Fremont, o veículo não foi totalmente carregado antes de ser utilizado.
O policial que perseguia um suspeito pela região de South Bay comunicou aos colegas que a bateria do carro havia falhado e pediu reforços pelo rádio. Outras unidades estavam na região e assumiram a perseguição , mas a missão foi cancelada cerca de 10 minutos depois, já que o suspeito dirigia de maneira perigosa, o que poderia colocar outras pessoas em risco. O carro que estava sendo perseguido foi encontrado horas depois, em San Jose, mas o homem conseguiu escapar.
Em agosto, um carro elétrico da Tesla  pegou fogo depois de colidir com um caminhão de reboque em uma rodovia de Moscou. A filmagem do incidente no canal de TV estatal Rossiya 24 mostrou o carro ao lado da estrada envolto em chamas e fumaça preta grossa. Duas pequenas explosões ocorreram em poucos segundos uma da outra.
Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2019-09-26/viatura-da-tesla-fica-sem-bateria-durante-perseguicao-policial-nos-eua.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Suicídio mata mais policiais do que os confrontos durante o trabalho


Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados; 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações


Policiais: violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves (Ueslei Marcelino/Reuters)


Rio de Janeiro — A 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra exposição à violência fatal a que os policiais brasileiros estão sujeitos. Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados, 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações de combate à criminalidade.
A violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves. Em 2018, 104 policiais cometeram suicídio — número maior do que o de policias mortos durante o horário de trabalho (87 casos) em confronto com o crime.
“No senso comum, o grande temor é o risco da violência praticada por terceiros, mas na verdade o suicídio está atingido gravemente os policiais e não está sendo discutido e enfrentado de forma global”, aponta Cristina Neme, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que edita o anuário.
“É um problema muito maior que muitas vezes é silenciado. São os fatores de risco da profissão que levam ao estresse ocupacional. Eles passam por dificuldades que outras pessoas podem ter, mas que no caso do policial esses problemas, quando associados ao estresse psicológico da profissão e do acesso à arma, pode facilitar esse tipo de ocorrência”, lamenta a pesquisadora.
Sem apoio
Entre 2010 e 2012, um grupo de psicólogos da PM com pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), investigou a questão através de uma pesquisa com policiais militares.
Entre as conclusões, um dado impressionante: no Rio, os PMs têm quatro vezes mais chances de cometer suicídio em comparação à população civil.
Os resultados do estudo foram publicados em 2016 no livro Por que policiais se matam?, coordenado pela pós-doutora em sociologia pela Uerj Dayse Miranda. Entre os problemas apontados, estão a dificuldade de pedir ajuda e a forma como são tratados na corporação quando adoecem.
Em todas as regiões do país, que conta com cerca de 425 mil policiais militares, são altas as taxas de suicídio e de transtornos mentais. Em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes),120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.
Letalidade
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra que houve queda de 10,43% de mortes violentas intencionais em 2018. Mas apesar da queda verificou-se que ao mesmo tempo cresceu em 19,6% o número de mortes decorrentes de intervenções policiais.
A ação da polícia é responsável por 11 de cada 100 mortes violentas intencionais no ano passado, quando 6.220 pessoas morreram após intervenção policial, uma média de 17 pessoas mortas por dia.
O perfil das vítimas repete a situação encontrada em outros anuários: 99,3% eram homens, quase 78% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% eram negros.
Para a pesquisadora Cristina, os números correspondem a uma decisão superior de ação policial. “A atitude da liderança política é fundamental para reverter o quadro de letalidade e promover políticas de segurança mais eficazes”, assinala a especialista que reclama de “discursos demagógicos e falaciosos que legitimam a prática da violência”.
url: https://exame.abril.com.br/brasil/suicidio-mata-mais-policiais-que-operacoes-durante-servico/

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Homem perde imóvel em leilão judicial e atira na compradora no momento da integração de posse em Dracena

Univaldo Buzati, ex-vereador, policial aposentado e comerciante, atirou após a compradora se negar a negociar um novo prazo de entrega do imóvel; polícia revidou, Buzati foi atingido por três tiros e morreu

Foto: Panorama Notícias

Gisele Berto

Um homem identificado com Univaldo Buzati morreu na manhã de hoje, 6, em Dracena, após atirar em uma mulher. Ela seria a compradora da casa de Buzati, que teria sido leiloada via judicial.
Segundo Maciel Capristo, motorista de caminhão que foi contratado para retirar a mudança de Buzati, quando ele e a mulher chegaram ao local Buzati teria pedido à compradora um novo prazo para entregar o imóvel. "Eu não sabia que era ordem de despejo. Mandaram eu encostar o caminhão na rua de baixo. Veio a viatura de polícia e a dona da casa e conversaram com ele", disse.
Após a nova dona da casa e a polícia conversarem com o homem, pediram que Maciel trouxesse o caminhão. "Quando eu ia chegando o dono da casa entrou e voltou com o celular. Tinha polícia na rua e a nova dona da casa estava do lado da viatura", contou, em vídeo divulgado pelo site Panorama Notícias.
Quando o homem tentou negociar com a mulher um novo prazo para entrega do imóvel, ela se negou e disse que o prazo tinha esgotado. Na hora ele sacou uma arma e fez dois disparos contra ela. Um dos tiros acertou o olho dela.
A polícia revidou e acertou três tiros em Buzati, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Não há informações sobre o estado de saúde da mulher atingida.

url da matéria: https://www.perfilnews.com.br/noticias/brasil-mundo/homem-perde-imovel-em-leilao-judicial-e-atira-na-compradora-no-momento-da-integracao-de-posse-em-dracena