domingo, 8 de dezembro de 2019

VÍDEO: motorista persegue e atropela criminosos após ser assaltado, em Manaus

Policia

6 de dezembro de 2019

Foto: reprodução
Um carro em alta velocidade foi flagrado por câmeras de segurança atropelando dois suspeitos de assalto, na Zona Oeste de Manaus. O fato, registrado no fim de novembro na Polícia Civil do Amazonas, veio a tona somente esta semana após o vídeo viralizar.
Consta no Boletim de Ocorrência (BO), que o motorista havia sido roubado segundo antes de iniciar uma perseguição e atropelar os assaltantes. Um deles foi socorrido e levado a uma unidade hospitalar, em seguida preso. O outro suspeito conseguiu fugir mas depois foi capturado.
Conforme o BO, os criminosos o abordaram e levaram o seu celular. “Passa a mochila e o celular, se não eu te mato”, disse um deles a vítima.
A polícia segue em busca de um terceiro suspeito que praticava assaltos com a duplas nas redondezas do bairro São Jorge, Zona Oeste.
url da matéria: https://manausalerta.com.br/video-motorista-persegue-e-atropela-criminosos-apos-ser-assaltado-em-manaus/

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Despicable bullies beat down 12-year-old with special needs, but they're really regretting recording it on video


"It's gotta stop, no matter what."

Image Source: Twitter video screenshot
A 12-year-old with autism who has faced relentless bullying inspired a national campaign of support after videos of his beatings went viral.
The brutal videos out of Yukon, Oklahoma, were circulated on social media where most are reacting with outrage, and support for Rayden Overbay, the victim.


The parents of Rayden say he has faced bullying because of his special needs. They say he deals with ADHD, ODD, ADD, and Autism Spectrum Disorder.

"It's gotta stop, no matter what. Whether it's my son somebody else's son or daughter, it's gotta stop," said Danny Overbay.
He broke down in tears as he related that some of the bullies had pretended to be his son's friends.
Scotlyn Overbay, Rayden's mother, says that she has personally witnessed the bullying from other kids.
"As you saw in the video, he's always been bigger than everybody. I would witness kids when he was like 8 or 9 just walk up and punch him square in the stomach," she said.
The community responded to the videos with support for Rayden, and a social campaign under the hashtag #StandWithRayden.
Unfortunately, some replied with death threats against the children who were seen bullying Rayden in the video.
"These are adults threatening children," said Scotlyn. "Threatening harm to children, which is totally unacceptable. I shouldn't have to sit here and say adults quit threatening 12 and possibly 13-year-old children."
The Overbays say they forgive the bullies and do not blame the Yukon school where the bullying was recorded.
Those who want to support Rayden and his family can contact the non-profit organization "Fight for the Forgotten."
url: https://www.theblaze.com/news/viral-videos-of-bullies-beating-12-year-old-with-autism

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Levi Adrian Felício foi preso no seu apartamento em um dos bairros mais luxuosos de Assunção; homem apontado como seu braço direito, Márcio Gayoso, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero


Divulgação/Senad Paraguai
Levi Adriani Felicio, apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para o CV e PCC, foi preso no Paraguai

Um brasileiro apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foi preso, na madrugada desta segunda-feira (14), por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD). 
Seu braço-direito, um paraguaio de 27 anos, também foi detido em uma ação simultânea ocorrida no país. A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) vai apurar a ligação deles com criminosos do PCC E CV no Rio.

Levi Adrian Felício, 57 anos, apontado como o chefão que abastece com armas, cocaína e maconha as facções no Brasil, foi preso no seu apartamento em Villa Morra, um dos bairros mais luxuosos de Assunção. Levi estava dormindo quando os policiais invadiram o seu imóvel, acompanhado de uma brasileira. Ele tinha mandados de prisão em aberto tanto no Brasil quanto no Paraguai.
Os policiais apreenderam no local um fuzil calibre 762, duas pistolas, dois revólveres calibre 38, munições de vários calibres, dinheiro e documentos. Também foram encontrados veículos luxuosos, relógios caros, celulares e computadores.
Ele estava no Paraguai com identidade falsa. De seu poder, foram apreendidos 1 rifle de calibre 762, 2 pistolas de 9 mm e 2 revólveres de 38 calibre e projéteis de vários calibres. Além disso, dinheiro, jóias, relógios, telefones celulares, computadores e documentos.



Já o homem apontado como seu braço direito, o paraguaio Márcio Gayoso, de 27 anos, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta-Porã, no Mato Grosso do Sul. Com Candonga, como é conhecido, havia armas, documentos e dinheiro. Ele é o coordenador da logística do fornecimento de armas e drogas na fronteira, segundo a SENAD. 

"Estamos apurando se alguém que estamos investigando tem relação com eles e vamos instaurar um procedimento. Estamos levantando informações sobre eles para ver se bate com alguma investigação nossa", disse o delegado-titular da Desarme, Marcus Amin.
Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-14/fornecedores-de-armas-e-drogas-do-pcc-e-cv-sao-presos-no-paraguai-veja-video.html


terça-feira, 15 de outubro de 2019

15 de outubro – Dia do Professor


No dia de 15 outubro, comemora-se anualmente o Dia do Professor, profissional muito importante para a construção do saber, mas que, nem sempre, recebe a valorização devida.


imagem: reprodução

No dia 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor. Importante data de nosso calendário, o Dia do Professor serve não apenas para parabenizarmos nossos mestres, mas também para refletirmos sobre a importância desse profissional em nossas vidas. Se você está lendo este artigo agora, provavelmente deve isso à dedicação de um professor, responsável por ensinar à maioria das pessoas as primeiras letras.
Quando foi criado o Dia do Professor?
Por que comemoramos o Dia do Professor no dia 15 de outubro? A data não foi escolhida por acaso: 15 de outubro é, tradicionalmente, o dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila, freira carmelita, mística e santa católica do século XVI, importante por suas obras sobre a vida contemplativa por meio da oração mental e por sua atuação durante a Contrarreforma.
A data também faz referência ao dia em que D. Pedro I, imperador do Brasil, no ano de 1827, baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil. A primeira grande contribuição da lei foi a determinação que obrigava as Escolas de Primeiras Letras (fase hoje que é conhecida como ensino fundamental) a ensinar para meninas e meninos a leitura, a escrita e as quatro operações de cálculo.
Nessas escolas também eram ensinadas noções gerais de geometria prática (essa última disciplina não era ministrada às meninas, que, em seu lugar, tinham aulas de corte e costura, bordado e culinária). Graças ao decreto, as primeiras escolas primárias do país chegaram em todas as vilas, cidades e lugares mais populosos do Brasil, fato que contribuiu para a difusão do saber escolarizado.
Cento e vinte anos depois, a data foi transformada em feriado: em 1947, Salomão Becker, um professor paulista, sugeriu que em 15 de outubro fosse dado aos professores um dia de folga, haja vista que o segundo semestre escolar era extenso – durante o período, que ia de 1º de junho a 15 de dezembro, os profissionais contavam com apenas dez dias de folga.
Além de amenizar o cansaço dos professores, na data eles reuniam-se para analisar os rumos do restante do ano letivo, momento em que também contavam com a participação dos alunos. A celebração, que era realizada todos os anos em São Paulo, ficou famosa em todo o país até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963, aprovado pelo presidente João Goulart e pelo então ministro da Educação, Paulo de Tarso.

DECRETO Nº 52.682, DE 14 DE OUTUBRO DE 1963.
Declara feriado escolar o dia do professor.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, usando das atribuições que lhe confere o item I do artigo 87 da Constituição Federal,
DECRETA:
Art. 1º O dia 15 de outubro, dedicado ao Professor fica declarado feriado escolar.
Art. 2º O Ministro da Educação e Cultura, através de seus órgãos competentes, promoverá anualmente concursos alusivos à data e à pessoa do professor.
Art. 3º Para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias.
Art. 4º Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 14 de outubro de 1963; 142º da Independência do Brasil; 75º da República.
JOÃO GOULART
Paulo de Tarso

url da matéria: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-professor.htm


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Viatura da Tesla fica sem bateria durante perseguição policial nos EUA

Tesla Modelo S parado em Fremont, Califórnia

Uma viatura elétrica da Tesla , do bilionário Elon Musk , ficou sem bateria durante uma perseguição policial nesta querta-feira em São Francisco, no estado da Califórnia , nos Estados Unidos. Segundo um porta-voz da Polícia de Fremont, o veículo não foi totalmente carregado antes de ser utilizado.
O policial que perseguia um suspeito pela região de South Bay comunicou aos colegas que a bateria do carro havia falhado e pediu reforços pelo rádio. Outras unidades estavam na região e assumiram a perseguição , mas a missão foi cancelada cerca de 10 minutos depois, já que o suspeito dirigia de maneira perigosa, o que poderia colocar outras pessoas em risco. O carro que estava sendo perseguido foi encontrado horas depois, em San Jose, mas o homem conseguiu escapar.
Em agosto, um carro elétrico da Tesla  pegou fogo depois de colidir com um caminhão de reboque em uma rodovia de Moscou. A filmagem do incidente no canal de TV estatal Rossiya 24 mostrou o carro ao lado da estrada envolto em chamas e fumaça preta grossa. Duas pequenas explosões ocorreram em poucos segundos uma da outra.
Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2019-09-26/viatura-da-tesla-fica-sem-bateria-durante-perseguicao-policial-nos-eua.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Suicídio mata mais policiais do que os confrontos durante o trabalho


Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados; 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações


Policiais: violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves (Ueslei Marcelino/Reuters)


Rio de Janeiro — A 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra exposição à violência fatal a que os policiais brasileiros estão sujeitos. Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados, 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações de combate à criminalidade.
A violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves. Em 2018, 104 policiais cometeram suicídio — número maior do que o de policias mortos durante o horário de trabalho (87 casos) em confronto com o crime.
“No senso comum, o grande temor é o risco da violência praticada por terceiros, mas na verdade o suicídio está atingido gravemente os policiais e não está sendo discutido e enfrentado de forma global”, aponta Cristina Neme, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que edita o anuário.
“É um problema muito maior que muitas vezes é silenciado. São os fatores de risco da profissão que levam ao estresse ocupacional. Eles passam por dificuldades que outras pessoas podem ter, mas que no caso do policial esses problemas, quando associados ao estresse psicológico da profissão e do acesso à arma, pode facilitar esse tipo de ocorrência”, lamenta a pesquisadora.
Sem apoio
Entre 2010 e 2012, um grupo de psicólogos da PM com pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), investigou a questão através de uma pesquisa com policiais militares.
Entre as conclusões, um dado impressionante: no Rio, os PMs têm quatro vezes mais chances de cometer suicídio em comparação à população civil.
Os resultados do estudo foram publicados em 2016 no livro Por que policiais se matam?, coordenado pela pós-doutora em sociologia pela Uerj Dayse Miranda. Entre os problemas apontados, estão a dificuldade de pedir ajuda e a forma como são tratados na corporação quando adoecem.
Em todas as regiões do país, que conta com cerca de 425 mil policiais militares, são altas as taxas de suicídio e de transtornos mentais. Em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes),120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.
Letalidade
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra que houve queda de 10,43% de mortes violentas intencionais em 2018. Mas apesar da queda verificou-se que ao mesmo tempo cresceu em 19,6% o número de mortes decorrentes de intervenções policiais.
A ação da polícia é responsável por 11 de cada 100 mortes violentas intencionais no ano passado, quando 6.220 pessoas morreram após intervenção policial, uma média de 17 pessoas mortas por dia.
O perfil das vítimas repete a situação encontrada em outros anuários: 99,3% eram homens, quase 78% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% eram negros.
Para a pesquisadora Cristina, os números correspondem a uma decisão superior de ação policial. “A atitude da liderança política é fundamental para reverter o quadro de letalidade e promover políticas de segurança mais eficazes”, assinala a especialista que reclama de “discursos demagógicos e falaciosos que legitimam a prática da violência”.
url: https://exame.abril.com.br/brasil/suicidio-mata-mais-policiais-que-operacoes-durante-servico/

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Male suspect fights female officer and steals her gun before police shoot him



by Julio Rosas
Police shot a male suspect after he fought with a female San Bernardino sheriff's deputy, tackling her and stealing her gun Wednesday morning.
The deputies were responding to a call regarding a disturbance, according to CBSLA.
In a video posted on Twitter, the sheriff's deputy can be heard shouting she is going to shoot, with the gun going off. Eventually the suspect manages to take the gun from her.
The video then shows the deputy running away after her gun was taken. The suspect then uses the gun to shoot at her just as more deputies arrive on the scene.
Through tree branches in the yard, the suspect can be seen walking toward the cars armed with the handgun pointed in the air. One deputy shouts for him to drop the gun before opening fire along with other officers.
The gunfire did not wound the female deputy, but she was taken to the hospital for injuries related to the scuffle. The suspect was airlifted to a hospital for the gunshot wounds.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Homem perde imóvel em leilão judicial e atira na compradora no momento da integração de posse em Dracena

Univaldo Buzati, ex-vereador, policial aposentado e comerciante, atirou após a compradora se negar a negociar um novo prazo de entrega do imóvel; polícia revidou, Buzati foi atingido por três tiros e morreu

Foto: Panorama Notícias

Gisele Berto

Um homem identificado com Univaldo Buzati morreu na manhã de hoje, 6, em Dracena, após atirar em uma mulher. Ela seria a compradora da casa de Buzati, que teria sido leiloada via judicial.
Segundo Maciel Capristo, motorista de caminhão que foi contratado para retirar a mudança de Buzati, quando ele e a mulher chegaram ao local Buzati teria pedido à compradora um novo prazo para entregar o imóvel. "Eu não sabia que era ordem de despejo. Mandaram eu encostar o caminhão na rua de baixo. Veio a viatura de polícia e a dona da casa e conversaram com ele", disse.
Após a nova dona da casa e a polícia conversarem com o homem, pediram que Maciel trouxesse o caminhão. "Quando eu ia chegando o dono da casa entrou e voltou com o celular. Tinha polícia na rua e a nova dona da casa estava do lado da viatura", contou, em vídeo divulgado pelo site Panorama Notícias.
Quando o homem tentou negociar com a mulher um novo prazo para entrega do imóvel, ela se negou e disse que o prazo tinha esgotado. Na hora ele sacou uma arma e fez dois disparos contra ela. Um dos tiros acertou o olho dela.
A polícia revidou e acertou três tiros em Buzati, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Não há informações sobre o estado de saúde da mulher atingida.

url da matéria: https://www.perfilnews.com.br/noticias/brasil-mundo/homem-perde-imovel-em-leilao-judicial-e-atira-na-compradora-no-momento-da-integracao-de-posse-em-dracena



sexta-feira, 1 de março de 2019

Armamento defeituoso foi recolhido após processo administrativo da corporação


A Polícia Militar do Distrito Federal decidiu recolher da corporação todas as 400 Submetralhadoras Taurus, modelo SMT .40 S&W, que estavam em uso. A medida foi tomada após processo administrativo que confirmou uma série de denúncias, realizadas por policiais militares, sobre o mal funcionamento das armas.

Reprodução
PM do Distrito Federal vai devolver 400 submetralhadoras Taurus
A decisão foi publicada no diário oficial do dia 28 de fevereiro e teve origem no Departamento de Logística e Finanças da Corporação, Chefiada pelo Coronel Stefane Enes Lobão, que determinou o imediato e recolhimento e guarda das submetralhadoras Taurus .

De acordo com perícia foi constatado que os equipamentos adquiridos pela PM foram entregues com “vício oculto”, ou seja, elas chegaram a Polícia Militar com defeito que não poderia ser averiguado no recebimento do material. Dada a gravidade das anomalias apresentadas os bens foram considerados inservíveis e devem ser devolvidos a fabricante para que a administração pública seja ressarcida.

Como parte das sanções que relacionadas a venda do material defeituoso a PMDF a Taurus pode ficar 2 anos sem a possibilidade de participar de licitações. Em vídeo, o Blitz digital (revista eletrônica para PMs) já denunciava os defeitos constatados pelos operadores do equipamento, confira abaixo:


A decisão inédita pode ser mais um golpe para a quebra do monopólio da fabricação e comercialização de armas de fogo no país que, atualmente, impede que as corporações policiais possam adquirir equipamentos de ponta.
Essa não é a primeira vez que as armas fabricadas pela Taurus apresentam defeitos graves. As pistolas 24/7, usadas por quase todas as Polícias Militares no país, também foram alvos de denúncias, acidentes.
Em 2017 a PM do Estado de Goiás fez o recolhimento de 2500 pistolas da Taurus, modelo 24/7 . Na época levantamento do Ministério Público Federal em Sergipe, foram registrados acidentes em 18 estados e no Distrito Federal. Em Goiás 23 policiais relataram falhas técnicas durante o trabalho.


A lei que regula a aquisição de equipamento bélico pelas polícias impedem que sejam adquiridas armas que tenham similar nacional como a Taurus , desta forma, a indústria nacional acaba desenvolvendo equipamentos similares aos internacionais. Contudo pela pressa no desenvolvimento, para participação nos processos licitatórios, os defeitos de projeto e de fabricação acabam sendo revelados da pior forma, quando os profissionais precisam usar suas armas. 

Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/policia/2019-02-28/policia-militar-distrito-federal-taurus-submetralhadora.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Defesa Legal Gratuita Para Policiais

Segurança Pública
fonte da imagem: internet

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Policiais civis e militares exercem  profissão de altíssimo risco. Sei disso muito bem. Afinal, sou filho de oficial da Força Pública, atual Polícia Militar. Quis o destino que meu pai,  reformado na Milícia de Tobias de Aguiar, assistisse  meu ingresso na Polícia Civil como delegado.  Viu-me chegar ao topo da carreira. Identicamente, o  começo da saga do neto, meu filho, investigador, na instituição projetada pelo delegado Antonio de Godói Moreira e Costa e legalmente instituída por Jorge Tibiriçá, presidente do Estado, em 23 de dezembro de 1905.
Policiais militares e civis saem, diariamente, de seus lares, muito cedo, para combater o Mal. Nunca sabem a que horas regressarão à tepidez do ninho. Muitos nunca voltam do enfrentamento. Morrem no cumprimento do dever.
Nesse aspecto, tanto a Polícia Civil, como a Polícia Militar, amparam as famílias dos seus bravos quando as lesões recebidas ou as doenças contraídas resultam em invalidez ou falecimento, promovendo-os, post mortem, inclusive.
Poucos sabem que o governador Márcio França, em 4 de julho de 2018,  promulgou a Lei nº 16.786/2018. Garantiu aos policiais civis, militares e da polícia científica, paulistas, assistência jurídica integral e gratuita, sancionando  projeto de lei de autoria dos deputados coronel PM Telhada e  delegado Olim.
Desde então, policiais têm  direito à defesa,  na Justiça Comum, na  Militar, e nas respectivas Corregedorias,  por defensores públicos, quando acusados de infrações penais e administrativas supostamente cometidas no exercício do cargo. Trata-se de realidade das  polícias do hemisfério norte,  África do Sul,  Austrália e Nova Zelândia.
Desde julho, a Delegacia Geral de Polícia e o Comando Geral da PM vêm mantendo contato com a Defensoria Pública a fim de  estabelecer uma capilaridade defensiva com a designação de defensores públicos junto à Corregedoria Geral da Polícia Civil,  à Corregedoria da Polícia Militar, bem como nas varas criminais comuns e nas  especiais da Justiça Militar.
 A nova lei agora protege  mais de 100 mil policiais militares e 40 mil policiais civis, ativos e inativos, muito embora os defensores públicos não sejam suficientes para atender, também, às demandas da população carente que não pode pagar advogados.  Economicamente hipossuficientes,  policiais  civis e militares não terão dificuldade em provar não dispor de condições econômicas para cobrir os custos de uma defesa adequada. A prova é fácil  uma vez que integram  carreiras historicamente mal pagas. Os holerites não mentem!
Essa moderníssima conquista, verdadeira vitória de Pirro, é bom começo.  Foi possível graças ao talento e idealismo do Coronel Telhada e do Delegado Olim, forjados no combate urbano na Grande São Paulo.  Agora, na Assembleia Legislativa, materializaram um direito adquirido, com muito sangue derramado, por suas corporações, há décadas.
 A Lei Orgânica da Polícia, Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979,  prevê, exemplificativamente, no artigo 53 que “ao policial civil processado por ato praticado no desempenho de função policial, será prestada assistência judiciária na forma que dispuser o regulamento”.
 Márcio França, sensibilizado com o projeto, sancionou lei que ampara ambas corporações, mais a Polícia Científica, colocando defensores públicos à disposição dos  policiais, desde que recebam até três salários mínimos, quantia muito abaixo do piso salarial policial.
A lei precisa ser aperfeiçoada, pois obedecido o limite máximo salarial estabelecido administrativamente, e não por lei,  pela Defensoria para atendimento da população hipossuficiente economicamente, nenhum policial fará jus ao benefício. O  limite precisa ser ajustado pela  DGP,   QG  e  Defensoria.
Até lá,  policiais continuarão sendo competentemente defendidos por associações e sindicatos, que, com refinada técnica jurídica,  suprem  realidade desconhecida nas Polícias do Primeiro Mundo, cujos organogramas contam com advogados, de carreira, para atuar na defesa de  seus integrantes quando, supostamente, cometem crimes em serviço, conforme mostra o clássico  filme Chuva Negra (1989), com Michael Douglas.
Embora segmentos radicais da população  repudiem a lei nova, ela representa indiscutível avanço para as corajosas carreiras,  historicamente mal pagas. Policiais,  hoje, precisam colocar dinheiro próprio para enfrentar tais contingências, quando não afiliados a sindicatos ou associações, o que é injusto.
O ideal  de Telhada e de  Olin  foi recepcionado, recentemente, pelo presidente Bolsonaro que mandou a AGU defender policiais federais. Entretanto, a OAB/SP proporá ADI, Ação Direta de Inconstitucionalidade, face à Lei Telhada-Olim, por supostos vícios, pois, entende que a iniciativa deveria ser da Defensoria Pública cuja lei criadora fala em  acusados, e não policiais, necessitados e hipossuficientes economicamente.
São Paulo deveria amar mais  seus anjos da guarda!!!

*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito pela Fadusp e membro da Academia Campinense de Letras.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Un grupo de sicarios grabó su emboscada a policías del Estado de México


En uno los presuntos asesinos se presentan mientras esperan el paso de la patrulla en la que viajaban los 4 policías asesinados, y en el segundo exhiben el ataque


23 de diciembre de 2018

"Aquí va a ser el lugar de los hechos". Una carcajada simulada. "Corte, corte". Después, la lluvia de balas sobre una patrulla, un policía que salta en el camino y trata de huir y el vehículo finalmente volcado.


Estos son los dos videos grabados al parecer por los responsables de la emboscada en la murieron 4 policías de la Secretaría de Seguridad del Estado de México (SSEM), el pasado 28 de octubre, en el municipio de Almoloya de Alquisiras. 

La patrulla en que viajaban los policías asesinados en el Estado de México. (Foto: Especial)
El primer video muestra a los sicarios con el rostro descubierto, chalecos tácticos y armas de grueso calibre, pertrechados en la loma de un camino de terracería, donde esperaban a los uniformados que patrullaban la zona.

Los presuntos asesinos, al menos 7 que aparecen en cámara y uno más que los graba, están de pie o tumbados en piedras, mientras la voz del hombre que los graba los presenta por su apodo y les atribuye hechos delictivos. 

Con el rostro descubierto se exhibieron los asesinos de policías. (Foto: Especial)
"Aquí está 'El Grillo', el que mató a ex comunitarios, este es el que mató al comandante de la 'uno' también", narra en el video mientras recorre con la cámara el escenario donde esperan para llevar a cabo el ataque a los policías.

Al terminar el recorrido de la cámara, la voz sólo anuncia: "Aquí será el lugar de los hechos. Corte, corte". 

Eran al menos 8 los hombres que atacaron la patrulla de Estado de México (Foto: Especial)
Un segundo video mostrará las imágenes tomadas desde la misma loma del ataque a la patrulla en que viajaban los 4 policías, todos muertos durante la emboscada. Un minuto de balas disparadas de manera incesante por las armas de aquellos 8 jóvenes que aparecen en el primer video para alardear de su crimen.

De la patrulla pick up que vuelca a consecuencia del ataque se mira a un policía que salta y trata de huir bajo el incesante ataque armado. Otro más intenta correr hacia el bosque. Ninguno logró escapar de las balas.


Junto a la patrulla y en el camino quedaron los cuerpos de los policías asesinados. (Foto: Especial)
Ese día los 4 policías que viajaban en la camioneta por la localidad Sexta Manzana, entre Los Pinos y Plan de Viga, murieron a manos de esos hombres que, al parecer, pertenecen a la Familia Michoacana.

Luego de que los videos comenzaron a circular en redes sociales, la Secretaría de Seguridad y la Fiscalía General de Justicia del Estado de México informaron en un comunicado que investigan la filtración de esas imágenes, que las dependencias ya tienen en su poder. 

Imagen del momento en que comenzó el ataque armado. (Foto: Especial)
Aseguraron que los videos son parte de la evidencia incautada a uno de los probables responsables de la agresión, detenido por elementos de la Policía Estatal y puesto a disposición de la fiscalía del estado.
url: https://www.infobae.com/america/mexico/2018/12/23/indignacion-en-mexico-sicarios-grabaron-dos-videos-de-su-emboscada-a-policias-del-estado-de-mexico/

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O celular e a Santa Missa

Comportamento
http://catedraldepalmas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/57c7553644e8aformacao_o-uso-do-celular-na-igreja-.jpg

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Os fatos  narrados aconteceram durante a missa das nove da manhã,  da Igreja de Santa Rita de Cássia, no bairro da Nova Campinas, no último domingo de inverno deste ano.
O magnífico templo octogonal estava claro. O sol da manhã penetrava, forte, pelos vitrais coloridos, do lado leste, iluminando os rostos das crianças e  adolescentes, obras de arte retratadas pelo artista polonês Arystarch Kaszhuewicz.
As donzelas eternizadas em vidro eram filhas de magnatas. Moradores da urbanização planejada pela companhia City, de São Paulo. Eles se dobraram diante  do padre Francisco de Assis Marques de Almeida, o carismático Padre Chiquinho, a quem a Igreja Católica deve a construção do local sagrado.
Dina, minha mulher, e eu, logo após entrarmos, ocupamos um banco vazio, bem no meio do lado direito da nave central. À nossa frente, sentada, Brasilina Krizak, amiga de longa data. Mais à frente, noutro banco, também esperando  o início da celebração,  Antônio José Teixeira Mendes Filho, o Tonzé, dono do primeiro Mustang, 65, hard top, azul, de Campinas. Fez  furor entre as mocinhas.
À  direita, no banco ocupado pela Brasilina, divisei um rapaz, alto para os padrões brasileiros. Vestia bermuda e camiseta de algodão, de gola careca, brancas. Caucasiano,  cabelos curtos, corte militar,  castanhos escuros, barba e bigode aparados, tinha aspecto higiênico.
Percebi,  após a entrada do padre oficiante, que a todos cumprimentou com  largo sorriso, antes do ato penitencial, do cântico do hino de louvor e da oração, quando o moço sacou um objeto escuro de dentro do bolso direito da bermuda.
Treinado durante décadas em gerenciamento de crises, delegado de polícia de ofício, mesmo aposentado, pensei tratar-se de minúscula pistola automática Beretta, 6,35 mm, ou  Walther PPK. Felizmente era  um smart phone, desses imensos, de  conhecida marca  sul coreana, com tela negra e moldura niquelada,  parecendo um picolé asteca, uma paleta mexicana.
Passei a observá-lo, atentamente. Durante a Primeira Leitura, o Salmo  Responsorial e a Segunda Leitura os olhos do rapagão não abandonaram a tela, agora acesa, do aparelho.  Aninhando-o, carinhosamente, na palma da mão esquerda, com o indicador da mão direita, fez passar, de cima para baixo, fotos, textos, filmetes, notícias, enquanto os ministros da leitura se esfalfavam em transmitir aos fiéis passagens bíblicas daqueles três importantes momentos litúrgicos.
Veio então a leitura do Evangelho pelo celebrante. O jovem continuou mergulhado  no seu mundo de fantasia tocando a tela  em busca de novidades. O  padre Carlos, apesar de sua vibrante homilética, não comoveu o mancebo que seguiu com os olhos grudados no  smart phone. Comecei a perder a paciência. Tive ganas de acabar com aquele sacrilégio. Meus antecedentes de aprendiz de coroinha, de cruzado e de congregado mariano, impediram-me de cometer qualquer tipo de pecado, venial, capital ou penal canônico. Pensei em interpelá-lo, mas meu superego, minha censura, sobrepôs-se ao id, evitando incidente de maiores proporções.
Então, vieram a profissão de fé, o Credo, e a oração da comunidade, que passaram batidas para o mocetão, que não estava nem aí  com a celebração que rolava ao seu redor. Esperei, com ansiedade, a liturgia eucarística, o cântico das oferendas, quando os ministros da coleta foram, de banco em banco, até os fiéis, com suas cestinhas, em busca de  óbulos.
Meditei, então, com meus botões: ‘ Vai ver que ele agora vai colocar um bit coin na cesta ou fazer uma transferência eletrônica para o Banco do Vaticano’. Mas, nada de esmola! Aguardei, ansiosamente, o Pai-Nosso. O rapaz  não desgrudou do  celular durante a oração. Nem pegou na mão da Brasilina, que estava ao lado!!! Muito menos, durante a fração do pão!!!
De repente, desapareceu. Fora receber a hóstia consagrada no altar, a nordeste, deixando o celular e um chaveiro sobre o banco envernizado , completamente vazio com a ida da Brasilina até um  dos ministros da comunhão.  Pensei em surrupiar o smart phone. Não cheguei à consumação por dois motivos: furtar é pecado sancionado pelo Sétimo Mandamento  e pelo artigo 155 do Código Penal. O Cântico da Comunhão  aliviou-me . Não tive coragem de estragar a devoção do jovem!!!
 Não sou contra a tecnologia, mas a favor do detox para adictos em celular.  Numa época em que a Igreja Católica admite a vela virtual,  penso seriamente em escrever ao Papa Francisco pedindo que implante, mediante bula, a comunhão virtual para  intoxicados em smart phones. Bastaria que eles, no momento da Comunhão, lambessem a tela do celular, economizando a ida  ao altar para receber a hóstia consagrada.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito pela Fadusp e membro da Academia Campinense de Letras.

domingo, 30 de setembro de 2018

Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo - Dia 30 de setembro

fonte da imagem http://i.ytimg.com/vi/TykBUm-BCsw/maxresdefault.jpg


LEI Nº 12.259, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2006.

Institui o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo".

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica instituído o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo", a ser comemorado, anualmente, no dia 30 de setembro.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, aos 15 de fevereiro de 2006.
Geraldo Alckmin
Saulo de Castro Abreu Filho
Secretário da Segurança Pública
Arnaldo Madeira
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 15 de fevereiro de 2006.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Uma Princesa Independente

História do Brasil
url da imagem:https://drupal-multisite-s3.s3-us-west-2.amazonaws.com/files/02-09-maria-leopoldina-hoje-na-historia-history-channel.jpg

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*

Paulo Setúbal, no século passado, escreveu o livro  Nos Bastidores da História, desmistificando  fatos históricos brasileiros que não correspondiam à realidade. Após  ler a obra, passei a analisar, com cuidado, versões vencedoras da História Oficial, que, na maior parte, não correspondem à  realidade.
Pedro Álvares Cabral  não descobriu o Brasil. Apesar de almirante, jamais marinheiro, foi auxiliado por navegadores experientes. Era, apenas, chefe da expedição militar contra Calicut, na Índia, para acertar  contas com governantes locais. Veio aqui apenas para tomar posse da terra para Dom Manuel, o Venturoso.  Cabral chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500, cuja existência era conhecida antes que Portugal e Espanha firmassem o Tratado de Tordesilhas, em 7 de junho de 1494, dividindo o mundo em duas partes,  por ordem do papa Alexandre VI,  Rodrigo Bórgia, pai da famosa  Lucrécia.
Tiradentes, barbudo, antes de vestir o camisolão branco, diante do carrasco,  como retrata  quadro de Rafael  Falco, de 1951,  do acervo da Câmara Federal, em Brasília,  imitando Cristo, é falacioso. Joaquim José da Silva Xavier era  alferes,  aspirante a oficial. Foi enforcado, no Rio de Janeiro, despojado das insígnias, mas de barba feita, como convém a  oficiais.
A versão escolar de que  Pedro de Alcântara libertou o Brasil  em 7 de setembro de 1822 é formulação machista de historiadores como Varnhagen, Oliveira Lima e Hélio Vianna. Aliás, o teatral quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, de 1888, do Museu do Ipiranga, hoje fechado,  assemelha-se àquele de Jean-Louis Ernest Meissonier, de 1875, retratando a Batalha de Friedland, vencida por Napoleão, na Rússia, em 14 de junho de 1807, hoje no Museu Metropolitano de Nova York.  No Ipiranga, Pedro montava uma besta baia gateada e não um cavalo árabe, incapaz de subir a Serra do Mar, vindo de Santos!!!!
A verdadeira história da libertação do Brasil começou em 13 de maio de 1817,  aniversário de Dom João VI. Nessa data, Pedro casou-se, por procuração, com Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, uma linda arquiduquesa, poliglota,  extremamente culta para a época, filha do imperador Francisco I, da Áustria.
Nasceu no Palácio de Schönbrunn, em Viena, em 22 de janeiro de 1797,  para ser rainha. Era exímia caçadora e amazona. Sua irmã mais velha, Maria Luisa, tornou-se a segunda esposa de Napoleão e segunda imperatriz dos franceses. Leopoldina foi indicada por Humboldt ao marquês de Marialva, como esposa ideal para o fogoso príncipe herdeiro. Chegou ao Brasil em 5 de novembro de 1817, apaixonando-se, perdidamente, por Pedro, com quem, entre 1819 e 1825, teve sete filhos, dentre eles Maria II, de Portugal, e Pedro II, do Brasil. Foi, desde então, infeliz no casamento face às traições do marido com dançarinas francesas,  atuantes  no Rio de Janeiro.
Após a volta da Família Real, em  25 de abril de 1821, Maria Leopoldina, que adotara o pré-nome por ser devota da Virgem Maria, passou a esposar, calorosamente, a ideia da independência acalentada pelos brasileiros.
No dia 13 de agosto de 1822, Pedro, viajou para São Paulo, rebelado. Nomeou Leopoldina, chefe de Estado e do Conselho, tornando-a, simultaneamente, regente e  primeira  chefe de Estado da História do Brasil!!!
Enquanto o marido,  retornando de Santos,  conhecia  Maria Domitila de Castro Cunha e Melo, futura marquesa de Santos, grande amor de sua vida,  hoje sepultada no Cemitério da Consolação, em  São Paulo, Leopoldina inteirou-se de que as Cortes desejavam rebaixar o Brasil à condição de colônia retirando-lhe o status de  Reino Unido a Portugal e Algarves.
Aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva, assinou, em 2 de setembro de 1822, o decreto da Independência,  que Pedro foi obrigado a  engolir, separando  o Brasil de Portugal.  Exigiu dele, por carta, levada a São Paulo, pelo correio a cavalo Paulo Emílio Bregaro, que proclamasse,  promulgando imediatamente, a Independência   decretada, cinco dias antes, escrevendo-lhe: ”O pomo está maduro, colha-o já, senão apodrece!!!” Segundo o padre Belchior Pinheiro de Oliveira,  da comitiva,  Pedro sofreu um desarranjo intestinal !!!!
Antes do marido retornar à Corte, Leopoldina, principal articuladora do processo de Independência, idealizou a bandeira do Brasil, com o verde dos Bragança e o amarelo dos Habsburgo.
Foi aclamada imperatriz no dia 1 de dezembro de 1822, durante a cerimônia de coroação e sagração de Dom Pedro I. Faleceu em 11 de dezembro de 1826, antes dos  40 anos, no Paço de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Repousa, ao lado de Pedro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, em São Paulo. Uma  mulher extraordinária !!!
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz, professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

VIDEO: 'Routine' Traffic Stop Ends In Gun Battle, Trooper Shot In Femoral Artery


image source: https://www.themaven.net/bluelivesmatter

Prosecutors have released dashcam footage of a traffic stop that abruptly turned violent.
Plainfield, PA – Dashcam footage that showed the near-fatal roadside shootout between Pennsylvania State police and an armed assailant was released by prosecutors on Thursday (video below).
The video’s release came six weeks after Daniel Clary, 22, was convicted of attempting to murder Pennsylvania State Trooper Ryan Seiple and Corporal Seth Kelly, The Morning Call reported.
The incident occurred on Nov. 7, 2017, after Trooper Seiple pulled Clary over for speeding.
The seemingly unremarkable stop initially concluded after the trooper handed Clary a citation for the traffic violation and began to drive away.
Suddenly, Clary motioned for trooper to come back over to speak with him. During the conversation that ensued, Trooper Seiple began to suspect that Clary was under the influence of marijuana, and radioed for assistance, The Morning Call reported.
Cpl. Kelly arrived at the scene, and the troopers began running Clary through field sobriety testing.
Dashcam footage showed the troopers as they led Clary to the rear of his vehicle and instructed him to place his hands behind his back.
But instead of complying with their commands, Clary spun around and began scuffling with the officers, and attempted to gain control of Cpl. Kelly’s firearm.
At one point, he managed to dislodge Trooper Seiple’s ammunition magazine, The Morning Call reported.
When Cpl. Kelly’s backup weapon fell to the ground during the roadside brawl, Trooper Seiple recovered and cleared the handgun before tossing it to the side.
According to court testimony, Trooper Seiple tased Clary twice, while Cpl. Kelly tased him a total of five times, The Morning Call reported.
As the trio wrestled on the ground and in the traffic lane, Trooper Seiple delivered five body strikes, while Cpl. Kelly struck Clary nine times and delivered a knee strike.
With Clary’s attempts to gain the officer’s weapons thwarted, he retreated back to his vehicle and recovered his own weapon, the video showed.
According to court testimony by an expert witness who examined the footage frame-by-frame, Trooper Seiple and Clary shot each other simultaneously, The Morning Call reported.
“I didn’t want to die in the highway, in the gravel I was crawling in,” Trooper Seiple testified. He said he pictured his newborn daughter in his mind as he scrambled to find cover.
In the shootout that ensued, Clary fired a total of six rounds, severing Cpl. Kelly’s femoral artery. The troopers fired a combined total of 41 rounds at their attacker, who ultimately fled the scene in his vehicle.
In the aftermath, Trooper Seiple frantically cinched a tourniquet around the corporal’s thigh, but the situation looked bleak. He had also been shot in the neck and shoulder, The Morning Call reported.
“We were losing Cpl. Kelly,” Trooper Seiple explained during his court testimony. “He was fading from us.”
By the time Cpl. Kelly arrived at St. Luke’s University Hospital by air ambulance, he was in full cardiac arrest, trauma surgeon Dr. James Cipolla testified.
“That means his heart had stopped and he was dead,” Cipolla explained. He estimated that the corporal had been in cardiac arrest for between five and 10 minutes, The Morning Call reported.
The trauma surgeon cut open Cpl. Kelly’s chest, spread his ribs, and manually massaged his heart to stimulate it to beat.
Although most “massive” blood transfusions require between six and 10 units of blood, Cpl. Kelly required 60 units, Cipolla testified.
After he was apprehended, Clary insisted that the troopers had acted aggressively during the stop, and that they shot at him first, causing him to fear for his life – claims that were clearly contradicted by the dashcam footage.
During his trial, Clary’s attorney, Janet Jackson, argued that her client was scared to be receiving his first speeding ticket, and that he was surprised when the troopers began to handcuff him.
Clary acted in self-defense, Jackson claimed.
Within days of the incident, Northampton County District Attorney John Morganelli determined that Trooper Seiple and Cpl. Kelly were justified in using deadly force against Clary.
“These cops used extreme restraint in these circumstances,” Morganelli said, according to The MorningCall. “This gentleman acted so quickly and so fast that I’m amazed both these troopers survived this incident.”
Clary’s sentencing is scheduled for Aug. 31.
You can watch dashcam footage of the harrowing shootout in the video below:
url: https://www.themaven.net/bluelivesmatter/news/video-routine-traffic-stop-ends-in-gun-battle-trooper-shot-in-femoral-artery-iKIJ6JrABUKtQSjYQK6CCg/

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Condução Coercitiva e Polícia Judiciária

Processo Penal
Imagem: Internet

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
O Correio Popular de 15/6, A13, noticiou que o Supremo Tribunal Federal proibiu a condução coercitiva de investigados para interrogatório.  A Suprema Corte, por maioria de votos, negou vigência ao artigo 260 do Código de Processo Penal, entulho autoritário existente desde 1940. Adverte que  agentes públicos que descumprirem a decisão serão  responsabilizados disciplinar, civil e penalmente. O procedimento era realizado, com frequência, em investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A condução coercitiva do ex-presidente Lula, sem que houvesse recusa prévia,  inspirou  o Conselho Federal da OAB e o PT a proporem ações junto ao Supremo para extinguir a medida. Agora, a questão está resolvida na PF e nas Polícias Civis estaduais.  Magistrados agora não podem determinar a condução coercitiva de investigados às delegacias. Tampouco, delegados de polícia. Sejam eles ex-presidentes ou  simples cidadãos.
No âmbito da Polícia Civil do Estado de São Paulo, autoridades policiais, os delegados de polícia, tinham, até a recente  decisão, a prerrogativa de trazer à sua presença, independentemente de ordem judicial, os principais atores do inquérito policial: indiciados,  vítimas,   testemunhas e  peritos. Agora os delegados não podem mais determinar que pessoas sejam conduzidas  à sua presença para prestar esclarecimentos ou depoimentos,  sob  pena  de cometerem crime de abuso de autoridade. Elas só deverão comparecer quando previamente notificadas, com todas as garantias constitucionais.
Desde a criação do inquérito, em 1841, por Dom Pedro II, depois chamado de inquérito policial, em 1871, as Polícias Civis e  seus delegados vêm perdendo,  gradativamente, muitas  prerrogativas autoritárias que tornavam mais eficaz  sua atuação. Eram medidas  impostas pelo imperador, por ocasião do Combate da Venda Grande, em Campinas, e, depois, pelo Estado ditatorial de Getúlio Vargas, que precisava da Polícia para manter-se no poder.
Começaram perdendo a sentença de pronúncia, em 1871. Em 1988, perderam a prisão correcional, por 3 (três) dias e o mandado de  busca domiciliar. Anos antes,  perderam o processo sumário das contravenções e o processo dos crimes do automóvel.   Em 28 de março de 1994, perderam a liberação dos locais de crimes, agora alçada exclusiva  dos peritos, conforme lei sancionada pelo presidente Itamar Franco.
Enfim, os delegados  não podem mais determinar, sem previa intimação, que investigadores conduzam à sua presença, suspeitos da prática de infrações penais, determinando aos carcereiros suas recolhas “aos costumes”, como  aquele delegado representado por Jô Soares, em inesquecível bordão televisivo. Sempre houve abusos recorrentes na utilização desse recurso legal.
 Meses atrás, escrevi, neste jornal,  artigo intitulado “A agonia do inquérito policial”  provocando  inconformismo nas autoridades policiais e agentes,  ao denunciar  falhas técnicas provocadas pelo governo estadual,   inclusive baixo rendimento  procedimental em termos de condenação dos investigados, aliados ao excesso de serviço  suportado por  escrivães, solitária e individualmente  responsáveis, em média, pelo andamento  de 600  inquéritos policiais. Talvez agora, com a recente  adoção do inquérito policial eletrônico as coisas mudem de figura.
Não fossem aquelas apontadas perdas  bastantes, a Lei nº 9.099/95,  ao implantar os juizados especiais criminais, retirou  dos delegados a possibilidade de investigarem mais da metade dos crimes tipificados pela legislação, cuja pena máxima não ultrapasse dois anos.
A Polícia Civil  bandeirante, cujo organograma, desde o fim do século passado, prevê  44.000 cargos para autoridades policiais e agentes,  mas  que conta, hoje, com 1/3  de  quadros vagos, não pode,  em razão dos baixos salários pagos aos seus integrantes, totalmente desassistidos de recursos materiais e humanos, apresentar  os mesmos  sucessos das polícias de primeiro mundo.
Paralelamente, após a promulgação da Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988, o Ministério Público Federal e os estaduais, também, passaram a realizar investigações sobre crimes de grande potencial ofensivo, através de procedimentos de investigação criminal, os PIC’s, convalidados pelo STF, em detrimento do ultrapassado inquérito policial, ainda que eletrônico.
A decisão do STF acaba, definitivamente, com a prisão instantânea, fonte de  frequentes extorsões por parte de pouquíssimos policiais corruptos, que aproveitavam-se da medida para achacar conduzidos debaixo de vara. Agora, as coisas mudaram. Mais uma vez, a democracia prevalece sobre a ditadura Vargas. Autoridades policiais e agentes reclamam do STF.  Paciência. Se  quiserem encarcerar suspeitos não poderão pedir, singelamente, que as  pessoas  os acompanhem. Deverão postular, em juízo,  decretos  de prisões temporárias ou preventivas. A   prisão instantânea, no dizer do ministro Ricardo Lewandovski, terminou de vez. Caberá às Academias de Polícia reciclar seus ex-alunos. Doravante, as polícias  judiciárias vão ter que investigar mais para prender e não mais prender para investigar.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz, professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.