quarta-feira, 22 de março de 2017

Reich This Way

Multiple news outlets reported that ISIS militants killed 38 children who were disabled or had Down syndrome, but the claim was not verified




CLAIM

Islamic State (ISIS) militants have killed at least 38 babies and children with disabilities or Down syndrome.

RATING


ORIGIN
On 14 December 2015 Fox News published an article titled “ISIS killing babies with Down syndrome, activists claim.”  The site, noting that “ information and [a] video have not been confirmed,” reported:

ISIS militants have reportedly authorized the terror group’s members to kill newborn babies with Down syndrome, as well as other disabled children, Iraqi activists claimed on Sunday. 

According to the group known as Mosul Eye, 38 babies have already been killed since the religious decree was issued … The babies were suffocated or given lethal injections, according to Mosul Eye.

Britain’s Daily Mail published a 14 December 2015 article titled “How much more depraved can ISIS get? Group’s Sharia judges order children with Down’s syndrome and other disabilities to be killed in chilling echo of the Nazis”:
That article maintained:



ISIS have issued a fatwa which orders children with Down’s syndrome and other disabilities to be killed in a chilling echo to the workings of the Nazis, it is claimed. Sharia judges have apparently ruled that ISIS followers are authorised to ‘kill newborn babies with Down’s Syndrome or congenital deformities and disabled children’ in their latest sickening act.

In the absence of credible information, the site turned to internet commenters to flesh out its reporting:

Responding to Mosul Eye’s statement about ISIS possibly using similar methods to those in the Nazi era, hundreds replied to condemn their barbaric actions. One user described ISIS as ‘worse than the Nazis’, adding: ‘I have just shed tears for these babies. I have two children with special needs, my heart is breaking. Another said: ‘OMG, i see so much similarities with nazi Germany,’ while another person commented: ‘What danger do these poor babies impose on isil?!’

Although Daily Mail used “apparently” and “it is claimed” to buttress its reporting, the outlet didn’t emphasize that the information was gleaned from a single blogger’s Facebook post. Fox News and multiple concurrent reports cited a group called “Mosul Eye” as the source for the unverified claims. The original 13 December 2015 post and video (embedded below) claimed:

Exclusive – Mosul Eye #IAmDisabledTheCaliphWillKillMe ISIL issues “Fatwa” to exterminate children with Down’s Syndrome Through monitoring and following the death incidents of children with Down’s Syndrome and congenital deformities, we were able to learn that the Shar’i Board of ISIL issued an “Oral Fatwa” to its members authorizing them to “kill newborn babies with Down’s Syndrome and congenital deformities and disabled children”. The Fatwa was issued by one of ISIL’s Shar’i judges, a Saudi judge named ” Abu Said Aljazrawi”. The information indicate that most of the children born with Down’s Syndrome are those of foreign fighters who married Iraqi, Syrian and Asian women. We recorded more than 38 confirmed cases of killing babies with congenital deformities and Down’s Syndrome, aged between one week to three months. They were killed by either lethel injection or suffocation. Some of those killings took place in Syria and Mosul. This displaced child from Mosul, ISIL issues a Fatwa to kill him. As if it is not enough for ISIL to kill men, women and the elderly, and now, they kill children #IAmDisabledTheCaliphWillKillMe #ISILSchools #WeDoNotWantToBeLeftAlone #TheCaliphDoesNotFeelCold


Mosul Eye appeared to be the sole source of the claims that ISIS militants killed 38 disabled children, and the appended video simply depicted two children, neither of whom appeared to be killed or harmed for the duration of the footage. Additionally, neither child depicted in the video appeared to have Down syndrome.

While the claim that ISIS was killing disabled children and children with Down syndrome appeared in multiple international news reports, no one was able to substantiate the rumors. Iterations commonly reported that 38 children had thus far been killed by “lethal injection” or “suffocation,” but no information about the dozens of children purportedly killed was included in any report. Moreover, an attached video simply depicted two children (one of whom appeared to be disabled, and was using a wheelchair), neither of whom was harmed or killed in the clip.
url: http://www.snopes.com/isis-killing-babies-syndrome/

quinta-feira, 9 de março de 2017

“Brasileiro da SWAT” é acusado de farsa

Foto: reprodução

Publicado em 9 de março de 2017


Se você não conhece Marcos do Val, “O Brasileiro na SWAT”, provavelmente algum amigo seu “curte” a página dele no Facebook. Com quase 4 milhões de seguidores, Do Val tornou-se autoridade nos últimos anos em relação a segurança pública e táticas de defesa e mostra constantemente a rotina de treinos da SWAT.
Só que ao contrário da impressão passada pelas imagens dele usando uniformes da SWAT, armado e ao lado de policiais americanos, o próprio Do Val afirma não ser nem policial nem membro da SWAT, mas um instrutor de técnicas de imobilizações táticas da SWAT através da companhia que fundou, CATI- International Police Training, desde 2000, e membro honorário da SWAT de Beaumont, no Texas – o que quer dizer ele recebeu o título sem precisar preencher os requisitos para o cargo. Ele também é mestre 2º Grau em Aikido, diplomado e credenciado pela International Aikido Federation, situada no Japão, e foi militar do exército brasileiro no 38o Batalhão de Infantaria, de acordo com descrição em seu site.
Seu site lista também que foi instrutor de instituições como US Army, Navy Seals, Vaticano, operações especiais da NASA (Marshall Space Flight Center), e que fora chamado com urgência após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 para treinar os soldados americanos que foram lutar na guerra do Afeganistão e Iraque.
Nos últimos meses, um grupo formado por brasileiros nos EUA e no Brasil ligado ao mundo tático, ao US Army, à polícia e mesmo residentes na Europa, resolveu desvendar a imagem passada por Do Val. Para o grupo, Do Val se aproveita de sua posição como instrutor na SWAT para se promover no Brasil com a venda de cursos e palestras.
O confronto tem se dado na maior parte das vezes online, via redes sociais, e em grupos do aplicativo WhatsApp, com trocas de acusações, compartilhamento de vídeos, denúncias de difamação e supostas ameaças.
Para eles, a imagem passada por Do Val é de que ele faz parte da polícia americana, algo que ele teria afirmado em situações no passado, uma delas registrada em vídeo.
O brasileiro e cidadão americano Lincoln Batista, de 29 anos, membro do US Army e que atualmente está servindo na infantaria do exército no Afeganistão, foi um dos que começou a “briga”. Para ele, o brasileiro está usando o nome da SWAT para se promover no Brasil. “A SWAT é uma instituição que conta com os melhores policiais que são os que dão o crédito à instituição. Mas, uma pessoa que foi contratada para dar aula de imobilização sair falando que é membro da SWAT, tirar fotos mostrando ‘police’ no uniforme e sem passar uma imagem clara do que realmente ele faz para a população é uma vergonha”, disse Batista. “Ele é instrutor de imobilização, mas não um membro da SWAT. Por isso, ele não utiliza arma de fogo, sendo que o trabalho dele não é policial. Mas a propaganda se passando por um policial está explícita. Não é culpa dele que o pessoal entende errado, mas ele passa essa imagem segurando armas como se fosse ferramenta de trabalho dele, mas não é”.
Outro que entrou na briga é Maurício Lima, que vive em Colorado Springs, no Colorado, e é aposentado do US Army, onde serviu por 7 anos e oito meses, incluindo o Iraque e Afeganistão.

Segundo Maurício, Do Val ‘vende’ algo muito superior do que o que ele realmente faz. “De dar exibições aqui na SWAT ele já admitiu que é policial, que é membro da SWAT, postou que foi chamado às pressas depois de 11 de setembro para treinar as Forças Especiais americanas que estavam indo em combate para o Iraque e Afeganistão. Temos os prints de tudo isso que ele postou, pois ele já apagou muita coisa depois que a gente denunciou”, relata. “Eu entrei nessa luta com várias pessoas que são respeitadíssimas do mundo tático aqui e no Brasil e que sabem muito”.

Marcos do Val se defende
Ao ver a onda de críticas tomando força, Do Val publicou um vídeo no dia 24 de fevereiro em sua página do Facebook.
Para ele, essa perseguição começou depois que ele anunciou parceria com a empresa Taurus em um projeto de valorização dos policiais brasileiros, chamado Heróis Reais. “Como a Taurus teve muitos problemas no passado de qualidade de suas armas, gerou muita repulsa por alguns profissionais da área, e por isso partiram para cima de mim com toda essa raiva e campanha de difamação. Tenho tomado providências junto à Delegacia de Crimes Virtuais para que os mesmos respondam pelos crimes de injúria, difamação e calúnia”, explica.
No vídeo, Do Val afirma que não é policial, mas sim instrutor de policiais. “Que me lembre, ao longo desses 17 anos falei duas vezes a frase ‘como sou policial’. Uma vez foi em um vídeo, outra em uma resposta a um seguidor no meu Facebook. Essa frase jamais foi dita com o intuito de tirar qualquer vantagem pessoal”.
Do Val afirmou ainda não ter nenhum vínculo empregatício com a cidade de Dallas, com a Polícia de Dallas, com a SWAT de Dallas, nem com nenhum outro departamento de polícia.
“Eu dei e dou treinamentos de imobilizações táticas para essa unidade e tantas outras unidades da SWAT através da TTPOA e do CATI Treinamento Policial”, disse. “Essa técnica de imobilizações táticas eu desenvolvi na década de 90, no estado do Espírito Santo, e foi ela que abriu tantas portas no mundo inteiro para mim”.
Ao Gazeta, Do Val explicou que embora seja instrutor de imobilização, por causa da relação de confiança com a SWAT de Beaumont, tem a permissão de participar de operações sempre que possível.
“Para a SWAT nos EUA eu sou instrutor somente na disciplina ‘Imobilizações Táticas’, mas me especializei em todas as táticas e técnicas da SWAT. Assim, posso ministrar minhas aulas o mais próximo ainda da realidade da SWAT e usamos na aula armas e equipamentos operacionais”.
“Um brasileiro na SWAT”?
O GAZETA questionou Do Val se o título do livro sobre ele “Um Brasileiro na SWAT” não confunde seus leitores em relação a ele ser ou não policial.
“Criar confusão sobre a natureza do meu trabalho nunca foi meu objetivo. O livro sobre mim conta a minha experiência, os desafios e as vitórias. E esta trajetória narra como vim a ser instrutor na TTPOA (Texas Tactical Police Officers Association), ministrar meu curso de imobilizações táticas para várias equipes táticas policiais (SWAT), mas em momento algum há ali qualquer registro como se eu fosse membro da SWAT de outra forma que não a condição que já expus, como membro honorário da equipe da SWAT de Beaumont”, explica. “Foi justamente na condição de instrutor que sempre me posicionei e sempre mencionei a todos que nunca figurei na qualidade de servidor policial”.
O Gazeta também questionou Do Val em relação a uma matéria publicada no G1 (em 20/10/2007), intitulada “’Tropa de elite’ americana desembarca no Brasil”, que tinha uma referência a Do Val como “membro e instrutor da Swat”, que falou “de seu escritório em Dallas”.
Do Val explicou que, na época, tinha um escritório em Dallas, este independente do Dallas Police Department.
“Quanto aos episódios isolados em que ‘fui policial’ foi algo mencionado, (acho que em duas situações) durante os 17 anos da minha carreira, era minha intenção me referir à posição honorária, não como um servidor público policial. Jamais fiz tais ou quaisquer afirmações com propósito de exercer autoridade, auferir ou angariar vantagem, seja ela de qualquer natureza (moral, patrimonial, etc.). Ou seja, talvez a única impropriedade minha tenha sido em raríssimos lapsos em situações ao vivo suprimir apenas em tais momentos a condição de instrutor/membro honorário quanto à minha posição em relação a polícia”, declarou.
“Oportuno ainda ressaltar aqui a diferenciação evidente entre ‘instrutor policial’ e ‘policial instrutor’. No primeiro caso, trata-se de alguém que realiza instruções a um determinado órgão policial, que é o meu caso, pois eu instruo policiais, ora então, sou um instrutor policial, um instrutor de policiais. No segundo, a situação já seria daquele servidor policial que realiza instruções, expressão esta que jamais utilizei”, explica.

Evidências

O Beaumont Police Department confirmou ao GAZETA a sua relação com Do Val como instrutor. “Marcos do Val não é membro do Beaumont SWAT Team. Marcos conduziu treinamentos na área de táticas de defesa especificamente através do CATI e participou de alguns de nossos treinamentos também. Marcos continua a nos ajudar nessa área e somos agradecidos por seu contínuo esforço em nos ajudar”, escreveu, via e-mail, Sargento J.C. Guedry, Police Community Relations Supervisor/SWAT.
Já o Dallas Police Department (DPD), onde Do Val instruiu recentemente (de acordo com várias evidências mostradas por ele), respondeu ao GAZETA que Do Val não é e nem nunca foi membro nem do DPD, nem do DPD SWAT. “Ele instruiu um curso há alguns anos para o DPD. O DPD não usa seus serviços atualmente e não tem nenhuma ligação com ele”, disse Melinda Gutierrez, do Media Department.
Indagado, Do Val explica que sua relação com o Dallas SWAT é via cursos do TTPOA, dos quais participa desde 2001, e não diretamente com o departamento de polícia.
Este ano Do Val estará novamente como instrutor da conferência da TTPOA, uma convenção com palestras onde são mostradas técnicas policiais como de imobilização, atendimento pré-hospitalar e tático. O CATI vende pacotes para levar policiais brasileiros à conferência. O pacote do “Super SWAT”, que vai de 16 de abril a 5 de maio em Dallas, custa $2 mil dólares.
No entanto, Paulo Semajoto, dono de uma empresa de Ccnsultoria de segurança em São Paulo, insiste que Do Val sempre deixou claro que dava instrução ao Dallas Police Department e à SWAT e só agora nas últimas semanas está esclarecendo que é via TTPOA. “Ele vende pacotes para brasileiros dizendo ‘venha comigo para a SWAT’, mas na verdade ele não leva esses brasileiros para a instituição SWAT”, explica Semajoto. “Agora que ele está sendo desmascarado está deixando claro que é via TTPOA, e não na polícia de Dallas”.

Currículo e outras acusações

Existem outras partes do currículo de Do Val que o grupo também contesta. Seu site (marcosdoval.com.br) lista que foi instrutor de instituições como US Army, Navy Seals, que ministrou treinamentos para o grupo anti-terrorismo da equipe de operações especiais da NASA (Marshall Space Flight Center) nos EUA e que fora chamado com urgência após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 para treinar os soldados americanos que foram lutar na guerra do Afeganistão e Iraque.
A lista inclui até mesmo o Vaticano e mais de 120 corporações policiais e de segurança espalhadas por diversos países.
O grupo questiona e está buscando provas de que Do Val não deu treinamento às Forças Especiais. Para eles, seria impossível Do Val ter treinado forças especiais ativas sem passar por Secret Clearance (investigação minuciosa).
Do Val mostrou um cartão de agradecimento que recebeu do Naval Weapons Station Earle, referente a treinamentos dados em dezembro de 2012 e abril 2013. Ele esclareceu ao GAZETA que não treinou tropas, mas os instrutores das tropas e não passou por Secret Clearance “porque esse processo é somente para quem terá acesso a determinadas informações sigilosas do governo. E esse não foi o meu caso”, disse Do Val.
Porém, Maurício Lima, aposentado da US Army, diz que é impossível Do Val ter treinado os soldados americanos ativos (conforme está escrito em seu website) por diversos motivos.
“Eu sou somente cidadão americano, pois quando obtive a cidadania, precisei perder a brasileira, por causa de Secret Clearance – uma investigação que precisa ser feita na sua vida para constatarem que você é digno de lidar com material secreto. Uma das coisas necessárias para treinar forças especiais ativas que o Do Val fala que treinou e, claro, não treinou nunca, é que se ele não tiver esse Secret Clearance, ele não vai poder treinar forças especiais”, disse Maurício. “Outra coisa é que se ele estivesse treinando tropas ativas, ele jamais poderia postar foto do treino, conforme publicado em sua página do Facebook. Ele pode ter feito uma demonstração, uma exibição informal, nesse caso, num depósito de munição da Marinha (Naval Weapons Station), mas não um treino tático ou militar. Se ele fosse fazer um treinamento oficial, ele teria que ser militar ou policial. Mesmo que fosse um treino para o chefe da tropa, ele precisaria da Clearance”.
Para Maurício, que já perdeu muitos colegas nas guerras do Afeganistão e Iraque, entrar nessa batalha é questão de honra. “Eu entrei nessa quando descobri que ele disse que treinou Forças Especiais Americanas. Aí ele mexeu com a nossa ‘brotherhood’. É o que chamamos de Stolen Valor – o ato de se passar por militar ou policial. Nos Estados Unidos, se você usa isso para lucro próprio é crime. Você pode comprar e usar uniformes oficiais, mas é crime obter lucro. O Marcos Do Val está fazendo isso no Brasil. Aqui ele não fala publicamente que é policial americano. Ele está aplicando o golpe no Brasil. As autoridades dos EUA então não podem fazer nada contra ele. O que pode acontecer – e o que estamos tentando – é que o Departamento de Dallas afirme publicamente que ele não é parte nem nunca foi e possivelmente seja barrado de qualquer exibição. É isso que estamos tentando”.
url da matéria: http://gazetanews.com/brasileiro-da-swat-e-acusado-de-farsa/

segunda-feira, 6 de março de 2017

Thousands march against Duterte's war on drugs

Filipino Catholics condemn a 'spreading culture of violence' as the president's anti-drug campaign kills thousands.
Luis Antonio Tagle, Catholic leader of Manila, said violence cannot be the answer to the country's drug problem [Reuters]

Thousands of Catholics have gathered in the Philippine capital in a "show of force" to protest extrajudicial killings being carried out under the banner of President Rodrigo Duterte's war on drugs.
The rally, dubbed the "Walk for Life", was attended by 20,000 people, organisers said. Manila police estimated the crowd at 10,000.
At the biggest rally yet against the killings, members of one of the nation's oldest and most powerful institutions prayed and sang hymns as they marched before dawn on Saturday, to condemn a "spreading culture of violence".
More than 7,000 people have died since Duterte took office almost eight months ago and ordered an unprecedented crime war that has drawn global criticism for alleged human rights abuses.
The move, however, has been popular with many in the mainly Catholic nation.
"We have to stand up. Somehow this is already a show of force by the faithful that they don't like these extrajudicial killings," Manila bishop Broderick Pabillo told AFP news agency before addressing the crowd.
"I am alarmed and angry at what's happening because this is something that is regressive. It does not show our humanity."
The demonstrators also condemned legislation restoring the death penalty for drug-related crimes and other offences.
Duterte, 71, has attacked the Church as being "full of sh*t" and "the most hypocritical institution" for speaking out against a campaign that he says would save generations of Filipinos from the drug menace.
About 80 percent of the 100 million Filipinos are Catholic.
url: http://www.aljazeera.com/news/2017/02/thousands-march-duterte-war-drugs-170218034827033.html

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Welcome to North Carolina Concealed Weapons Sign

A “Welcome to North Carolina” sign includes a warning about concealed weapons by its citizens, but is it real?

IT’S NOT REAL.
Much like the “Welcome to Wisconsin” and “Welcome to Idaho” signs which have also circulated on social media in recent years, it’s unclear if this graphic was merely created as a joke, to make a statement, or if it was meant to be passed off as real. A cursory examination of the graphic yields obvious clues that the text below the sign was not part of the original photograph. The sign in the graphic reads:

Welcome to North Carolina

Nation’s Most Military Friendly State

Our citizens have concealed weapons

If you kill someone, we will kill you back!

We have “0” jails, and 513 cemeteries

Enjoy your stay!


















It should be noted that the bottom of the graphic above appears to have been lifted and added to a “Welcome to West Virginia” sign, as seen below:


















This is one of many state “welcome” signs which has been altered and circulated on social media recently. If you see a sign like this circulating online, drop us a comment below. If you have more information about the signs above, please let us know.

BOTTOM LINE

The “Welcome to North Carolina” concealed weapons sign is not real. It isn’t clear if it was intended as a joke or meant to be passed off as real. Several similar doctored “welcome” state signs have circulated in recent years as part of gun control debate.
source: http://wafflesatnoon.com/

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

ACHADO NÃO É ROUBADO?

DIREITO PENAL

url da imagem: http://s2.glbimg.com/VYAPz4VE9TSMnZKqVOU5EvHARZc=/620x300/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2012/03/20/dolar.jpg

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*

Notícia publicada pelo Correio Popular, de 8/1, A10, desperta em mim vontade escrever sobre um fato de raro registro nos pretórios policiais, judiciais e pelo Direito Penal.
O jornal estampa, discretamente, que um ex-secretário municipal, de importante cidade, conhecida no passado como Manchester paulista, foi preso em flagrante no Aeroporto de Viracopos indiciado por furto simples ao achar um envelope contendo US$ 1.000 e um green card, importante documento nos Estados Unidos.
Após encontrar as coisas, o inventor, ou achador, entregou apenas o documento no check-in da companhia aérea, retendo o numerário. O dono, por sua vez, procurou a delegacia para registrar a perda em boletim de ocorrência não criminal, objetivando resguardar direitos.
 Investigadores, examinando imagens do circuito interno de televisão, recuperaram cenas de um suspeito que, revistado, foi surpreendido com as verdinhas, aninhadas na carteira, prestes a embarcar com familiares rumo ao mundo maravilhoso de Disney, em Orlando.
Levado aos costumes, o indigitado viajor foi autuado em flagrante por crime de furto simples, com direito a fiança criminal. O ex-secretário de Gestão de Pessoas e de Comunicação, após prestar caução, foi posto em liberdade.
Agora vamos enfrentar a pergunta que não quer calar: houve furto? A resposta demanda uma viagem ao passado do Direito Penal, em cujos primórdios crime era tudo aquilo que desse na telha daqueles que estivessem no topo da pirâmide social: o príncipe (principal servidor), o imperador, o rei, o czar, o duque, o caudilho, o cacique.
À medida que a aventura do homem sobre a face da Terra adquiriu contornos mais nítidos, legislações começaram a aparecer, como a Lei das Doze Tábuas e o Código de Hamurabi, hoje exposto no Louvre, em Paris, talvez inspiração do Contrato Social de Jean-Jacques Rousseau.
 Aos poucos, os crimes foram sendo registrados pelas codificações dos países, sem qualquer  técnica jurídica.  Portugal, de onde remontam nossas tradições legislativas, editou os Forais e,  sucessivamente, as Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas, revogada expressamente no Brasil pelo Código Civil de 1916.
Até 1813, no Ocidente, crime era tudo aquilo que estava no sentimento dos governantes, até que Anselmo Von Feuerbach, autor do Código Penal da Baviera, nele implantou a Teoria do Tipo (Tatbestand), estabelecendo que crime é somente o que está previsto, tipificado, em lei. Tudo que ficar fora do tipo é atípico!!! Vale o que está escrito!!!
A Teoria do Tipo, ou da Tipicidade, estabelece que crimes são modelos, pinturas, moldes,recortes, fôrmas, tipos  pré-estabelecidos pelo legislador.  Sua infringência por pessoas  penalmente responsáveis permite o Estado-juiz a julgá-las.
No episódio noticiado por este prestigioso veículo midiático inocorreu  consumação de um tipo penal, mas, tampouco, houve crime de furto simples, afiançável,  mesmo considerando-se a conduta imoral do viageiro. Equivocou-se a autoridade policial presidente do flagrante, que optou por registrar o condenável comportamento em auto, impróprio, que, mesmo assim, chegará ao conhecimento do Poder Judiciário. Afinal, quem sentencia é o juiz e não o delegado.
O Código Penal, na cabeça do artigo 155, preceitua que subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel constitui crime de furto, apenado com reclusão, de 1 a 4 anos, e multa. O encontro de um envelope, com documento e dinheiro, não é conduta que se ajusta ao tipo 155! O autor não se aproximou da vítima, nem de sua casa, para afaná-la.
Crime houve, porém na conduta prevista no artigo 169, II, do Código Penal, identificado por ementa lateral como apropriação de coisa achada, apenado com detenção de 1 a 3 meses, e multa. Este delito, sim, amolda-se, ajusta-se como uma luva à linguagem corporal, imoral, do indigitado turista nacional que agasalhou os mil dólares..
A prisão foi excessiva. Nesses casos, o achador tem  prazo legal de 15 dias para encontrar o dono da coisa achada... Só depois é que o crime se consuma ... Está na lei...
O povo costuma dizer, equivocadamente, que achado não é roubado, mas achar é crime. Todo aquele que fica com coisa perdida, decorridos 15 dias, pode ser detido e qualificado em termo circunstanciado face à natureza permanente do crime. Mas fiquem tranquilos os amáveis leitores.  Haverá processo neste curioso caso.  O envolvido poderá ser condenado ou absolvido. A Justiça é cega. Ele não deverá alegar que sua conduta constitui fato atípico. Cometeu infração penal de pequeno potencial ofensivo. Foi pego com a boca na botija. Por ela responderá no Juizado Especial Criminal. Gastará com advogado...
Vale lembrar, neste drama, as palavras do jurista italiano Francesco Carnelutti. Ele escreveu que “em nove de cada dez vezes, a pena jamais termina. Quem pecou está perdido. Cristo perdoa, o homem não!”

*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Chacina em Campinas: Filho de atirador foi o último a morrer

Sidnei Ramis, de 46 anos, invadiu uma casa na noite de ano novo, matou a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas. Depois, se suicidou

Fonte da imagem: UOL Notícias

ESTADÃO CONTEÚDO
São Paulo - O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, matou o filho, a ex- mulher e mais 10 pessoas que comemoravam o revéillon na casa de uma das vítimas, em Campinas, no interior do Estado. Depois de atirar nos convidados, Araújo se matou. O crime, segundo a polícia, aconteceu porque ele não aceitou perder a guarda do filho.

O crime aconteceu na Rua Pompílio Morandi, no Jardim Aurélia, durante a celebração do ano-novo. Morreram a ex-mulher de Araújo, Isamara Filier, de 41 anos e o filho, João Victor, de 8. Também foram mortos Liliane Ferreira Donato, de 44, Rafael Filier, de 33, Antonia Dalma Ferreira de Freitas, de 62, Abadia das Graças Ferreira, de 56, Paulo de Almeida, de 61, Ana Luzia Ferreira, de 52, Larissa Ferreira de Almeida, de 24, Carolina de Oliveira Batista, de 26 e Alessandra Ferreira de Freitas, de 40. Luzia Maia Ferreira, de 85, que chegou a ser socorrida, morreu no Hospital das Clínicas. Três pessoas ficaram feridas. O presidente Michel Temer lamentou o episódio na sua conta do Twitter. 

Segundo a Polícia Civil, o crime foi premeditado. Em uma gravação, ele revelou que pretendia executar as vítimas no Natal, mas não conseguiu. Araújo soube que a ex-mulher ia comemorar a virada de ano na casa de uma das tias, Liliane, e foi até o imóvel. Pouco antes da meia-noite, ele estacionou o carro, pulou o muro e entrou na casa. Em seguida, começou a atirar.

Os investigadores apuraram que dois adolescentes, de 15 e de 17 anos, que estavam na festa de réveillon, trancaram-se nos banheiros da casa ao perceber o ataque. Eles disseram que ouviram quando Araújo afirmou que mataria Isamara. "Vou te matar, você tirou meu filho." A frase foi seguida pelo barulho de disparos. Depois, ouviram João Victor, o filho de 8 anos, questionar o pai. "Por que você matou a mamãe?" Araújo não respondeu. O silêncio foi interrompido por novos tiros. O menino foi o último a morrer.

Disputa

Segundo testemunhas, Araújo e Isamara travavam uma batalha judicial pela disputa da guarda do menino. Depois de ela denunciar o ex-marido por abuso sexual contra o filho, a Justiça proibiu as visitas do pai. A denúncia estava sob investigação da polícia.

Apenas quatro pessoas que estavam na festa não foram atingidas pelos disparos. Segundo os investigadores, o atirador chegou a apontar a arma para uma delas, que tinha um bebê no colo. "Você nunca me fez nada", disse, de acordo com o boletim de ocorrência registrado no 4.º Distrito Policial de Campinas.

"Confundimos o barulho de tiros com fogos, já que faltavam quatro a cinco minutos para a meia-noite. Quando saímos para ver a queima de fogos nos deparamos com uma pessoa ferida na perna, que pensávamos ser assaltante. Depois, percebemos que era um dos sobreviventes da chacina", disse um vizinho que não se identificou.

A Polícia Militar informou que Araújo usou uma pistola calibre 9 milímetros e dois carregadores para praticar o crime. Junto dele, os policiais encontraram mais 10 bombas caseiras que foram apreendidas pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) - que é especializado em explosivos. Um arquivo com áudios do atirador justificando o crime foi apreendido.

Queima-roupa

Os corpos foram retirados da casa durante a madrugada de ontem. A reportagem apurou que a maioria dos disparos foi dada a uma distância média, de cerca de um metro. A maioria das vítimas recebeu de dois a três tiros. Porém, o único que apresenta sinais claros de execução é o filho do atirador. Segundo a perícia, Araújo encostou o cano da arma na cabeça do menino e atirou. Minutos depois, se matou.

Vizinhos de Araújo disseram que ele era um homem tranquilo, morava sozinho, mas tinha muitos amigos e frequentava um bar próximo da casa dele, no Jardim Miranda, a 1 km do local do crime. "Nunca iria imaginar uma coisa dessas", disse um deles, que pediu para não ser identificado.
Fonte da matéria: https://www.estadaoconteudo.com.br/

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Decreto nº 8.935, de 19 de dezembro de 2016


url da imagem: http://jornalmomento.com.br/wp-content/uploads/2015/09/revolver38.jpg

Altera o Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, que regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - SINARM e define crimes.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.862, de 22 de dezembro de 2003,
DECRETA:
Art. 1º O Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 12. ..................................................................................
.................................................................................................................
IV - comprovar, em seu pedido de aquisição do Certificado de Registro de Arma de Fogo e periodicamente, a idoneidade e a inexistência de inquérito policial ou processo criminal, por meio de certidões de antecedentes criminais da Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral, que poderão ser fornecidas por meio eletrônico;
..........................................................................................................
VI - comprovar, em seu pedido de aquisição do Certificado de Registro de Arma de Fogo e periodicamente, a capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo; e
..............................................................................................." (NR)
"Art. 16. ...................................................................................
.........................................................................................................
§ 2º Os requisitos de que tratam os incisos IV, V e VII do art. 12 deverão ser comprovados, periodicamente, a cada cinco anos, junto à Polícia Federal, para fins de renovação do Certificado de Registro.
§ 2º-A. O requisito de que trata o inciso VI do art. 12 deverá ser comprovado, periodicamente, a cada duas renovações, junto à Polícia Federal.
§ 4º O disposto nos § 2º e § 2º-A não se aplica, para a aquisição e a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo, aos integrantes dos órgãos, das instituições e das corporações, mencionados nos incisos I e II do caput do art. 6º da Lei nº 10.826, de 2003." (NR)
"Art. 36. ..................................................................................
Parágrafo único. Caberá à Polícia Federal expedir o Porte de Arma de Fogo para os guardas portuários." (NR).
"Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos II, V e VI do caput do art. 6º da Lei nº 10.826, de 2003, transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de porte de arma de fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada cinco anos, aos testes de avaliação psicológica a que faz menção o inciso III do caput do art. 4º da Lei nº 10.826, de 2003.
..............................................................................................." (NR)
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 19 de dezembro de 2016; 195º da Independência e
128º da República.
Fonte: Diário Oficial da União

Alemanha confirma que ataque em mercado de Natal em Berlim foi atentado


fonte da imagem: Fox New World
Do UOL, em São Paulo
20/12/2016
A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou como atentado terrorista o ataque contra um mercado de Natal em Berlim na segunda-feira (19). "Pelo que se sabe atualmente, devemos presumir de que se trata de um atentado terrorista", disse. Até então, as autoridades da Alemanha estavam evitando tomar posições e declarar que o acidente pudesse ter sido planejado e executado por terroristas. O ataque deixou 12 mortos e ao menos 48 feridos; 18 encontram-se em estado grave.
Merkel disse, nesta terça-feira (20), que será "difícil suportar" caso um imigrante tenha sido o autor do atentado. "Há muito que ainda não sabemos com certeza suficiente, mas precisamos, da forma que as coisas estão agora, presumir que foi um ataque terrorista", disse Merkel. "Sei que seria especialmente difícil para nós suportarmos isso caso seja confirmado que a pessoa que cometeu este ato era alguém que buscou proteção e asilo", acrescentou.
Um paquistanês de 23 anos é o principal suspeito de ter realizado o ataque. Ele seria Navid B., nascido em 1º de janeiro de 1993, em Turbat. Navid teria chegado à Alemanha no dia 31 de dezembro de 2015. Em Berlim, ele se estabeleceu em fevereiro deste ano, segundo o ministro do Interior, Thomas de Maizière. O suspeito estaria negando participação no ataque, segundo o ministro. "Ele nega o crime. A investigação continua".
O paquistanês teria abandonado o caminhão após o ataque, fugindo na direção leste de Berlim. Depois, teria atravessado a pé o parque Tiergarten, no centro da cidade, onde foi detido pela polícia após alertas de moradores da região. O local onde ele foi encontrado fica a uma distância de um quilômetro da praça Breitscheid, onde ocorreu o ataque.
Polícia diz não ter certeza sobre suspeito preso
O chefe da polícia de Berlim disse nesta terça que não está claro se o paquistanês preso é o motorista do caminhão. "Até onde eu sei, é incerto se ele realmente é o motorista", disse o comandante da polícia da cidade, Klaus Kandt.
A polícia local disse no Twitter que está vigilante, pois o suspeito preso havia negado envolvimento no incidente, o qual a polícia disse ter sido um ataque deliberado. "O suspeito preso temporariamente nega a acusação", disse a polícia de Berlim pelo Twitter. "Portanto, estamos particularmente alertas. Por favor, estejam também em alerta".
Mais cedo, a polícia alemã disse acreditar que o paquistanês não era o verdadeiro autor do ataque, relatou o jornal "Die Welt", citando fontes seniores da segurança. "Temos o homem errado", disse um chefe da polícia sênior. "Logo, uma nova situação. O verdadeiro autor ainda está armado, foragido e pode causar novos danos", disse a fonte segundo o jornal.
Fonte da matéria: UOL Notícias

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Governo anuncia 835 nomeações para polícias Civil e Técnico-Científica


imagem: reprodução
O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira (4) a nomeação de 835 aprovados em concursos públicos para as polícias Civil e Técnico-Científica do Estado de São Paulo. São 722 cargos para policiais e 113 para técnicos e oficiais administrativos.

Para a Polícia Civil, serão nomeados 587 novos agentes – 80 delegados, 120 investigadores e 387 escrivães. Já a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) passará a contar com mais 135 agentes, sendo 35 médicos legistas, 25 peritos, 50 auxiliares de necropsia e 25 fotógrafos.

A SPTC também receberá reforço para os quadros de apoio dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML), com 20 técnicos de laboratório e 93 oficiais administrativos. Esses profissionais atuarão nos diversos núcleos policiais de São Paulo.

A nomeação, que será assinada pelo secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, deve ser publicada em breve no Diário Oficial. Desde 2011, o Governo do Estado investiu na contratação de 3.638 policiais civis e 692 técnico-científicos.

Rafael Iglesias
url da matéria: http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/lenoticia.aspx?id=38393

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Polícia Civil pede socorro


url da imagem: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTA7IgDW7pqwvvKwVrOg9YC450PiuwqHZWLSuIUXybxZLYkXUJCYg 

Rafael Alcadipani*
A Segurança Pública é vista por grande parte dos brasileiros como um dos principais problemas do Brasil. O brasileiro vive com medo de ser assaltado, sofrer um sequestro relâmpago ou até mesmo ser vítima de um latrocínio. As principais forças policiais do Brasil são as Polícias Militares, responsáveis pelo patrulhamento e repressão dos crimes, e as Polícias Civis, responsáveis pela investigação dos crimes que já aconteceram.
Imaginava-se que dada a situação de calamidade pública da Segurança Pública nacional, os nossos governos iriam investir e dar atenção as duas forças policiais de maneira igual. Além disso, investir em investigação criminal é fundamental para que quadrilhas sejam desbaratadas, criminosos sejam presos e não voltem a cometer seus crimes. Porém, não é isso que acontece.
Parte expressiva do orçamento de Segurança Pública dos Estados é dedicada às Polícias Militares. Em São Paulo, Estado mais rico da federação, a Polícia Civil está praticamente na UTI. Os salários nessa força policial, em todas as carreiras, estão abaixo da média nacional, a despeito da pujança econômica paulista. Alguns dados a respeito dos Policiais Civis de São Paulo mostram os graves problemas que essa força está enfrentando: 44% dos delegados de polícia serão idosos nos próximos anos. Apenas 3% dos policiais civis têm menos de 30 anos. Entre 2014-2016, saíram 379 delegados e apenas 48 entraram. 40% dos municípios de São Paulo não possuem delegados de polícia. 23% dos cargos de escrivão de polícia estão vagos no Estado de São Paulo. Apenas 25% dos escrivães têm menos de 40 anos. Entre 2015-2016, saíram 1319 escrivães e apenas 394 entraram. O padrão se mantém também para os investigadores de polícia. 77% deles estão acima de 40 anos. 1390 saíram e apenas 669 foram admitidos.
Esses dados mostram os motivos das dificuldades que a população encontra quando precisa dos serviços da Polícia Civil. Há poucos funcionários e a mão de obra está envelhecida. As aposentadorias na força polícia tende a agravar o quadro. E a se manter o padrão, a Polícia Civil vai encolhendo. Por outro lado, há delegados, escrivães e investigadores que passaram em concursos para serem nomeados e o governo do Estado, sem explicar o motivo, não os nomeia. Parece, sim, que o interesse do governo paulista é acabar com a sua Polícia Civil.
É urgente que sejam tomadas medidas para que a Polícia Civil saia da UTI. Isso começa com as nomeações e novos concursos para repor a falta gritante de pessoal. Mas também deve envolver uma reforma nas carreiras da força e uma valorização dos policiais. Sem uma Polícia Civil forte, ficaremos nas mãos de uma polícia truculenta e pouco inteligente.
* Rafael Alcadipani é Professor Adjunto de Análise Organizacional e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Url da matéria: http://brasil.estadao.com.br/blogs/tudo-em-debate/policia-civil-pede-socorro/
 


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Anápolis (GO) pode receber fábrica de armas dos Emirados Árabes

A indústria pode gerar 1.250 empregos

imagem: reprodução

A Delfire Industria e Comércio de Extintores, empresa goiana com sede no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), firmou no início do mês de outubro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, acordo com a Caracal International LLC, que tem como CEO o sheikh Hamad Salem Al Almeri, para a instalação de uma planta industrial dessa empresa no estado. A unidade é voltada para a produção de armamentos e munições exclusivas para forças de segurança pública do Brasil e com atenção voltada para o mercado da América Latina.
O governo de Goiás foi representado na cerimônia de assinatura pelo superintendente Executivo de Desenvolvimento Econômico (SED), Luis Maronezzi, e pelo superintendente de Ações e Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), delegado federal Emmanuel Henrique. A previsão é de que sejam gerados com a consolidação do projeto cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.
As duas empresas se comprometem a trabalhar para viabilizar a instalação de uma indústria da Caracal no Brasil, buscando a aprovação inicial do governo brasileiro para a fabricação de armamentos. Se comprometem, também, a construir um plano de viabilidade para o empreendimento. As partes irão, ainda, elaborar um projeto para o início das atividades da indústria, primeiramente para montagem de peças e avançando para a fabricação de armas.
Para o empresário Augusto de Jesus Delgado Júnior, a assinatura do memorando de intenções com a Caracal, indústria bélica de ponta, que emprega alta tecnologia na fabricação de armas, representa uma quebra de paradigmas, por ser a primeira indústria bélica a ser instalada no país. Segundo ele, assim como o governador Marconi Perillo, iniciou em 2004 as negociações para a instalação da indústria automotiva no estado, este é um segundo passo na quebra de paradigmas. Conforme acentua, a Caracal Brasil foi planejada para entrar em funcionamento em aproximadamente 12 meses, a partir deste acordo.
Os estudos preliminares para a instalação de uma planta da Caracal no estado de Goiás adiantam que a unidade deve ser sediada no município de Anápolis, onde se localiza a maior plataforma logística e de infraestrutura voltada ao transporte e exportação da região Centro-Oeste do país. “Viemos aqui exatamente discutir detalhes desse empreendimento, se inicialmente importaríamos os produtos acabados ou se já faríamos a importação em sistema CKD (Complete Knock-Down) para montarmos as armas no Brasil”, destaca Augusto Delgado.
A partir desse compromisso, serão providenciados os documentos, contratos e licenças para regulamentar o acordo nos próximos meses, com a vinda dos dirigentes da Caracal a Goiás. Para o empresário Paulo Humberto, a vinda da maior fabricante de armas de calibres especiais dos Emirados Árabes para o Brasil, particularmente para Goiás, representa uma inovação para o estado. A planta, segundo o empresário, é a que detém a maior tecnologia para armas de ponta em todo o mundo.
Atualmente, a Caracal tem como chefe de Operações o engenheiro mundial de armas, Robert Rich, que desenvolveu produtos bélicos para as alemãs Heckler & Koch GmbH (H & K) e SIG Sauer GmbH & Co.KG, entre outras. “Ele é um gênio do desenvolvimento de armamentos e não há hoje nenhuma tecnologia, sustentabilidade e resistência igual à oferecida pela Caracal”, afirma Paulo Humberto. A indústria produz uma linha de armas especiais que inclui fuzis, snipers, pistolas, metralhadoras semiautomáticas, carabinas automáticas, entre outros. Produz também munição e acessórios para armas.
url da matéria: http://www.curtamais.com.br/goiania/anapolis-go-pode-receber-fabrica-de-armas-dos-emirados-arabes