terça-feira, 2 de julho de 2013

Academia de Polícia abre inscrição para Pós-Graduação "lato-sensu"

A Academia de Polícia “Dr Coriolano Nogueira Cobra”, abre inscrições no período de 1 a 31 de julho de 2013 , para o “VI Curso de Especialização em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal”, em nível de Pós-Graduação “lato sensu”.
O curso oferece 40 vagas e tem como público-alvo portadores de certificado de curso superior oficialmente reconhecido e que integrem quaisquer das carreiras da Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Secretaria da Administração Penitenciária, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Procuradoria Geral do Estado e Guardas Municipais, bem como aqueles que, com idêntica titulação acadêmica, que comprovem interesse na área de Segurança Pública e Sistema de Justiça Criminal.
A carga horária é de 440 h/a , incluindo atividades didáticas presenciais em classe, orientação, pesquisa e redação de trabalho de conclusão de curso com duração de três semestres de aulas presenciais e um semestre adicional para orientação e redação do trabalho monográfico de conclusão de concurso. A seleção dos candidatos às 40 vagas consistirá de análise de currículo e de entrevista pessoal individual.
As inscrições serão recebidas das 9 as 19h, nos dias úteis, exclusivamente na Secretaria do Centro de Estudos Superiores da Polícia Civil “Prof. Maurício Henrique Guimarães Pereira”, da Academia de Polícia, na Praça Professor Reynaldo Porchat, 219, Cidade Universitária, São Paulo – SP, CEP 05508-100 (ala “A”, sala 9A). Mais informações pelos telefones: (11)3468-3361 ou 3468-3365.
fonte: http://www2.policiacivil.sp.gov.br/index2.html

segunda-feira, 3 de junho de 2013

8 Potential Life-Threatening Situations in Everyday Life

The Internet provides endless convenience. You can find pretty much anything you could need with just a few clicks of a button. Whether it is a pair of shoes, groceries, furniture, a personal assistant, a copy of episode 67 of the 1980s hit show Three’s Company, a job, a nanny, a date — you name it, it’s all there. It’s so simple to find what you need that many people go to the Internet before going anywhere else. And where do they do their research before making a big purchase or hiring decision? The Internet.
According to a December 2012 Pew study, 81% of American adults use the Internet, and of those in 2010 and 2011:
  • 78% looked for information online about a service or product they were thinking of buying.
  • 71% bought a product.
  • 56% looked online for information about a job.
  • 53% use online classified ads or sites like Craigslist.
Prior to the World Wide Web, when someone needed a product or service, they likely turned to friends, family, and colleagues for referrals. This way, there was a direct human connection to that person, increasing trustworthiness. But today, none of us really know who’s on the other side of that computer screen. It’s easier to lie when you’re not looking someone in the face. It’s even easier for a criminal to lie.
There’s a ton of horror stories out there about hiring nannies and employees, answering to Craigslist ads, and online dating. Although it’s frightening, when you think about it, these horror stories make up a very small percentage of transactions that occur on the Internet every single day. We don’t ask that you quit taking advantage of the convenience offered by today’s technology, we just ask that you’re careful and consider doing a little research about a persona or seller before risking your life, and wallet.
font: http://backgroundchecks.org/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Alckmin cria bônus para policial que diminuir criminalidade

Policiais terão metas de redução de crimes em sua área de trabalho.
Projeto prevê bônus de até R$ 10 mil.
fonte da imagem: arquivo pessoal

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (22), em entrevista ao Bom Dia São Paulo, o pagamento de bônus aos policiais civis e militares que conseguirem reduzir os índices de criminalidade em suas áreas de atuação. O bônus será de R$ 4 mil semestrais para cada policial, mas poderá chegar a R$ 10 mil.
As metas de redução da criminalidade que os policiais deverão seguir ainda não foram definidas. Elas serão determinadas em parceria com os institutos Sou da Paz e Falconi, através de um convênio com o governo do estado. O governador também não informou os critérios para a distribuição dos bônus.
 
saiba mais
 
"Vamos estabelecer as metas mais importantes para a população e, como resultado deste sistema de metas a serem atingidas por região, por tipo de delitos, é natural uma meritocracia, ou seja, uma bonificação. São um conjunto de medidas, vai até a criação de uma nova seccional em Campinas, um novo Deinter em Araçatuba", disse Alckmin sobre o pacote batizado de "São Paulo Contra o Crime" lançado nesta quarta.
Segundo ele, as metas e prazos da redução da criminalidade serão públicos. “Queremos resultado para a população na ponta, que é redução dos indicadores de criminalidade. É um misto: de um lado carreira, salário; de outro, estímulo", destacou.
Alckmin anunciou ainda o aumento do efetivo da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. A Polícia Civil deverá ganhar cerca de 3 mil novos agentes. Já a Polícia Técnico-Científica terá um incremento de 62%. “Serão ao todo 4.600, praticamente, policiais a mais nas polícias civil e técnico-científica", afirmou.
O governador pretende implantar as medidas no segundo semestre deste ano com o objetivo de diminuir os índices de criminalidade.
Quando questionado sobre o fim violência no estado, o governador disse que esse é um problema nacional. “Essa é uma guerra , é uma luta 24 horas, aliás, no país inteiro”, disse Alckmin.
Ele citou a responsabilidade do governo federal sobre a questão da segurança, a quem atribuiu omissão. “Uma situação geral: tráfico de drogas, tráfico de armas, omissão do governo federal, fronteiras totalmente abertas".
Sobre os índices de criminalidade no estado - alguns deles em alta -, Alckmin lembrou que em 2012 apenas São Paulo e Rio de Janeiro conseguiram baixas as estatísticas. Segundo ele, o número de homicídios, em alta desde julho do ano passado, cairá nos índices de violência em abril, que serão divulgados na próxima sexta-feira (25).
O governador anunciará oficialmente o novo pacote de segurança na manhã desta quarta, em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Tiros que atingiram traficante partiram de helicóptero da PCERJ afirma piloto


O corpo do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, apontado como chefe do tráfico nas favelas Coreia e Taquaral, em Senador Camará, e Vila Aliança, em Bangu, foi encontrado na madrugada deste sábado (12) dentro de um carro, ao lado de um colégio, próximo ao viaduto antigo de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Os tiros que atingiram o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, foram disparados de um helicóptero, disse neste sábado (12) o piloto da Polícia Civil Adonis Oliveira. Ele falou em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal do Rio, na Zona Portuária, da qual participam policiais militares, civis e federais, entre eles o comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel Alexandre Fontenelle.
url da imagem: http://www.pilotopolicial.com.br/wp-content/uploads/2012/05/matematico.jpg

Ao RJTV o subchefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, confirmou que os tiros partiram de um helicóptero. ”A Divisão de Homicídios esteve cedo no local e o delegado me afirmou que não há dúvidas de que os disparaos que atingiram não só o Matemático, mas como alguns de seus comparsas, partiram da aeronave”, disse.
O chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Federal, delegado João Luiz Araújo explicou que o trabalho em conjunto entre as polícias já vinha sendo desenvolvido há cinco meses. E que muitas vezes eles estiveram perto de prender Matemático, que ganhou esse apelido por ter sido o responsável pela contabilidade da quadrilha de Robinho Pinga, seu antecessor.
O delegado da DRE contou que recebeu informações de que o traficante estava circulando pela Favela da Coreia num Logan prata, durante a operação realizada na noite de sexta-feira. Ele pediu o apoio do helicóptero da Polícia Civil para localizar o veículo pelo alto e da PM para fazer o cerco nas ruas do entorno da favela. Ao ter o carro identificado, os quatro homens que estavam dentro do carro começaram a atirar contra o helicóptero. Matemático foi morto por volta das 23h30, mas seu corpo só foi localizado em outro carro – o Gol preto – por volta das 5h30 deste sábado, por policiais do Batalhão de Choque da PM.
”Os disparos foram intensos e vinham não só do carro, mas de vários pontos da favela”, disse Araújo.
Adonis contou que para defender a aeronave, teve de abrir artilharia pesada contra o Logan onde estava o traficante.
“Eles estavam a cerca de 100km/h na favela, tentando fugir do cerco e disparavam contra a aeronave. Para interceptá-lo baixamos a uma altitude que variou de 20 a 60 metros para que nenhum barraco fosse atingido pelos tiros disparados pelos policiais que estavam na aeronave. Na tentativa de fugir, o Logan bateu num muro. Três homens conseguiram fugir, mas tenho a impressão que Matemático ficou preso às ferragens e só pôde ser removido pelos comparsas mais tarde”, detalhou Adonis, informando que o traficante levou ao menos um tiro que atravessou suas costas e atingiu o joelho. O traficante tinha um torniquete improvisado com um cinto no joelho, quando o corpo foi encontrado no Gol preto.
Além da morte do traficante, um outro suspeito foi preso na operação desta sexta. Segundo o delegado Araújo, em cinco meses de operação até este sábado, 12 pessoas foram presas e foram apreendidos cinco fuzis, uma metralhadora, três pistolas, cinco granada, 14 carregadores, 177 munições de calibres variados, seis radiotransmissores, 300 quilos de maconha, pouca quantidade de cocaína e 1580 pedras de crack.
Fonte: G1/RJ
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Brasil é OURO no SniperWeek 2013

fonte da imagem: http://www.cbc.com.br/
O “SniperWeek” é um evento único de treinamento para forças especiais, militares e policiais. São dois dias de palestras e apresentações em sala de aula e mais dois dias de intenso treinamento e a prova Snipercraft Challenge composta por oito etapas.
Organizado pela empresa Snipercraft juntamente com a ASA – American Sniper Association, o SniperWeek é reconhecido mundialmente como uma referência pelo alto grau técnico exigido de seus participantes, geralmente de equipes oriundas de grupos de SWAT ou Unidades de Forças Especiais Militares, sendo que nunca em seus 21 anos de história teve um vencedor que não fosse dos Estados Unidos.
Em 2012, a dupla Vicente Paulo Ancona e Carlos Henrique Mendes Navas conquistou o 4º lugar, o que já foi motivo de muito orgulho. Agora em 2013, a dupla brasileira, superou 37 equipes e consagrou-se campeã, com 12% de diferença em relação ao 2º lugar.
A conquista do 1º lugar na competição comprovou aos especialistas a força e qualidade da nossa marca CBC / Magtech. Mais uma vez a CBC com muito orgulho fez parte deste sucesso, patrocinando e fornecendo ao Vicente Ancona as munições Sniper1 da série Tactical CBC .223 HPBT – 69gr.
Nota: Vicente competiu com um fuzil DPMS, com raiamento 1:9”, cano de 16” e luneta Night Force 5,5 x 22 x 56 mm – retículo NPR-1.

Alexandre Pinheiro Mourão
Gestão de Negócios Institucionais - CBC
fonte: http://www.cbc.com.br/

sábado, 20 de abril de 2013

Boston bomb suspect Dzhokhar Tsarnaev captured but remains seriously ill and unable to be questioned

The 19-year-old was arrested following a shootout with police after being found hiding in a boat in a back yard in the Boston suburb of Watertown

image font: http://www.mirror.co.uk/
The second Boston bombing suspect is seriously ill in hospital and unable to be questioned after police caught him alive following a manhunt which shut down the city.
Dzhokhar Tsarnaev, 19, was arrested following a shootout with police after being found hiding in a boat in a back yard in the Boston suburb of Watertown.
He was taken away on a stretcher and was admitted to hospital in a serious condition with unspecified injuries, police said.
News of his capture led to jubilant celebrations at the scene and across the city.
US President Barack Obama said Dzhokhar's capture "closed an important chapter in this tragedy".
But he acknowledged that many unanswered questions remain about the motivations of the two men accused of perpetrating the attacks that unnerved the nation.
"The families of those killed so senselessly deserve answers," said Mr Obama, branding the suspects "terrorists".
Dzhokhar's 26-year-old brother Tamerlan, was killed yesterday in a furious gun battle as the pair tried to escape police.
The brothers are suspects in Monday's marathon bombings, which killed three people and wounded more than 180.
The men are also suspected of killing a Massachusetts Institute of Technology police officer on Thursday.
The authorities in Boston had suspended all public transport and warned close to a million people in the city and some of its suburbs to stay indoors as the hunt went on.
Police later wrote on Twitter: "CAPTURED!!! The hunt is over. The search is done. The terror is over. And justice has won. Suspect in custody."
A crowd gathered near the scene where Dzhokhar was arrested let out a cheer when spectators saw officers clapping.
"Everyone wants him alive," said Kathleen Paolillo, a 27-year-old teacher who lives in the area.
Boston Mayor Tom Menino tweeted: "We got him."
During a long night of violence, the brothers killed police officer Sean Collier, severely wounded another officer and hurled explosives at police in a car chase and gun battle.
The suspects were identified by law enforcement officials and family members as Dzhokhar and Tamerlan Tsarnaev, ethnic Chechen brothers who had lived in the Dagestan region in southern Russia.
Uncle Ruslan Tsarni, from Maryland, pleaded on live television: "Dzhokhar, if you are alive, turn yourself in and ask for forgiveness."
Boston Police Commissioner Ed Davis had said earlier: "We believe this man to be a terrorist.
"We believe this to be a man who's come here to kill people."
The bombings on Monday killed three people, including an eight-year-old boy.
State Police spokesman Dave Procopio said police realised they were dealing with the bombing suspects based on what the two men told a carjacking victim during their getaway attempt overnight.
Police said three other people were taken into custody for questioning at an off-campus housing complex at the University of Massachusetts at Dartmouth where the younger man may have lived.
Up until the younger man's capture, it was looking like a grim day for police. As night fell, they announced that they were scaling back the hunt because they had come up empty-handed.

But then a break came in a Watertown neighbourhood when a homeowner saw blood on his boat, pulled back the tarpaulin and saw the bloody suspect inside, police said.
Shortly before Dzhokhar Tsarnaev's capture, the White House said Mr Obama had spoken by phone with Russian President Vladimir Putin about the investigation.
Mr Obama "praised the close co-operation that the United States has received from Russia on counter-terrorism, including in the wake of the Boston attack," the White House said in a statement.
Chechnya has been the scene of two wars between Russian forces and separatists since 1994, in which tens of thousands were killed in heavy Russian bombing. That spawned an Islamic insurgency that has carried out deadly bombings in Russia and the region, although not in the West.
The older brother had strong political views about the US, said Albrecht Ammon, 18, a downstairs-apartment neighbour in Cambridge.
He quoted Tamerlan Tsarnaev as saying that the US uses the Bible as "an excuse for invading other countries".

terça-feira, 19 de março de 2013

Exemplo de solidariedade que rodou o mundo

O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo graças a uma turista do Arizona que registrou com a câmera de seu celular e postou no Facebook a imagem de um ser humano agindo ...com humanidade.
 

Tudo começou quando o Larry DePrimo um policial de Nova York de 25 anos fazia sua ronda normal pela 7º Avenida na altura da Rua 44...
DePrimo, observou sentado numa calçada um morador de rua que tremia de frio...
Sem ter com que se cobrir e descalço o homem tentava se aquecer mantendo-se encolhido e silencioso.
Diante da cena, o jovem policial se aproximou olhou, deu meia volta, entrou uma loja e com o dinheiro que carregava em seu bolso, comprou um par de meias térmicas e uma bota de inverno – gastou 75 dólares.
De volta à presença do morador de rua, DePrimo, lhe entregou as meias e as botas.
O homem, segundo DePrimo, deu um sorriso de orelha a orelha e lhe disse:
“Eu nunca tive um par de sapatos em toda a minha vida”.
No entanto, o gesto não se conclui na entrega do presente...
Percebendo que o morador de rua tinha dificuldade em se mover, o policial se agachou, colocou as meias, as botas, amarrou os cadarços e pergunto: ficou bom?
A resposta foram dois olhos felizes, lagrimejados e um novo sorriso.
Ao se despedir, DePrimo perguntou se o homem queria um copo de café e algo para comer...
“Ele me olhou e cortesmente declinou a oferta. Disse que eu já havia feito muito por ele”.
Aqui deveria ser o fim da cena.
O pano cairia e todos iriam para casa...
Mas não foi.
Jennifer Foster, autora da foto, foi para casa abriu seu computador e postou em sua página a foto e escreveu o seguinte texto, dirigido ao Departamento de Policia de Nova York.
“Hoje, me deparei com a seguinte situação. Caminhava pela cidade e vi um homem sentado na rua com frio, sem cobertor e descalço. Aproximei-me e justamente quando ia falar com ele, surgiu por trás de mim um policial de seu departamento.O policial disse: ‘tenho umas botas tamanho 12 para você e umas meias. As botas servem para todo tipo de clima. Vamos colocar’?”
“Afastei-me e fiquei observando. O policial se abaixou, calçou as meias no homem, as botas e amarrou seus cadarços. Falou alguma coisa a mais que não entendi, levantou e falou, cuide-se”.
“Ele foi discreto, não fez aquilo para chamar a atenção, não esperou reconhecimento, apenas fez”.
“Se foi sem perceber que eu o olhava e que havia fotografado a cena. Pena, me faltou coragem para me aproximar, lhe estender a mão e dizer obrigado por me fazer crer que a policia que sonho é possível”.
“Bem, digam a ele isso por mim”.
Jennifer Foster.
Em poucas horas, o texto e a foto de Jennifer pipocaram por todo o território americano e por boa parte do mundo.
Larry DePrimo, soube por um colega que lhe telefonou para contar...
Quando voltou ao trabalho e se preparava para sair às ruas foi chamado por seus superiores, ouviu um elogio, recebeu abraços de seus companheiros e quando seu chefe lhe disse que o departamento iria lhe ressarcir o dinheiro gasto de seu próprio bolso, Larry recusou e disse: “Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”.
Fonte: Elmundo.es/Nueva York e Newsday.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Karate Kyokushinkai


 
link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=zkP4TI7FSes

 Kyokushin (極真), ou Kyokushinkaikan (極真会館), é um estilo de caratê desenvolvido pelo coreano Masutatsu Oyama. É um dos estilos mais novos, e foi criado com ênfase no condiconamento físico/mental do praticante. O significado do nome diz que o estilo pretende alcançar as verdadeiras raízes do caratê como arte marcial, pois seu fundador julgava que o escopo pretendido pelos grandes mestres tinha-se olvidado à época.[1] As técnicas do estilo refletem sua proposta, os treinos são duros e ostensivos e a prática de luta pretende ser fluida; mesclam-se as técnicas lineares, do estilo Shotokan, e as circulares, do Goju-ryu.[2]. Alguns praticamente notáveis são: Sonny Chiba, Sean Connery, Glaube Feitosa, Francisco Filho, Andy Hug, Hajime Kazumi, Katsunori Kikuno, Bobby Lowe, Dolph Lundgren, Akira Masuda, Shokei Matsui, Kenji Midori, Glen Murphy, Andrews Nakahara, Nicholas Pettas, Bas Rutten, Semmy Schilt, Tiger Schulmann, Georges St-Pierre, Ewerton Teixeira, Michael Jai White, Terutomo Yamazaki

História

Como sucedeu com a grande maioria das linhagens de aprendizado do caratê, o surgimento do estilo Kyokushin está intimamente atrelado à história de seu fundador, o mestre Oyama, que de origem vilarealense nasceu em 1923 no sudoeste da Coreia do Sul a 300km de Seul. Após uma infância marcada pelas zaragatas com os seus colegas, o jovem Hyung Yee começa a treinar com um trabalhador da propriedade dos seus pais, perito em artes marciais. Devido à sua irreverência, aos quatorze anos, o seu pai envia-o para a escola militar de Yamanashi no Japão.
Em 1937, durante Segunda Guerra Sino-Japonesa, a região é absorvida pelo ambiente beligerante, transformando-se num autêntico campo de concentração. O jovem coreano decide aprender rapidamente a língua japonesa. E, durante os dois anos que esteve em Yamanashi, treinou caratê do estilo Shotokan. Mas estes treinos desenvolvidos naquele sítio não o convencem, fazendo-o encaminhar-se para Tóquio seguir o ensino dos maiores mestres, entre os quais sensei Funakoshi. Em dois anos e contando dezoito anos de idade, Oyama recebeu o segundo grau (nidan). Aos vinte, recebeu o quarto grau (yondan).[3]
Sucedeu, em razão da discordância a cerca do trabalho muito rígido e linear, que o rapaz deixaria o local de treino e o estilo. Calhou, contudo, de durante o serviço militar na região do Pacífico, o jovem encontrar um praticante do estilo Goju-ryu, também de origem coreana, sob o qual passou a treinar.[4]
Após a Segunda Guerra Mundial, durante o período da ocupação do Japão pelos aliados, o Hotel Sarno, em Tóquio, é palco de uma festa. A noite estava animada, quando a tensão sobe subitamente, surpreendendo tudo e todos. Dois homens discutiam na pista. O japonês, grande e ágil, o seu rival, um coreano compacto, descontraído e sereno. Enquanto discutiam, o japonês mete, lentamente, a mão à cintura e tira uma faca. Depois de avançar, lentamente, lança-se, bruscamente, sobre o seu adversário. Numa fracção de segundo, o coreano bloqueia o ataque e deflagra um violento golpe ao seu rival. O japonês morreu imediatamente. Este incidente decide, definitivamente, a vida futura do jovem Hyung Yee que tinha então 24 anos.[4]
Masutatsu Oyama (nome que escolhera), decide então exilar-se para meditar na solidão dos montes Kyiosumi. Impõe a si próprio, disciplina e treino muito rigorosos. Importa das formas antigas coreanas, o trabalho de pernas, às quais acrescenta o ashi barai (rasteiras) e os ataques às pernas. O estilo Goju-ryu inspira-o para o trabalho respiratório e as técnicas de punhos. O Shotokan, princípios do movimento linear e acrescenta, para os mais graduados, as formas circulares do Taikiken do mestre Kenichi Sawai.
Depois de dezoito meses de isolamento, retorna e já não é o mesmo carateca. Com punhos como martelos, suficientes para esmagar a carne e os ossos dos seus adversários, considerando não ter rival à altura na raça humana, decide testar a sua força e capacidades contra um touro e partir: tijolos; garrafas; pedras; árvores, etc..., com as mãos nuas. Combatera, durante a sua vida, contra 52 touros, contentando-se em partir-lhes os chifres em shuto uchi (sabre da mão), matará três touros.
Em 1947, vence o primeiro «All Japan Tournament» realizado em Quioto, no ginásio Kamyama, que reunia todos as escolas de caratê. As regras eram simples: não existiam regras. Para o jovem coreano era a oportunidade, única, de provar a eficácia dos seus treinos.
Em 1952, empreende uma viagem triunfante de demonstrações e desafios nos Estados Unidos e, depois através da Ásia. Nessa viagem, o mestre combate contra lutadores praticantes das mais diversas modalidades de artes marciais, como judô, caratê, boxe, boxe tailndês etc., vencendo a todos. Dos 270 desafios venceu a maioria dos seus adversários com um só golpe. Um combate nunca durava mais de três minutos, necessitando apenas de alguns segundos para os dominar.
A despeito de serem bastante disseminados, alguns fatos são contestados por proeminentes figuras.[carece de fontes] O que pode ser devido a discrepâncias de informações e fontes, como as que apontam que o período de isolamento foi de três anos.[5]
Oyama é considerado imbatível nessa época. Em 1960, o periódico New York Times considera-o «o homem mais duro do mundo».
É em 1957, três anos após a abertura do seu primeiro dojô, que Mas Oyama cria a organização "Kyokushinkai". (literal: associação, escola da última verdade). O 1º Torneio Kyokushinkai foi organizado nas ilhas do Havaí por Edwar Lowe que Mas Oyama apelidava de "meu irmão". Mas Oyama estará presente e faz uma demonstração.
Em 1960, na segunda edição do torneio, estarão presentes 16 países. Em 1964, Mas Oyama cria a "IKO". Neste mesmo ano, algumas escolas Tailandesas lançam um desafio às organizações japonesas. Só a escola "Kyokushinkai" responde afirmativamente. Mas Oyama escolhe os alunos e, no dia 17 de Fevereiro de 1966, após vários adiamentos realiza-se o desafio. A equipa "Kyokushin" vence e de volta ao Japão são recebidos como verdadeiros heróis.
Só em 1969 Mas Oyama organiza, em Tóquio, o "1º Kyokushin All Japan Tornament". Em 1975, Mas Oyama está em condições de organizar o "1º Campeonato do Mundo em Tóquio". Trata-se de um campeonato aberto a todos os estilos, sem categorias de peso e combates ao KO sem proteções. Desde então, é realizado todos os quatro anos. O sucesso e a reputação destes campeonatos é de tal ordem que várias escolas serão influenciadas a organizarem provas semelhantes, incluindo vários dissidentes de Mas Oyama. No Japão e depois em todo o mundo, Masutatsu Oyama soube dar a conhecer o "Kyokushinkai" através da publicação de alguns livros.
Masutatsu Oyama faleceu em abril de 1994, após uma vida dedicada ao caraté. O "Kyokushinkai" perdeu o seu pai, mas continua muito forte em todo o mundo com a sua filha. Houve rumores e boatos de haver um suposto herdeiro testamentario de mestre Oyama, Mestre Shokei Matsui, nomeado director (Kancho) pela organização mundial.

No Brasil

O Kyokushin no Brasil foi introduzido pelo Shihan Seiji Isobe, que começou a praticar a modalidade aos quinze anos de idade e conheceu o mestre Mas Oyama quatro anos depois. Aos 21 anos, desistiu da carreira de engenheiro agrônomo e passou a trabalhar como instrutor na matriz Kyokushin-kai, em Tóquio.
A convivência com os veteranos na academia durou dois anos e meio e, nesse ínterim, o mestre conseguiu graduar-se como 2º dan. Depois, retornou a sua cidade natal, Fukui-ken, para abrir uma dojô. Ao final de várias viagens, chegou-se a um consenso de o destino final seria o Brasil. Aonde temos grandes vencedores, alguns até famosos no meio das artes marciais ainda muito jovens na década de 90 como André Luiz Pereira Dias (Yamato), Juliano Reis e Otavio Santos que na epóca ainda adolescentes apresentavam grandes combates até hoje lembrados como ´´batalhas de Katatê``.Mas após anos foram aparecendo outros Talentos e outros icones jovens ao redor do mundo.
Em 10 de outubro de 1972, Sensei Isobe, no Aeroporto Internacional de Viracopos, por Campinas, em São Paulo, chega enfim ao Brasil. Sem saber ao certo onde estava e sem falar ou entender uma palavra em português, seguiu os demais passageiros até chegar ao portão de desembarque, quando ouviu dizerem “OSSU”.
Palavras do mestre:[7]
Cquote1.svg Só então senti que estava no aeroporto de Viracopos de verdade, e me veio a lógica de que São Paulo era um lugar amplo e repleto de oportunidades. Minha maior surpresa aconteceu chegar ao centro de São Paulo e me deparar com altos prédios aglomerados e uma infinita quantidade de carros correndo para todos os lados.
Pela primeira vez em minha vida, fiquei inseguro. Estava fadado a ficar num país desconhecido, cujo idioma não sabia nem uma palavra.
Porém, com o tempo, passei a conhecer os costumes do Brasil, e os próprios alunos da academia me ensinaram o idioma português.
Hoje, posso dizer que meu maior aprendizado foi o de gostar deste país que é vinte e cinco vezes maior que minha terra natal, o Japão.
Descobri que, no Brasil, a lei é o calor humano. Aqui, reina o homem, enquanto que, no Japão, o homem concorre com o tempo e com as máquinas. Aos poucos, percebi que o povo daqui jamais seguiria os princípios japoneses, o que me fez tomar a primeira grande decisão: ficaria no Brasil de três a quatro anos e, depois, retomaria a meu país de origem.
Passados seis meses, coloquei-me em xeque novamente. Lembrei as palavras do mestre Mas. Oyama:
O que você vai fazer voltando a um país tão pequeno e apertado se aí, no Brasil que é 25 vezes maior, é certo que terá mais chances? Gostaria que você ampliasse os princípios do Kyokushin na América do Sul e que se servisse de base para a introdução desta atividade...".
Comecei a pensar também nas palavras meus alunos brasileiros:
Já estávamos acostumados com seus métodos. Se ficar apenas quatro anos conosco e, depois, retornar ao Japão, nos encaminharão um outro e nós nunca saberemos em quem confiar ou de quem seguir os passos...".
Resolvi, então, fazer uma aposta comigo mesmo. Veria até onde conseguiria chegar e o que conseguiria fazer para que o Kyokushin se tornasse conhecido por todos.
Em agosto de 1973, meu objetivo estava traçado. A partir de então, passei a me dedicar intensamente à descoberta de meios para aprimorar o ensino do Kyokushin e fazer com que os adeptos confiassem em mim e seguissem meus passos. Queria fazer nascer, na América do Sul, atletas de nível, capazes de enfrentar adversários de diversos países.
Após anos de árduos treinos e de convivência com vários alunos, surgiram muitos e esplêndidos praticantes, mas ninguém conseguiu superar ou mesmo se igualar ao nível técnico de dois atletas: Francisco Filho e Glaube Feitosa.
Desde o início, ambos cresceram como grandes atletas, disputando as primeiras posições com caratecas de nível internacional. Em 1999, Francisco Filho sagrou-se campeão mundial, concretizando, assim, um de meus objetivos quando vim ao Brasil.
Filho e Feitosa deixaram um caminho a ser trilhado por outros brasileiros, como Ewerton Teixeira, por exemplo, franco favorito a vencer o mundial de 2007.
Mas, para fazer com que os competidores brasileiros atingissem esse nível, e se tornassem atletas renomados e de grande respeito, além de meu empenho, foi fundamental o apoio do coronel Reizo Nishi. Não poderia deixar de citar, ainda, o amigo de mais de trinta anos, capitão Mário Ueti.
Agradeço, também, à família Okamoto pelos conselhos e, principalmente à família que constituí aqui no Brasil, que soube me compreender sem contradizer minhas reclamações.
Devo ressaltar o amparo recebido por parte de todos os superintendentes desta modalidade, instrutores e alunos que participam ou um dia participaram da família Kyokushin.
Cquote2.svg
Shihan Seiji Isobe
Após 1994 quando o mestre Oyama morreu no Japão, a Organização Kyokushin se dividiu, devido a falsificação da assinatura do Sr. Yoshiaki Umeda que era o Diretor Geral, pelo Sensei Shokei Matsui outro diretor, cargos de confiança do falecido Mestre Oyama. Isso destruiu a reputação e a família do Mestre. Além disso o direito da família do Mestre Oyama.

Características

O estilo Kyokushin, segundo quer dizer seu nome, busca a verdade e a realidade. Fundamentado em técnicas compactas e eficazes visa nocautear o indivíduo com um único golpe (Ichigeki), aplicado com força espetacular. Através deles, atraem ondas de dinamismo e criam vagalhões de potência.
Também tem como intuito tonificar os musculos, melhorar a resistência aeróbica, a flexibilidade, postura e controle emocional.
A sua filosofia, baseada no budo, o código ético dos guereiros japoneses, tem por princípio a disciplina rígida dos seus próprios atos, na compreensão dos limites alheios, no respeito aos pais e superiores e na fidelidade aos seus ideais.
Os combates tendem a resolver-se por nocaute. As provas de quebramento e resistência querem desenvolver a força de vontade. Kihon e kata são peças importantes, permitindo a cada um progredir na arte marcial. O estilo pretende ser mais do que uma arte de combate, mas uma escola dotada de uma fabulosa riqueza técnica, onde a humildade é rigorosa, onde o respeito por si próprio se adquire no respeito do próximo, onde o mental se consegue com a disciplina e com o rigor necessário nos treinos.
Lista de kata: Taikyoku sono ichi, Taikyoku sono ni, Taikyoku sono san, Pinan sono ichi, Pinan sono ni, Pinan sono san, Pinan sono yon, Pinan sono go, Yansu, Tsuki no kata, Kanku dai, Sushiho, Sanchin, Gekisai dai, Gekisai sho, Tensho, Saifa, Seienchin, Garyu, Seipai.[8]

Graduação

Branca - 10º Kyu Ceinture blanche.png
Laranja - 9º Kyu Ceinture orange.png
Azul - 8º e 7º Kyu Ceinture bleue.png
Amarela - 6º e 5º Kyu Ceinture jaune.png
Verde - 4º e 3º Kyu Ceinture verte.png
Marrom - 2º e 1º Kyu Ceinture marron.png
Preta (1º ao 10º "Dan") Ceinture noire.png

Referências

  1. About Karate Styles (em inglês). Página visitada em 20.nov.2010.
  2. Masutatsu Oyama. Página visitada em 08.abr.2012.
  3. Sosai Mas Oyama (em inglês). Página visitada em 08.abr.2012.
  4. a b Mas Oyama, founder of kyokushin karate (em inglês). Página visitada em 08.abr.2012.
  5. Mas Oyama's Life and History (em inglês). Página visitada em 08.abr.2012.
  6. Iko Sosai Kyokushinkaikan (em japonês). Página visitada em 23.nov.2011.
  7. Kyokushin Karate - Liberdade Dojo :: Matriz da América do Sul. Página visitada em 24.nov.2010.
  8. Kyokushin Katas (em inglês). Página visitada em 08.abr.2012.

Ligações externas

fonte da matéria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kyokushin

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A filha da Índia

url da imagem: http://m.ruvr.ru/data/2013/01/03/1281371770/4h_50644919.jpg

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*

A morte de uma jovem, vítima de estupro coletivo na cidade de Nova Délhi, na Índia, em dezembro de 2012, repercutiu em todo o mundo, de forma inusitada, seja pelo seu ineditismo, seja pela reação coletiva provocada em um país de mais de um bilhão e duzentos milhões de habitantes. A psicologia das multidões desempenhou importantíssimo papel nesse macabro episódio de violência contra mulheres jovens.
Os autores, presos pela polícia indiana, logo após os fatos, foram imediatamente indiciados e formalmente denunciados pela polícia, acusados de crimes que podem vir a ser punidos com a aplicação de pena capital. Por mais estranho que possa parecer ao leitor, a denúncia do crime é formulada, na Índia, pela própria polícia, e não pelo Ministério Público, como no Brasil, o que não significa que o órgão ministerial deixará de atuar no caso. Muito pelo contrário. Após o recebimento da denúncia, ofertada pela polícia, o Ministério Público ingressa na ação penal indiana em condições idênticas à da defesa dos acusados. A Índia segue o modelo processual inglês do Royal Prosecutor, do acusador real, cujo desempenho pode ser visto no filme "Testemunha de acusação", com Tyrone Power, Marlene Dietrich e Charles Laughton, em inesquecíveis papéis.
Todavia, não nos move o propósito de escrever um artigo sobre policiologia ou sobre processualística criminal mas, sim, analisar ainda que à distância, alguns aspectos que poderão, de repente, contribuir para o aperfeiçoamento de nossas instituições, no que tange à repressão dessa modalidade de crime hediondo que choca a todos, inclusive aos encarcerados.
Todos aqueles que leram o noticiário a respeito da jovem vítima, que veio a falecer, ainda que tendo sido removida para um hospital de referência em Cingapura, não deixaram de perceber que o crime provocou violenta reação da população nas principais cidades indianas, notadamente em Calcutá, Hyderabad e Mumbai, a antiga Bombaim, além de Nova Délhi, cenário do crime.
Qual o segredo da República da Índia, com uma população superior a 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, apesar do crime que vitimou a "filha da Índia", apresentar índices de criminalidade insignificantes? Em primeiro lugar, deve-se levar em conta que a religião é forte instrumento de controle social e que o hinduísmo, o islamismo, o cristianismo, o budismo e o siquismo colaboram para que a Índia apresente baixíssimos índices de criminalidade. Nação milenar, apesar da diversidade religiosa, onde a minoria católica é superior a 200 milhões de fiéis, tem na família um forte aliado no combate ao crime. O modelar sistema policial-judiciário, aliado a uma exemplar execução penal, fazem com que aquela nação, que tem, em média, 240 habitantes por quilômetro quadrado, possa apresentar ao mundo índices extremamente baixos de criminalidade. A forca, que um dos assassinos da "filha da Índia" disse merecer, é um dos maiores dissuasores da delinquência. Ademais, representa humilhação extrema para qualquer um de seus filhos, como pudemos constatar quando ali estivemos a serviço.
Todos aqueles que leram a infausta notícia  da morte da estudante de fisioterapia, de 23 anos, que foi estuprada e espancada até a morte, no interior de uma falsa van de passageiros,  devem ter se surpreendido com as estatísticas oferecidas pela imprensa internacional. Em um país de 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, foram registrados, em 2011, 256.329 crimes violentos, dos quais 90% cometidos contra mulheres. São números oficiais, que, ao mesmo tempo que nos consolam, causam espanto  uma vez que vitimizam mulheres, em sua maioria. A Índia não possui legislação equivalente a nossa Lei Maria da Penha.
De qualquer forma o criminoso, na Índia, sabe que o país possui rigorosa execução penal e que os mais cruéis assassinos acabam sempre dançando na ponta da corda da forca.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é Delegado de Polícia e Professor da Academia de Polícia do Estado de são Paulo