sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Preso assaltante que fez 'live' enquanto roubava veículos na Zona Oeste do Rio

 

Foto: reprodução

O assaltante Marlon Oliveira dos Santos, de 22 anos, foi preso temporariamente na manhã desta sexta-feira por agentes da 34ª DP (Bangu). Na última semana, o criminoso fez uma live no Instagram enquanto cometia um roubo na Avenida Santa Cruz, no acesso ao Viaduto do Lameirão, na Zona Oeste do Rio. A postagem chegou até a polícia, que passou a investigar o caso. Marlon foi encontrado a partir de um levantamento de dados, e detido na Avenida Ribeiro Dantas, em Bangu.

Na gravação, que viralizou nas redes sociais, o assaltante, que está de boné e armado, sai de um carro num engarrafamento e corre para o veículo branco logo atrás gritando “Desce, porra!”. Em seguida, a vítima deixa o carro. Nas imagens, também é possível ouvir quando o assaltante ainda ameaça outra pessoa que não aparece no vídeo.

Segundo a Polícia Civil, Marlon teve ajuda de outros criminosos da Vila Aliança para roubar os veículos. Em nota, a Polícia Militar chegou a afirmar que “o 40ºBPM (Campo Grande) tomou conhecimento do fato e do vídeo após o acontecimento do mesmo” e que “o policiamento e as abordagens foram reforçadas nesta região da Avenida Santa Cruz”.

Fonte: https://esportes.yahoo.com/noticias/preso-assaltante-que-fez-live-143559322.html


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Vítimas de chacina em bar na tarde de domingo em Sinop são identificadas e polícia ‘caça’ assassinos

 


As sete pessoas mortas durante a chacina no final da tarde dessa terça-feira (21) em um bar de Sinop, (a 503 km de Cuiabá), foram identificadas pela Polícia Civil. Elas foram assassinadas com tiros à queima-roupa por Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, e Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, por perder um jogo de sinuca. Os criminosos usaram uma arma curta e uma espingarda calibre 12, e estão foragidos. Seis pessoas morreram na hora, inclusive uma menor de 12 anos, e outra morreu no final da noite em um  hospital do município.

A Polícia Militar informou que os criminosos participavam de um jogo de sinuca apostando dinheiro e haviam perdido uma partida. Eles voltaram com mais uma quantia e perderam, novamente. Pessoas no estabelecimento fizeram piadas com eles, ainda segundo as informações da polícia, o que teria motivado o crime.

Vítimas

Larissa Frasao de Almeida – 12 anos

Orisberto Pereira Sousa – 38 anos

Adriano Balbinote – 46 anos

Getúlio Rodrigues Frasão Júnior – 36 anos

Josué Ramos Tenório – 48 anos

Maciel Bruno de Andrade Costa – 35 anos

Elizeu Santos da Silva – 47 anos. Este último chegou a ser socorrido com vida, mas morreu no hospital


Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, e Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, foram identificado pela Polícia Civil como os autores do crime

https://odocumento.com.br/vitimas-de-chacina-em-bar-na-tarde-de-domingo-em-sinop-sao-identificadas-e-policia-caca-assassinos/


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Exclusivo: Marcos do Val, o senador do grampo contra Moraes, e a farsa de um brasileiro na SWAT, por Luiz Carlos Azenha

Senador ganhou fama no Brasil como "instrutor da SWAT", se elegeu na onda bolsonarista em 2018, no entanto dossiê de soldados dos Estados Unidos denuncia uso indevido da instituição por Do Val, que nunca foi policial


Por Luiz Carlos Azenha

Ele já foi fardado duas vezes ao programa de Jô Soares, no SBT e na Globo. Convidado de Danilo Gentili, compareceu ao estúdio com o colete que tem um imenso SWAT escrito no peito, além da palavra “instructor” em inglês. Além disso, pendurou bem visível o símbolo de sua empresa, o CATI, e fez merchan da Action X, que se apresenta como a principal fornecedora de equipamentos para a prática de airsoft, jogo em que são disparados projéteis fake, de plástico.

Mas, não foi só. Ao lado de Sabrina Sato, que portava um fuzil fake, Marcos do Val, com uma vistosa camisa amarela – com “instructor”, sempre em inglês, escrito nas costas – comandou diante das câmeras o que definiu como “progressão em área de risco”.

No Facebook, tem hoje mais de 3,8 milhões de seguidores, boa parte dos quais angariou antes de ser eleito senador pelo Espírito Santo, em 2018, com 863.359 votos, na onda do bolsonarismo.

Marcos do Val e Sabrina Sato, em 2016. (Foto: Reprodução/Facebook @marcosdoval

Tendo sua trajetória catapultada pelo fato aparentemente extraordinário de ser instrutor da SWAT nos Estados Unidos, Marcos do Val queria abrir a CPI do Terrorismo na Câmara, Senado ou na Câmara Distrital de Brasília para provar que o governo Lula sabia com antecedência que as sedes do Congresso, do STF e o Palácio do Planalto seriam atacadas no dia 8 de janeiro.

“O Presidente Lula, após ter ciência dos atos de vandalismo que seriam praticados [...] solicitou, de última hora (no sábado), aeronave presidencial com destino ao interior de São Paulo”, ele postou em sua página no dia 24 de janeiro.

Dias depois, deu entrevistas gravadas à revista Veja dizendo que o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu a ele que gravasse o ministro do STF Alexandre de Moraes.

“Ele é sem noção das consequências”, afirmou em relação a Bolsonaro, que teria dito a ele que o Gabinete de Segurança Institucional “ia me dar o equipamento para poder montar para gravar”.

Nos dias seguintes, Marcos do Val foi se desdizendo, até publicar um vídeo (obviamente, com o botton da SWAT na lapela do paletó) em que afirmou: “Tem repórter dizendo que o senador tá se contradizendo, que o senador tá tendo desequilíbrio emocional. Tudo isso é proposital. Falei para vocês sobre o good cop, bad cop, tem várias técnicas que são utilizadas. E eu tô fazendo uso de todas elas”.

No vídeo, ele disse que Jair Bolsonaro estava sendo comunicado de sua estratégia e chamou os filhos Flávio e Carlos de “parceiraços”.

Marcos do Val nunca foi policial

O que chama atenção, no entanto, é que ainda hoje o senador se escora num pretenso conhecimento de técnicas policiais nas quais ele seria especialista, o que é contestado por um grupo de militares dos Estados Unidos.

Embora muitos dos seus votos tenham sido obtidos com a defesa da segurança pública, a experiência militar do senador foi apenas a de ter servido como soldado no 38° Batalhão de Infantaria, em Vila Velha, na juventude.

Em sua biografia oficial, Marcos do Val diz que desenvolveu técnicas de imobilização a partir do aprendizado de aikido, no Japão, o que teria sido o embrião de sua empresa, o CATI (Centro Avançado em Técnicas de Imobilização), com base no Espírito Santo.

Em 2008, ele ganhou notoriedade ao aparecer no Fantástico, da TV Globo, como se fosse especialista em sequestros, criticando o comportamento da polícia paulista no caso Eloá, em que o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da polícia paulista tentou uma invasão desastrada do cativeiro que acabou na morte da refém.

No dia seguinte, Reinaldo Azevedo, próximo do governador de então, o tucano José Serra, polemizou com Marcos do Val:


“Parece ser também especialista na arte do engodo e da autopromoção”, acrescentou.

Foi além: “A SWAT não existe. A SWAT, assim, com artigo definido, não existe. Aos fatos: SWAT – sigla para Special Weapons and Tactics – é o nome convencional para grupos de operações especiais e de alto risco nas polícias americanas. Muitos nem têm esse nome”.

Isso é fato. Mas, atribuindo as críticas à amizade entre o jornalista e José Serra, Marcos do Val perseverou no ramo, até se eleger em 2018 com fama de durão contra o crime.

Com fuzil na mão, Marcos do Val consolidou imagem de treinador da polícia

Em 2015, no livro “Um brasileiro na SWAT”, de Ana Lígia Lira, o hoje senador apareceu em destaque na capa, vestido de preto e portando um fuzil. Sua imagem de guerreiro extraordinário, capaz até de treinar a polícia dos Estados Unidos, estava consolidada.

Capa do livro "Um brasileiro na SWAT", de Ana Lígia Maria

Ainda hoje, em seu perfil do twitter, o senador aparece numa montagem entre o símbolo da SWAT de Dallas, no Texas, e um blindado onde está escrito Dallas Police – ele veste uma camiseta escura onde também aparece o escudo da SWAT local.

A TTPOA é uma espécie de clube de policiais, uma entidade que não faz parte do aparato de Estado no Texas. 

Marcos do Val já foi denunciado como "uma farsa"

Em 2017, a Gazeta Brazilian News, que se anuncia como o principal jornal brasileiro da Flórida, deu voz a dois brasileiros que denunciaram Marcos do Val como “uma farsa”.

Lincoln Batista, cidadão americano que serviu ao Exército dos Estados Unidos no Afeganistão, foi um dos autores da denúncia.

Lincoln foi baseado nos fortes Hood e Lewis entre 2006 e 2017 e passou 9 meses em Cabul. Hoje, é reservista e vive em Huntsville, no Alabama.

Ele diz que não tem nenhuma pendenga pessoal ou comercial com Marcos do Val, apenas se revoltou por acreditar que o agora senador brasileiro cometeu crime que no Brasil seria equivalente a se fazer passar por policial.

“A SWAT é uma instituição que conta com os melhores policiais que são os que dão crédito à instituição. Mas, uma pessoa que foi contratada para dar aula de imobilização sair falando que é membro da SWAT, tirar fotos mostrando ‘police’ no uniforme e sem passar uma imagem clara do que realmente ele faz para a população é uma vergonha”, afirmou.

“Ele é instrutor de imobilização, mas não um membro da SWAT. Por isso, ele não utiliza arma de fogo, sendo que o trabalho dele não é policial. Mas a propaganda se passando por um policial está explícita. Não é culpa dele que o pessoal entende errado, mas ele passa essa imagem segurando armas como se fosse ferramenta de trabalho dele, mas não é”, acrescentou.

Lincoln se deu ao trabalho de montar uma página no Facebook, com outros colegas da área militar e de segurança, batizada de Stolen Valor Brasil, dedicada a “desmascarar falsos militares, policiais, veteranos e instrutores que falsificam suas credenciais”.

"Stolen Valor" é literalmente "valor roubado".

É uma referência à lei de 2005, assinada pelo presidente George W. Bush, que tornou contravenção punível por até seis meses de cadeia “o uso, manufatura ou venda não autorizada de qualquer condecoração ou medalha militar”.

A página, que chegou a 17.144 curtidas, foi tirada do ar no Brasil, segundo Lincoln por ação de Marcos do Val. Ele teria tentado processar o militar na Justiça do Espírito Santo, sem sucesso.

Mas, Lincoln insistiu: lançou outra página, a Stolen Valor Brasill, com dois eles, “dedicada à caça de embusteiros, falsários e estelionatários que se passam por policiais”.

Em troca de mensagens e por telefone, Lincoln reafirmou à Fórum as denúncias que vem fazendo contra Marcos do Val nas redes sociais desde 2016.

“Ele sempre bloqueia as pessoas que questionam. Uma das [perguntas] mais simples é: qual sua patente na SWAT? Não existe cargo de instrutor, instrutores aqui são os mais experientes e qualificados pelo departamento [de polícia]”, escreveu Lincoln.

O senador se desfez do CATI antes de assumir o seu primeiro cargo público. Mas, ainda é perseguido pela denúncia de que teria inflado o seu currículo.

No caso do Texas, ele diz que é membro honorário da SWAT da pequena Beaumont, uma cidade de apenas 120 mil habitantes que não é exatamente uma capital do crime.

Em Dallas, Marcos do Val de fato desenvolveu relações com integrantes da associação TTPOA, a organização sem fins lucrativos formada por policiais e veteranos que edita uma revista e promove cursos de aperfeiçoamento.


Embora a página do CATI na internet agora tenha acesso restrito, ainda está funcionando um perfil da empresa no Facebook.

A CATI International Police Training tem 22 mil seguidores e postou pela última vez em julho de 2018, ano em que Marcos do Val saiu candidato pela primeira vez na vida e se elegeu de forma surpreendente com apoio do bolsonarismo.

A página anunciou, ao preço promocional de U$ 2 mil, que faria um curso de “Super Swat” no Texas, entre 16 de abril e 5 de maio de 2017. O valor não incluía passagem aérea, alimentação, hospedagem e custos com o visto americano. Nela, aparecem ofertas de cursos em todo o Brasil.

As conferências nos Estados Unidos, no entanto, seriam dadas pela associação de policiais que não tem relação formal com a SWAT de Dallas.

Lincoln Batista sustenta que o acesso de Marcos do Val a policiais do Texas se deu por influência de um amigo, ex-militar e ex-policial da SWAT. A sede americana do CATI, segundo Lincoln, foi registrada num endereço ligado ao amigo de Do Val, em Lumberton, Texas, que fica a 20 quilômetros de Beaumont, onde o hoje senador conseguiu o título de membro honorário da SWAT por conta da influência do parceiro.

Em suas redes sociais, Marcos do Val se diz vítima de perseguição e argumenta que fez muitos inimigos ao defender a empresa brasileira Taurus, uma grande exportadora de armas para os Estados Unidos.

Uso da SWAT para ganhar dinheiro, diz dossiê

O soldado Lincoln e seus amigos prepararam um dossiê de 67 páginas com denúncias sobre o que consideram o uso inadequado da SWAT por um não policial, no caso do Val, para ganhar dinheiro.

Nas redes sociais, militares, ex-militares, policiais, ex-policiais, veteranos de guerra, atiradores e soldados da fortuna formam uma comunidade expressiva, que se organiza em torno de cursos e feiras de armamento.

Foi nesta comunidade que as denúncias contra Marcos do Val ferveram, a ponto dele publicar um vídeo em fevereiro de 2017 admitindo que nunca foi policial.


Um vídeo disseminado pela página do Stolen Valor, no entanto, mostra que em ao menos três ocasiões Marcos do Val disse ser policial.

 “Fui convidado para fazer parte do time, então trabalhei com a unidade cinco anos como policial”, diz ele numa entrevista gravada.

Em outro vídeo, uma pessoa pergunta se Marcos do Val é policial.

“Fui lá nos Estados Unidos durante cinco anos, hoje eu dou aula lá desde o ano de 2000, aula para a SWAT nos Estados Unidos”, responde.

No print de uma conversa por escrito que teve com um de seus questionadores, o hoje senador escreveu: “Camarada, acho que falta mais pesquisa sua. Veja na descrição do meu perfil, lá eu falo quem eu sou e o que faço. Apesar de ter sido policial por 5 anos aqui nos Estados Unidos, eu nunca falei que ainda sou”.

No dossiê organizado por Lincoln, consta uma visita que Marcos do Val fez a uma unidade policial de Paris, a convite do francês Alexandre Vigier. Do Val estava acompanhado por um PM do Paraná. Houve visita às instalações, exibição de técnicas de imobilização e torneios de tiro. O hoje senador deu de presente ao anfitrião uma caveira-símbolo do BOPE, o Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro.

Vigier, instrutor de tiro tático, gravou um vídeo depois de receber questionamentos sobre Marcos do Val em sua página.

“Conheci o Marcos do Val pelo Facebook. Eu achava que ele era policial, instrutor da SWAT”, ele disse.

“Na Europa, quando você diz que é instrutor da SWAT, você faz parte da instituição”, acrescentou.


Defesa dos EUA nega treinamentos da CATI a agentes

Ainda hoje, em sua biografia, Marcos do Val diz que sua empresa treinou agentes da NASA, FBI, Navy Seals e do Vaticano.

Lincoln Batista diz que seu grupo questionou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e em fevereiro de 2017 recebeu a resposta do setor de Operações Especiais do Comando Sul de que não há registro de que Marcos do Val tenha participado ou dado instruções às Forças Especiais do Exército ou ao pessoal da US Navy Special Warfare, que inclui os Navy Seals.

A Fórum questionou as entidades citadas por Marcos do Val em sua biografia, mas ainda não obteve resposta.

De acordo com o senador, ele recebeu dois títulos de doutor honoris causa. Um da Facei, a Faculdade Einstein, de Salvador. Outro da Erich Fromm World University, da Florida.

O que não está escrito na biografia é que o diretor-geral da Facei é o mesmo reitor da Erich Fromm.

A universidade registrada na Flórida informa que oferece títulos de doutor honoris causa “para todos aqueles que tenham uma larga experiência curricular, de forma tácita e/ou explícita”.

E explica: “O prestígio da universidade que atribui o Doutoramento Honoris Causa para uma personalidade, geralmente de âmbito internacional, fica bastante enriquecido, porque a partir daquele momento esta pessoa fará parte do corpo de doutores daquela universidade”.

Os números de telefone das duas escolas que constam na internet não atendem, nem mesmo a contatos por WhatsApp.

No Instagram, onde tem 766 mil seguidores, o senador Marcos do Val se apresenta como “membro de honra e ex-instrutor da SWAT nos Estados Unidos e da unidade antiterrorismo da NASA”.

Lincoln Batista sustenta que Do Val tem um histórico de exageros em suas viagens internacionais. Num curso do CATI em Portugal, ele foi apresentado em uma TV local como “das forças especiais do Brasil”.

De uma publicação sobre "Grandes Mestres das Artes Marciais", compartilhada pelo próprio do Val, Lincoln sustenta que há claros exageros: que o brasileiro teria treinado a segurança do papa no Vaticano, participado oficialmente de operações da SWAT nos Estados Unidos e sido o único brasileiro a obter um visto especial do governo estadunidense por causa de sua qualificação.

Além disso, Lincoln aponta para a inconsistência dos diferentes currículos que o hoje senador apresentou ao longo do tempo. Da página marcosdoval.com.br, que já saiu do ar, Lincoln recolheu o seguinte print:

“Instrutor do DEA, US Army e de centenas de equipes das SWAT’s em todos os EUA. Ministra regularmente treinamentos para o grupo Antiterrorismo da equipe de operações especiais da NASA (Marshall Space Flight Center) nos EUA. Foi chamado com urgência para treinar soldados americanos das forças especiais que estavam para lutar na guerra do Afeganistão e Iraque”.

De todos os exageros que teriam sido cometidos pelo hoje senador brasileiro, segundo Lincoln, o que mais o chocou foi numa entrevista dada ao Fantástico, no qual Marcos do Val repetiu que teria treinado forças especiais dos Estados Unidos. "Eu tenho security clearance", diz o militar, referindo-se à checagem que antecede o acesso de qualquer pessoa a ambientes onde circulam informações confidenciais.

Marcos do Val nunca teve tal privilégio nos Estados Unidos e, portanto, não poderia ter treinado pessoalmente as unidades de elite do Pentágono. "Como ele não é cidadão americano, nem policial poderia ser aqui", afirma.

Lincoln disse que está à disposição do senador para um debate ou mesmo uma ação na Justiça dos Estados Unidos para comprovar os dados que reuniu no dossiê. "O máximo que ele vai conseguir é ter de se explicar", desafia.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/2023/2/6/exclusivo-marcos-do-val-senador-do-grampo-contra-moraes-farsa-de-um-brasileiro-na-swat-por-luiz-carlos-azenha-131081.html











quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Dia do Herói Policial Civi

 

Fonte da imagem: página Memórias da Polícia Civil

LEI Nº 13.939, DE 07 DE JANEIRO DE 2010

(Projeto de lei nº 657, de 2009, do Deputado Fernando Capez - PSDB)

Institui o "Dia do Herói Policial Civil".

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 4º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o “Dia do Herói Policial Civil”, a ser comemorado, anualmente, em 1º de fevereiro.

Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 7 de janeiro de 2010.

Barros Munhoz - Presidente

Publicada na Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 7 de janeiro de 2010.

Yara Fagá - Secretária-Geral Parlamentar Substituta

JUSTIFICATIVA

O presente projeto tem por finalidade instituir o Dia do Herói Policial Civil, a fim de homenagear àqueles policiais que tombaram no cumprimento do dever.

A carreira policial impõe ao servidor inúmeros sacrifícios, inclusive o da própria vida para defender a sociedade. Infelizmente, as condições e remunerações ainda não são condizentes com a dignidade da função, em que pese os esforços empreendidos nesse sentido.

A data escolhida coincide com o aniversário de morte do Dr. Luciano Heitor Beiguelman, delegado de polícia covardemente assassinado por bandidos de alta periculosidade. O referido policial foi morto após reagir a um assalto no bairro do Itaim-Bibi, sendo alvejado com vários tiros, um deles disparado a curta distância na sua nuca.

Tratava-se de policial exemplar, educado e com futuro promissor. Foi o primeiro colocado no concurso de ingresso e no curso da Academia de Polícia, destacando-se nas missões a ele designadas. Era considerado um expoente da carreira policial civil e admirado por superiores e subordinados. Representava o verdadeiro espírito do defensor da lei.

Desta forma, entendo que a data faz justa homenagem aos policiais civis que deram a vida para defender a sociedade.

Sala das Sessões, em 18-8-2009

Fernando Capez - PSDB


terça-feira, 29 de novembro de 2022

CRE avalia prazo mínimo de 10 anos para renovação de registro de arma

 

Marcos do Val e Esperidião Amin (que preside a CRE) são relatores de dois projetos na pauta da comissão - Da Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) tem nove projetos em pauta para análise na quarta-feira (30), às 10h. Entre eles, o PLS 367/2018, que altera o Estatuto do Desarmamento a fim de aumentar para 10 anos o prazo mínimo para renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).

De autoria do ex-senador Raimundo Lira (PB), a matéria é relatada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), favorável à aprovação.

O Craf é um documento que autoriza a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou em alguma dependência desses, ou, ainda, no local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa.

“Em outras palavras, é um documento ligado à propriedade e à posse de uma arma de fogo. O projeto, portanto, não é sobre porte de arma. De acordo com o Estatuto do Desarmamento, a renovação do Craf se dá em prazo igual ou superior a 3 anos. Atualmente, tendo em vista o Decreto 9.845, de 2019, esse prazo já é de 10 anos, mas, por constar somente de regulamento, é um tanto precário, devendo ser positivado em lei para conferir segurança jurídica”, avaliou o senador.

A matéria será analisada na sequência pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em decisão terminativa.

Armas

Também referente a armas, o PL 5.719/2019, da senadora Rose de Freitas (MDB-ES), permite o acesso para consulta pelas polícias civis e militares aos cadastros de armas do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) e do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma).

O projeto recebeu parecer favorável, com emendas, da relatora, senadora Eliane Nogueira (PP-PI). A primeira emenda estende a prerrogativa às polícias legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além de reforçar que o acesso é para simples consulta, “sem possibilidade de alteração, exclusão ou inserção de dados”. A segunda é para que a lei entre em vigor somente 180 dias após a publicação. O projeto seguirá para análise terminativa na CCJ.

Segurança pública

Outro item da pauta é o PLS 371/2017, do senador Jader Barbalho (MDB-PA), que autoriza deputados federais e senadores a solicitar cooperação à União, nos casos de grave risco à ordem pública ou de ameaça ao patrimônio das pessoas. A solicitação precisa ser aprovada pela maioria dos parlamentares em cada Casa.

O projeto recebeu parecer pela rejeição do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para ele, o projeto encerra uma intervenção federal, cuja decretação e execução competem privativamente ao presidente da República, com aprovação do Congresso, como determina a Constituição. Assim, o relator considera o projeto inconstitucional. A matéria também será apreciada pela CCJ em decisão terminativa.

Serviço militar

De autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), o PL 557/2019 propõe que os jovens que atingem a maioridade morando em abrigos institucionais tenham prioridade no processo seletivo de prestação do serviço militar.

Relator da matéria, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) se manifestou pela aprovação da proposta, mas apresentou emenda que condiciona a preferência a jovens egressos de abrigos ao atendimento de outros critérios de seleção definidos pelas comissões de seleção das Forças Armadas.

O projeto será analisado em caráter terminativo e seguirá à Câmara dos Deputados, se aprovado.

Fonte: Agência Senado

Link da matéria: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/11/25/cre-avalia-prazo-minimo-de-10-anos-para-renovacao-de-registro-de-arma 

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Governo Lula vai começar com 'revogaço’ em normas sobre meio ambiente e armamento


Presidente eleito Lula (PT) Foto: CARL DE SOUZA / STF

O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja para as primeiras semanas após a posse um “revogaço” de portarias e decretos implantados ao longo da gestão de Jair Bolsonaro. O foco será reverter iniciativas que facilitaram o acesso a armas, dificultaram o combate ao desmatamento e impuseram sigilos a informações.

O cancelamento dessas medidas depende apenas da decisão do Executivo, sem necessidade de construção de uma maioria parlamentar. A lista exata de normas que serão derrubadas ou modificadas começará a ser decidida nesta semana, com o início dos trabalhos da equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Cinquenta pessoas vão preparar uma radiografia do atual governo.

Uma das bandeiras da campanha de Lula, a redução do número de armas em circulação deve ser alcançada, entre outras formas, por meio da mudança completa das políticas de Bolsonaro.

— O compromisso expresso na campanha foi revogar decretos que facilitam o acesso a armas e munições — afirma o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integrou o grupo responsável por discutir propostas para a segurança pública.

Em entrevista ao GLOBO na semana passada, o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), cotado para o Ministério da Justiça, classificou de “imprescindível” a revisão de regras no setor. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública diz que o controle da posse de armas foi “desmantelado”, fazendo com que civis e Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) tenham em mãos um arsenal superior ao de órgãos públicos. Ao todo, foram editados 19 decretos, 17 portarias, duas resoluções e três instruções normativas.

Foi por meio de “canetadas”, por exemplo, que Bolsonaro abriu caminho aos CACs. A quantidade a que a categoria podia ter acesso passou de 16 armas, 40 mil projéteis e quatro quilos de pólvora para 60 armas, 180 mil cartuchos e 20 quilos de pólvora. Com as mudanças nas regras, o número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022 — as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período.

— Precisamos repensar o controle de munição. É preciso não apenas revogar, mas inovar para facilitar o rastreio de cartuchos e tornar obrigatória a marcação da munição vendida no país — afirma o policial federal Roberto Uchôa, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Já o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, defende que até mesmo as mudanças barradas pelo Supremo Tribunal federal (STF) precisam ser anuladas:

— A autorização para compras de armas sem a justificativa de necessidade, por exemplo, caiu com uma decisão do ministro Edson Fachin, mas precisa ser revogada para não causar confusão jurídica. Além disso, a decisão proíbe compras de fuzis por civis, mas não trata das armas já compradas, que estão em circulação. O novo governo vai precisar se debruçar sobre isso.

Na área ambiental, o deputado federal Nilto Tatto (PT), um dos coordenadores do setor na campanha de Lula, elenca como prioridade a revogação de dois atos do governo Bolsonaro — um que reduziu o espaço da sociedade civil no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); e outro que prevê a anulação de multas ambientais avaliadas em mais de R$ 16 bilhões.

— Temos que trabalhar nisso agora no início do governo, pois esses atos emperram as outras pautas — disse o parlamentar, que irá junto com Lula à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), no Egito.

Na conta do centro de pesquisa independente Instituto Talanoa e do projeto Política por Inteiro, existem 401 atos do Executivo emitidos entre 2019 e 2022 que precisam ser revistos “para a reconstituição da agenda climática e ambiental brasileira”. Estão também na lista normas que versam sobre direitos indígenas e facilitação ao garimpo, dificultando a fiscalização.

Na opinião da pesquisadora Natalie Unterstell, presidente do Talanoa, apesar da urgência em tratar muitas questões, é preciso evitar a tomada de decisões importantes sem debate. A lista de assuntos frágeis inclui a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), que é a proposta oficial do Brasil de redução de emissões de CO2.

— Até se pode ir lá e jogar um ato logo no primeiro dia colocando uma NDC nova, mas a gente entende que é indispensável para isso refazer o diálogo com a sociedade — diz a cientista

A maior parte das normas infralegais que precisam de revisão foram emitidas durante o primeiro ano e meio de pandemia da Covid-19, quando o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles propunha que o governo aproveitasse a situação de instabilidade para seguir “passando a boiada” dos atos que flexibilizavam normas ambientais.

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) produziu um levantamento dessas medidas no ano passado. Para Alessandra Cardoso, analista política da entidade, é preciso atuar fora do Ministério do Meio Ambiente também:

— Muitas “boiadas” passaram no Incra, na Funai, no Ministério da Economia... A gente tem que ter um olhar amplo para o que foi esse desmonte e revertê-lo nos primeiros cem dias de governo.

“Sem revanchismo”

Também está nas pretensões de Lula revogar decretos que impuseram sigilos de cem anos a assuntos envolvendo o governo federal. O petista chegou a prometer rever essas iniciativas nos debates com Bolsonaro ao longo da campanha. Ficaram sob sigilo, entre outros temas, a carteira de vacinação do presidente, o processo interno do Exército sobre a participação do então general Eduardo Pazuello em manifestação ao lado de Bolsonaro no Rio em maio de 2021, os crachás de acesso dos filhos de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e a investigação da Receita Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Há pontos críticos ainda nas áreas de saúde e educação, que não devem passar incólumes ao “revogaço”. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) elabora um documento para entregar à equipe de transição com políticas que, na opinião da organização, devem ser revistas, como programas e portarias lançados pelo Ministério da Saúde sem discussão com gestores locais, contrariando o que prevê a legislação. Um dos pontos é a Rede de Atenção Materno Infantil (RAMI), que substituiu a Rede Cegonha, criada em 2011 e reconhecida pelo sucesso em relação à atenção ao pré-natal, parto e puerpério. Entre as críticas, estava o fato de a política dar protagonismo a médicos obstetras sem prever atenção à criança por meio de pediatras.

— Tivemos desmontagens no campo da atenção básica, além da interrupção de programas na área de saúde da mulher. O ministério destruiu a relação de gestão tripartite com municípios e estados. Não é revogar por revanchismo, vamos ter que avaliar os atos. É para isso que serve a transição: identificar os principais problemas — afirma o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, que participou da construção do plano de governo de Lula.

Na educação, um dos principais alvos deve ser a Política Nacional de Alfabetização (PNA). Organizações como Todos pela Educação e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que devem ter representantes na equipe de transição, defendem a revogação. A PNA colocou como central a aplicação do método fônico para alfabetizar crianças, modelo em que a aprendizagem começa das letras e sílabas até chegar às palavras. Na época em que foi lançada, a política foi criticada por gestores locais e estaduais por ter desconsiderado as iniciativas que vinham sendo desenvolvidas por estados e municípios a respeito do tema.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/politica/governo-lula-vai-comecar-com-revogaco-em-normas-sobre-meio-ambiente-armamento-25604446.html


quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Miss diz ter sido dopada e estuprada por Brennand: “Agora você é minha namorada”

 Stefanie Cohen revela o episódio de violência após ter guardado as acusações contra o empresário por um ano

Stefanie Cohen, de 30 anos, acusa Brennand de estupro e revela detalhes do ocorridoFoto: Reprodução/Instagram/@cohenstefanie

A modelo e estudante de medicina Stefanie Cohen, de 30 anos, relata ter tido sua vida destruída após ter sido estuprada pelo empresário Thiago Brennand, denunciado por ao menos outras 15 mulheres. A jovem revelou em entrevista ao O Globo detalhes sobre o episódio de violência que viveu e guardou para si por um ano.

Tudo começou em um restaurante em São Paulo, em outubro do ano passado, quando Stefanie comemorava com as amigas sua vitória como Miss São Paulo e conheceu Brennand. Neste ano, a jovem também conquistou o título de Miss Brasil de Los Mares.

"Ele chegou super cordial. Dois dias depois, me procurou no Instagram e começamos a conversar, me chamou para jantar e foi me buscar em casa. A primeira coisa que me chamou atenção foi a forma como ele dirigia, com imprudência. Quando chegamos ao restaurante, todo mundo o conhecia. Parecia tudo orquestrado", relatou.

No local, primeiro ele tentou beijá-la, puxando sua cadeira. Mas a jovem diz que não gosta de beijar em público e, assim, demonstrou que não queria. "Ele parecia autoritário, mas até então me tratava bem", contou.

Depois, quando chegaram as caipirinhas que ele havia pedido para os dois tomarem, as coisas pioraram. "Me lembro de ter ficado tonta e fui em direção ao banheiro, cambaleando. Me escorei na parede. Ele veio atrás de mim, como se soubesse meu estado. Me pegou pela cintura e me levou embora. Não era como estar bêbada, era uma perda total de controle. Minhas pernas estavam fracas. Até então, não fazia ideia de para onde ia".

Apesar de não ter feito exame toxicológico, a jovem acredita ter sido dopada por um 'Boa noite, Cinderela'. Sob o efeito da droga, foi levada por Brennand a um hotel. Ela contou que não se lembra de muitas coisas, "só das piores partes".

"Tudo era muito violento, sem preservativo... Eu nunca tinha feito relação anal, e ele me forçou. Lembro de pedir: 'não, por favor, não'. Ele dizia: 'amorzinho, agora você é minha namorada'. E me estuprou", relembrou Stefanie.

Thiago Brennand se dizia alvo de "conspiração", após acusações Foto: Reprodução/Instagram

Fonte: https://www.terra.com.br/nos/miss-diz-ter-sido-dopada-e-estuprada-por-brennand-agora-voce-e-minha-namorada,b3c302087ff5bcd26803a3f8d6dc747bea0l72cw.html




sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo

 



LEI Nº 12.259, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2006.

 

Institui o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo".

 

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo", a ser comemorado, anualmente, no dia 30 de setembro.

Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, aos 15 de fevereiro de 2006.

Geraldo Alckmin

Saulo de Castro Abreu Filho

Secretário da Segurança Pública

Arnaldo Madeira

Secretário-Chefe da Casa Civil

Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 15 de fevereiro de 2006.


quinta-feira, 25 de agosto de 2022

25 de Agosto - Dia do Soldado

Fonte da imagem: https://blogdoclaudiomendes.com.br

O dia 25 de agosto comemora-se o dia do soldado. A escolha da data foi em homenagem ao aniversário de Duque de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, que se tornou patrono do exército brasileiro.

Soldados são pessoas que se alistam para prestar serviços na defesa do país, no Exército, Marinha ou Aeronáutica, além das corporações ligadas ao Estado, como o corpo de bombeiros, polícia militar, e outros.

Nascido em 1803, na Vila de Porto Estrela, na cidade do Rio de Janeiro, Duque de Caxias teve sua carreira militar iniciada ainda bem pequeno, aos cinco anos de idade, como cadete de primeira classe.

Aos trinta e quatro anos foi o responsável por apaziguar a região maranhense onde aconteceu a revolta da Balaiada. Além dessa, foi vitorioso em várias rebeliões em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – como na revolta dos Farrapos.

Atuava junto de D. Pedro II, o que o tornou ministro da guerra por três vezes consecutivas.

A vitória conquistada de maior importância para o Brasil foi a da guerra do Paraguai, em 1869, onde conquistou o título de Duque.

Sua carreira no exército durou cerca de sessenta anos, vindo a falecer no ano de 1880, após grandes conquistas.

Os soldados são pessoas de honra, que cuidam da defesa da população, vigiando as ruas das cidades contra assaltos, homicídios, drogas e outros crimes. Também fazem resgates e socorrem pessoas em acidentes.

As especializações ou áreas de trabalho dos soldados estão divididas em infantaria, artilharia, cavalaria, engenharia, logística e serviços, e étnicos.

Porém, seus salários são muito baixos, fazendo com que muitos não tenham condições dignas de viver e sustentar suas famílias. Constantemente vemos nos noticiários da televisão casos de policiais envolvidos em atos corruptos, agindo sem ética, voltando-se para interesses próprios, como o ganho de dinheiro ilícito.

Esse é um problema sério que a segurança pública do Brasil enfrenta, pois os governantes não investem na carreira dos mesmos, não melhoram a política salarial da classe, faltando-lhes grandes recursos (as facilidades que os soldados encontram para aumentarem suas rendas são muitas).

Os soldados da polícia rodoviária estão acostumados a ouvirem sugestões de propina, pois muitos motoristas imprudentes oferecem dinheiro para não serem multados. Alguns se negam a aceitar, preferindo manter a ética profissional, enquanto outros, por dificuldades financeiras, se corrompem.

Se a política salarial da ordem dos soldados fosse levada a sério, com ganhos melhores e mais justos, isso não aconteceria e o Brasil seria um país melhor.

Seria justo que os responsáveis pela segurança nacional tivessem a força de seu trabalho mais estimada, reconhecida e valorizada pelas entidades públicas.

Publicado por Jussara Barros

Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-soldado.htm

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Macaco “liga” para polícia e faz agentes irem a zoológico na Califórnia

 Policiais receberam chamada inusitada pelo canal de emergência dos EUA e foram ao local investigar

Url da imagem:https://www.facebook.com/Mobile-Monkeys-204096257049525/

Os agentes do Escritório do Xerife do Condado de San Luis Obispo, na Califórnia, foram pegos de surpresa quando perceberam que, provavelmente, haviam ido até o “Zoo to You” atendendo ao “chamado” de um macaco, no último sábado (13).

Naquela noite, os despachantes receberam uma ligação pelo 911 — que corresponde ao canal de emergência nos Estados Unidos — que foi logo desligada. Eles tentaram ligar de volta e mandar mensagem ao número registrado, mas não conseguiram nenhum retorno.

Foi então que os agentes foram mandados ao zoológico, próximo à cidade de El Paso de Robles, para investigar. Chegando lá, descobriram que ninguém havia ligado e tudo indicava que o responsável fosse, na verdade, o pequeno macaco “Route”.

Segundo os funcionários, o macaco deve ter pego um celular que estava no carrinho de golfe utilizado para se deslocar pelo local.

Os agentes disseram que foram informados que os macacos da espécie de Route são curiosos e costumam agarrar o que veem pela frente. Por coincidência, o animal acertou a combinação de números da polícia e provocou o incidente.

“Route está um pouco envergonhada com a coisa toda, mas você não pode realmente culpá-la, afinal macaco vê, macaco faz”, diz o comunicado divulgado pelo escritório do Xerife.

Fonte da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/macaco-liga-para-policia-e-faz-agentes-irem-a-zoologico-na-california/



quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Oito criminosos morrem em troca de tiros com a Rone da Polícia Militar em Curitiba

 Todos eram integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)

Incidentes ocorreram nos bairros Caximba e Cajuru | Foto: Marcelo Borges/ RICtv / Especial / CP

Oito criminosos morreram em dois confrontos com policiais militares na noite dessa quarta-feira em Curitiba, no Paraná. Os bandidos já tinham antecedentes e faziam parte da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Os tiroteios ocorreram nos bairros Caximba e Cajuru com os efetivos das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) da Polícia Militar do Paraná.

Segundo informações da RICtv, um tribunal do crime era planejado para esta quinta-feira. Oito indivíduos fortemente armados pretendiam executar um antigo cúmplice, que recentemente passou para a facção carioca Comando Vermelho. No entanto, a equipe de inteligência da PM descobriu e conseguiu localizar os suspeitos em Curitiba.

No primeiro confronto, registrado na estrada Delegado Bruno de Almeida, no bairro Caximba, os policiais militares depararam-se com dois criminosos, que tentaram fugir em um Fiat Palio. Houve troca de tiros e ambos foram baleados e morreram.

Já na rua Domênico Tonato, no bairro Cajuru, outros seis membros da facção organizavam o tribunal do crime em uma residência. O efetivo da Rone encontrou um Volkswagen Fox roubado, que estava estacionado em frente da casa, que era usada como “quartel-general”. Na tentativa de abordagem, um novo confronto aconteceu e os seis suspeitos foram mortos.

Nesta moradia, três pistolas, três revólveres, dois coletes balísticos e oito tabletes de maconha foram apreendidos. Conforme a Rone, o homem que seria alvo da execução não foi localizado.

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADcia/oito-criminosos-morrem-em-troca-de-tiros-com-a-rone-da-pol%C3%ADcia-militar-em-curitiba-1.870613


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Corpo de Leandro Lo será enterrado em SP; PM que atirou se entregou

 O advogado de Leandro Lo relatou que a discussão começou quando o PM foi em direção à mesa em que o lutador e outros amigos estavam e começou a mexer nas bebidas

Foto: Leandro Lo, lutador de jiu-jítsu assassinado em show em SP - (crédito: Reprodução/Instagram/@beatrizlina via @leandrolojj)

O campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, 33 anos, foi baleado na cabeça durante um show de pagode no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (7/8), por um policial militar de folga. O atleta, que teria sido alvejado após um desentendimento com o autor dos disparos, teve a morte cerebral confirmada. O tenente da PM Henrique Otavio Oliveira, 30 anos, se entregou na Corregedoria da corporação na noite de domingo e foi preso. O velório de Leandro deve começar nesta manhã e o enterro está marcado para às 16h, em São Paulo.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informou que a Polícia Militar abriu uma apuração administrativa para investigar o caso.

O advogado de Leandro Lo, Ivã Siqueira Júnior, relatou, com base no depoimento de testemunhas, que a discussão começou quando o PM, durante o evento, foi em direção à mesa em que o lutador e outros amigos estavam e começou a mexer nas bebidas. O campeão mundial não teria gostado e, como reação, aplicou um golpe de jiu-jítsu para imobilizar o suspeito. O policial ainda teria chutado a vítima duas vezes quando ela estava no chão. "Nesse momento, o rapaz levantou, deu a volta e deu um tiro na cabeça do Leandro", disse Siqueira.

Ainda de acordo com o advogado, o fato de ser um policial militar teria viabilizado a sua entrada no show com a arma. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e está sendo investigado pelo 16º Distrito Policial (DP) da capital.

Oito vezes campeão mundial de jiu-jítsu, o paulistano Leandro Lo é tratado como um dos principais nomes da modalidade. No currículo, o atleta também acumula títulos de Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro e Pan-Americano.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/08/5027593-corpo-de-leandro-lo-sera-enterrado-em-sp-pm-que-atirou-se-entregou.html


sexta-feira, 29 de julho de 2022

Polícia Militar prende Homem Aranha após perseguição pela cidade de Osvaldo Cruz

Foto: reprodução

Jose Carlos Oliveira

Informação irradiada via COPOM, que o indivíduo, de 45 anos, conhecido como Homem Aranha, estaria praticando tráfico de drogas, equipes da Polícia Militar efetuaram cerco pela área, onde localizaram o indivíduo com as características, que ao avistar a viatura empreendeu fuga.

Foi feito acompanhamento a pé, onde o mesmo passou a pular vários muros e telhados de algumas residências, dispensando uma grande quantidade de drogas pelo caminho.

Em seguida, apontou uma arma de fogo na direção dos policiais, que para se defender, dispararam em direção ao indivíduo, que não chegou a atingir ninguém. O Indivíduo dispensou a arma e prosseguiu a fuga pelos telhados das residências.

Após longa negociação, o autor veio a se entregar nos fundos de uma residência, na Rua da Liberdade.

Foi aprendido 30 pedras de crack, 16 reais em dinheiro, em notas diversas, 10 sachês de cocaína e um simulacro de arma de fogo.

Devido aos ferimentos, o indivíduo foi conduzindo ao plantão da Santa Casa e após liberado foi apresentado no plantão policial, ficando a disposição da justiça.

Fonte: https://kakonews.com.br/2022/07/29/policia-militar-prende-homem-aranha-apos-perseguicao-pela-cidade-de-osvaldo-cruz/


terça-feira, 26 de julho de 2022

Policiais terão assistência jurídica gratuita

 Governador assina convênio que garante atendimento da Defensoria Pública a profissionais acusados por atos relativos ao exercício da função

Foto: Denis Bonelli - SSP/SP

Por: Adalberto Luque

Policiais militares e civis do Estado terão direito a atendimento jurídico gratuito. Foi o que determinou o governador Rodrigo Garcia, através de convênio formalizado na terça-feira (19). O atendimento será oferecido pela Defensoria Pública do Estado aos policiais que sejam acusados por atos praticados em serviço ou de folga, desde que haja vínculo com o trabalho policial.

A partir da assinatura do convênio, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Defensoria Pública deverão estabelecer fluxo para atendimento às demandas dos policiais civis e militares. O benefício também é estendido aos policiais em formação, mas que já participam de operações de segurança pública.

Os policiais serão assistidos nos casos de homicídio doloso tentado ou consumado, lesão corporal grave ou seguida de morte, abuso de autoridade, tortura e fuga de pessoa presa. Segundo a SSP, esses cinco tipos de casos possíveis de defesa representam 95% das acusações contra policiais por conta da natureza profissional do enfrentamento permanente ao crime.

“É isso que estamos querendo. A defensoria vai ajudar o policial que está trabalhando do lado do bem e que precisa de um respaldo jurídico”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves.

“O policial é treinado e está preparado para enfrentar todos os tipos de ocorrência. E é mais uma segurança para o policial ter a defensoria à disposição para ajudá-lo em sua defesa institucional”, ressaltou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ronaldo Miguel Vieira.

Fonte: https://www.tribunaribeirao.com.br/site/policiais-terao-assistencia-juridica-gratuita/