terça-feira, 15 de agosto de 2017

Delegado Claudinê Pascoetto

Homenagem
Fonte da imagem: Memórias da Polícia Civil de São Paulo
Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Claudinê Pascoetto, delegado ímpar da Polícia Civil, da segunda metade do século 20, faleceu em Campinas, no dia 15 de julho de 2017. Estava com 74 anos.
No círculo exclusivo das autoridades e agentes que combatem o crime e a contravenção, doutor Pascoetto foi figura reverenciada. Identicamente, como professor de Direito Constitucional.  Aconselhava pares, comandados e alunos a respeitar os Direitos Humanos.
Campineiro da Vila Industrial, nascido em 9 de outubro de 1942, o libriano Claudinê era filho de humilde ferroviário da Companhia Mogiana. Sua mãe era de prendas domésticas. Após concluir o primário, no bairro, estudou no Colégio Estadual Culto à Ciência, onde destacou-se em atividades literárias  de Português e de Francês. Ingressou na Faculdade de Direito da então UCC, graduando-se, com distinção, em 1967. Pagou o curso trabalhando como bancário. Advogou alguns meses, antes de prestar concurso.
Como autoridade policial, pontificou na defesa do Estado Democrático de Direito, mesmo  policiando durante os Anos de Chumbo. Apesar de não deixar obras publicadas, Pascoetto elaborou preciosos relatórios em inquéritos instaurados para apurar infrações penais de ordem político-social, peças preservadas no Arquivo Oficial do Estado, na Capital.
Iniciou a carreira na região de São Carlos, em 1968. Em razão de seu saber jurídico, foi convocado para atuar no Dops. Foi destacado para atuar na CEI - Comissão Especial de Investigações- junto ao comando da  4ª Zona Aérea do Ministério da Aeronáutica.  Destacou-se pelo respeito aos Direitos Humanos assessorando oficiais da FAB em IPMs  instaurados contra opositores do regime militar de 1964.
O Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, não alterou a personalidade da elegantíssima autoridade. Continuou a tratar amigos e opositores com respeito. Admirado pelas mulheres, causava uma pontinha de inveja nos homens, que o apelidaram de Príncipe. Mantinha ótimo relacionamento com a imprensa, especialmente com Celso Afonso, Gonçalo Gonçalves e Antonio Erbolato.
Em razão de sua finíssima educação, tornou-se o primeiro titular da delegacia de Viracopos, onde grangeou amigos, permanecendo no comando por mais de uma década. Transferido para o Aeroporto de Congonhas, tornou-se, logo após, o primeiro titular da Delegacia do Turismo, na Avenida São Luiz, em São Paulo. Era fluentíssimo em inglês, francês e italiano.
Por ocasião da chegada ao Brasil de Américo Thomaz e Marcello Caetano, presidente e primeiro ministro de Portugal, depostos pela Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974,  Pascoetto foi a primeira autoridade a ingressar na aeronave da TAP, em Viracopos, assegurando-lhes o direito de asilo concedido pelo Brasil. Testemunhei, a poucos metros, o momento histórico.
 Foi excelente professor de Direito Constitucional . Tinha grande facilidade de expressar-se por palavras e por escrito. Haroldo Ferreira, antigo diretor da Academia de Polícia, onde Pascoetto lecionou Direito Constitucional, desde 1991, para as carreiras policiais, considerava-o um excelente professor. “Ele era um docente que cativava os alunos, pelo profissionalismo e pela clareza.”
Entre centenas de casos importantes solucionados, destacou-se pela prisão do mais poderoso bicheiro do Brasil,  Castor de Andrade, no Salão do  Automóvel, no Parque do Anhembi, no dia 26 de outubro de 1994. O rei da contravenção, de peruca e bigode, negros, com mandado de prisão em aberto, ousou sair do Rio de Janeiro viajando para São Paulo.  Acabou algemado por Pascoetto.
 Dedicou-se, por mais de 20 anos, ao ensino do Direito Constitucional na Faculdade de Direito da PUC-Campinas. Tinha mestrado pela USP. Na época, foi orientado pelo professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho, ex- vice governador, de quem  tornou-se amigo pessoal.
O senador José Serra, em seu livro Cinquenta anos esta noite, Record, 1ª edição, 2014, página 248, traça breve perfil de Claudinê, que o interrogou, cavalheirescamente, por mais de oito horas, nas dependências do Aeroporto de Viracopos, quando de sua volta do exílio, em 18 de maio de 1977.
Doutor Pascoetto encerrou sua brilhante carreira como diretor do Deinter-1, de São José dos Campos, em 2012, integrando o Conselho da Polícia Civil. Antes, foi delegado secional de polícia da Zona Norte, em São Paulo, e diretor da Divisão de Material. Modernizou unidades policiais, armamentos, comunicações e veículos.  Estudou combate ao narcotráfico na Polícia Nacional do Japão. Sempre foi promovido por merecimento.
Foi casado com a delegada de polícia Delma Pascoetto. Deixou um casal de filhos, Luiz Gustavo e Cláudia Helena, ambos delegados. Tocava saxofone. Nos últimos tempos atuava como advogado voluntário da Feac, de Campinas. Convenceu-me a ser delegado. Estava rascunhando um livro de memórias quando foi surpreendido pelas Parcas.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Homenagem ao Policial Civil Bruno 'Xingu' Guimarães Buhler

Policial Civil Bruno Guimarães Buhler tinha 36 anos e há sete trabalhava na corporação. Ele foi saudado como 'guerreiro-herói' pela corporação.

imagem: reprodução
Bruno era lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Ele foi baleado no pescoço e socorrido no Hospital Geral de Bonsucesso. Segundo a unidade médica, a equipe que o atendeu realizou todos os procedimentos para reanimação, porém, sem sucesso. O policial morreu após uma parada cardíaca.
Em nota, a Polícia Civil informou que Bruno foi admitido na corporação em 2010 e desde 2014 estava na Core, a tropa de elite da Instituição. Apelidado de Xingu, ele foi classificado pela corporação como “um exímio atirador”.
No comunicado enviado à imprensa, a Polícia Civil prestou solidariedade à família e aos amigos de Bruno, destacando o reconhecimento dado ao agente pelos sete anos dedicados ao trabalho policial. “Guerreiro-Herói: você viveu e morreu combatendo o bom combate”, enfatizou a corporação.
URL: https://www.youtube.com/watch?v=IzjLGta_HAs
Operação no Jacarezinho

Além de Bruno, outra pessoa foi baleada na troca de tiros ocorrida durante a operação na comunidade do Jacaré. Identificada como André Macedo, a vítima foi baleada na perna direita e socorrida no Hospital Municipal Souza Aguiar.
A operação começou pela manhã e prendeu 15 pessoas, apreendeu 32 motos e seis carros, além de drogas. A ação, que também foi realizada na comunidade do Manguinhos, estava sendo elaborada há oito meses e contou com cerca de 200 homens da Delegacia de Combate às Drogas, da Força Nacional e de outras delegacias especializadas.
A intenção da polícia era cumprir 23 mandados de prisão.As circunstâncias em que Bruno foi baleado estão são investigados pela Polícia Civil.
Dois PMs assassinado em menos de 12 horas
Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, dois policiais militares foram mortos na capital fluminense. Ambos os crimes ocorreram na Zona Norte da cidade.
Fonte da matéria: http://g1.globo.com/


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Agente Melissa foi morta após monitoramento e por não andar armada

PCC decidiu assassinar servidora por ser considerada um alvo de “fácil alcance” e para isso seguiu a risca um plano muito bem traçado....

Foto: reprodução
Houve um momento de dúvida entre os assassinos quando finalizavam os preparativos para a morte de Melissa de Almeida Araújo, 37. Era realmente necessário matar a mãe de um filho de dez meses? Na discussão prevaleceu a ordem do PCC (Primeiro Comando da Capital): sim, a psicóloga do presídio de segurança máxima de Catanduvas (PR) seria a terceira vítima da facção no sistema penitenciário federal.
O planejamento e execução do homicídio que aconteceu em maio seguiu uma rígida divisão de tarefas, apurou o UOL com fontes ligadas à investigação do caso.
Três meses antes do assassinato, uma "equipe de levantamento de informações" chegou à região de Cascavel (PR). Com uma população estimada em mais de 316 mil habitantes pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade se caracteriza por ser um polo do agronegócio baseado na cultura da soja.
Melissa morava com o marido, o policial civil Rogério Ferrarezzi, em um condomínio de classe média de Cascavel --distante 55 km de Catanduvas.
"Em um dos celulares dos criminosos apreendidos pela polícia, foram encontradas fotos de várias casas e carros de agentes que trabalhavam na prisão de Catanduvas", diz, sob a condição de sigilo, um dos agentes que trabalham na unidade prisional. Ele próprio foi um dos monitorados pelo grupo criminoso.
"Eles chegaram a ter audácia de bater nas portas de algumas residências para verificar os endereços dos agentes", acrescenta.

PCC quer intimidar e desestabilizar

O UOL revelou no último dia 30 de junho que a maior facção criminosa do país, de acordo com a PF, cometeu os homicídios com o objetivo de "intimidar e desestabilizar" os servidores que trabalham nas quatro unidades federais do país: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
De acordo com parecer do MPF (Ministério Público Federal), o regime aplicado nestas penitenciárias é considerado "opressor" pelo PCC, pois os agentes costumam barrar o acesso dos presos dessas unidades a "regalias ilícitas", como a posse de telefones celulares dentro das celas.

Por que matar Melissa?

Nas investigações sobre os três casos, ficou comprovado que não havia um caráter pessoal na escolha daqueles que seriam assassinados. "Eles não visam as pessoas, e sim o Estado. Os agentes são representantes do poder público. Eles querem abalar o sistema penitenciário federal como um todo", afirma um membro do MPF que atua em um dos casos.
Melissa foi escolhida como a terceira vítima, depois de ter sua rotina monitorada por pelo menos 40 dias, por uma razão específica: ela não andava armada. Mesmo com a contrariedade de alguns dos assassinos "por matar uma mulher", o destino da psicóloga foi decidido por ela ser considerada um alvo de "fácil alcance", afirma um dos investigadores da PF que trabalha no caso.
"Quando a morte dela foi anunciada na penitenciária, os próprios presos ficaram surpresos. Ela era vista com simpatia por eles, por trabalhar sempre de acordo com os padrões estabelecidos, ajudando-os inclusive dentro da legalidade", diz outro agente ouvido pela reportagem.
Melissa trabalhava no sistema penitenciário federal desde o ano de 2009. Ela era responsável por fazer o acompanhamento psicológico dos presos de Catanduvas e voltara da licença-maternidade havia poucos meses.

Morte dentro de casa

No meio da tarde de 25 de maio, Melissa saiu do presídio de Catanduvas. Pegou o marido de carro na delegacia em que ele trabalhava e os dois seguiram à creche para buscar o filho de dez meses.
Por volta das 18h, o carro dela chegou ao condomínio onde morava. Ela não tinha notado, mas havia sido seguida desde o começo da manhã por homens distribuídos em três carros roubados.
Melissa passou pelo portão do condomínio e ao menos um dos carros conseguiu entrar logo depois. Acionou o botão da garagem de sua casa e, enquanto ela manobrava o carro, dois homens armados com pistolas 9 milímetros saíram do carro onde estavam e começaram a disparar contra ela.
Rogério Ferrarezzi sacou sua arma e revidou os tiros. O policial foi atingido pelo menos oito vezes. Melissa saiu do carro com o bebê no colo e correu para dentro de casa, mas os atiradores conseguiram alcançá-la. Ela recebeu dois tiros no rosto. O filho saiu ileso.
"É o padrão do PCC para execução agora. Eles usam pistola Glock de calibre 9 milímetros, com modificação para rajada e carregador de 30 munições", diz um investigador da PF. A arma de uso exclusivo da PF e das Forças Armadas também foi utilizada na morte do agente Alex Belarmino, em setembro de 2016.
Logo após o atentado, uma operação envolvendo várias forças policiais fechou as saídas da cidade e conseguiu prender quatro envolvidos no crime. Outros dois suspeitos foram mortos a tiros. Pelo menos metade deles tem ligação com o PCC, apurou a reportagem.
Procurado pelo UOL, o delegado federal Marco Smith afirmou que o inquérito ainda está em andamento e que a investigação é sigilosa. "O que podemos dizer neste momento é que as provas colhidas até aqui apontam para a participação de membros de uma facção criminosa fundada em São Paulo", disse.
Fonte: Uol

quarta-feira, 5 de julho de 2017

INQUÉRITO POLICIAL PRESIDENCIAL

Processo Penal

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Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Quem diria que um dia um presidente da República Federativa do Brasil seria indiciado em inquérito policial, intimado por telefone por uma escrivã de polícia, interrogado mediante questionário, com direito a permanecer calado, passar à condição de réu em ação penal, após relatado o procedimento, acusado de prática de corrupção passiva no exercício do cargo em denúncia  encaminhada à Câmara Federal pela presidente do STF, e notificado formalmente da imputação pelo presidente da  Casa?
Nunca antes, na história deste País, parafraseando famoso réu da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, um ocupante da curul máxima do Poder Executivo, presidente da Terra Papagalorum , havia sido submetido a uma rigorosa investigação, presidida pelo STF, auxiliado pela Polícia Federal, e acompanhada por procuradores da República.
 Ainda era garoto, de dez anos, matriculado no quarto ano do curso primário, hoje quinta série do ensino fundamental, quando, na manhã de 24 de agosto de 1954, o diretor do grupo escolar, em Araraquara, entrou de supetão na sala de aula.  Cochichou, antes que nós ficássemos em pé, algo no ouvido da professorinha, saindo rapidamente. A mestra, adolescente, dirigindo-se à classe, disse, com tristeza: “Vão todos para casa. As aulas estão suspensas. O ’Bom Velhinho’ morreu. Até amanhã.”
Anos depois entendi as razões do ato extremo do presidente Vargas, que, forçado a licenciar-se do cargo pelas Forças Armadas, e na iminência de vir a ser indiciado em inquérito policial militar, instaurado na Base Aérea do Galeão, para apurar a morte de um top gun da FAB, deu um tiro de Colt, calibre 32, no peito, dentro do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, Distrito Federal, então.
Dias antes, em 5 de agosto, o major-aviador Rubens Florentino Vaz, herói nos céus  da Itália, piloto dos mortíferos Thunderbolt, P 47 D, do 1º Grupo de Aviação de Caça, o “Senta a Pua”, morrera num atentado na Rua Tonelero, 180, em Copacabana, do qual saiu ferido, no pé, o jornalista Carlos Lacerda. Foram emboscados por pistoleiros de aluguel, a serviço de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio. O suicídio comoveu a Nação, tanto quanto a morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994.
O inquérito policial, criação brasileira, é procedimento administrativo de natureza judiciária, presidido por delegado de polícia, estadual ou federal, destinado a investigar a materialidade e a autoria de crimes de médio ou grande potencial ofensivo, pois infrações penais de bagatela são apuradas pelos Juizados Especiais Criminais, desde 1999.
 Poderoso instrumento de busca da verdade real, existe desde 31 de janeiro de 1842, quando Dom Pedro II iniciava seu longo reinado. Remodelado em 1871, ainda como lei especial, o inquérito policial foi incorporado pelo Código de Processo Penal, de 7 de dezembro de 1940, do artigo 4º ao 23. Antes de 1842, a apuração das infrações penais era feita exclusivamente por juízes criminais. Magistrados presidiam devassas, de origem portuguesa, como a que indiciou Tiradentes.  Porém, muito preocupados com o crescimento da violência, os juízes criminais resolveram criar para si os delegados criminais, hoje delegados de polícia. Também, o inquérito policial. Porém, reservaram para si casos especialíssimos, envolvendo pessoas muito importantes, como Temer, cujas investigações são presididas pelo ministro Luiz Edson Fachin, do STF, auxiliado por delegados e agentes da Polícia Federal, acompanhadas por procuradores da República coadjuvantes, nunca protagonistas da histórica apuração policial judiciária.
O inquérito policial VIP, privilégio cartorial que protege Michel Temer, calcado nos princípios “the king can do no wrong”, “le roi ne peut mal faire”,  e, igualmente, no dogma bíblico “rex non potest peccare”, chegou ao Brasil com Cabral, o das caravelas. Decorridos quinhentos anos, essa franquia poderá continuar vigorando por muito tempo, caso não ocorra uma reforma constitucional no sentido que acabar, de vez, com o imoral foro privilegiado, deixando os processos criminais nas mãos exclusivas de juízes togados, à semelhança de muitos países do hemisfério norte.
 Todavia, a blindagem de foro não se esgota aqui. Recebido o inquérito policial presidencial pelo ministro do STF, os autos foram enviados ao Procurador-Geral da República. Rodrigo Janot, ofereceu denúncia que, nos termos da cabeça do artigo 86 da Constituição Federal, poderá, ou não, ser agora admitida pela Câmara Federal, cuja terça parte é  investigada ou ré na Suprema Corte. Só depois o STF, composto por ministros nomeados pela Presidência, poderá receber, ou rejeitar, a inicial acusatória. Não se sabe, ainda, se haverá, ou não, ação penal presidencial. O processo penal avançou muito pouco no Brasil. As instituições continuam funcionando normalmente, dizem os políticos. Será?
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Resolução SSP-83, de 19-6-2017

Determina a observância do disposto na Portaria 28-COLOG, de 14-03-2017, do Comandante Logístico do Exército Brasileiro, pelas Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo.

Foto: arquivo pessoal
O Secretário da Segurança Pública, resolve:
Artigo 1º - As Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo deverão observar o contido na Portaria 28-COLOG, de 14-03-2017, do Comandante Logístico do Exército Brasileiro, que deu nova redação a dispositivos da Portaria 51-COLOG, de 8 de setembro de 2015, em especial ao dispositivo no art. 135-A, que autoriza “o transporte de uma arma de porte, do acervo de tiro desportivo, municiada, nos deslocamentos do local de guarda do acervo para os locais de competição e/ou treinamento”.

Artigo 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Imprensa Oficial

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A cada 17 dias um policial se suicida no Estado


imagem: Internet
Alfredo Henrique
O estresse e o contato diário com a violência fizeram com que 228 policiais se suicidassem no Estado de São Paulo entre 2006 e 2016. Considerando o período e o número de casos, é como se um agente tirasse a própria vida a cada 17 dias. Do total de mortes, 182 foram de policiais militares (79,8%) e 46 de policiais civis (20,2%). Os dados são exclusivos do MetrôNews.
Além dos suicídios, 15.787 PMs foram afastados da corporação, durante o período, para se submeter a tratamento psiquiátrico. Isso corresponde a quatro desligamentos diários entre 2006 e 2016. A reportagem não obteve a quantidade de afastamentos da Civil, nem informações sobre tratamentos oferecidos nesta corporação.
O número de PMs que se mataram “não é normal”, como apontou Aurélio Melo, professor do curso de Psicologia e especialista em suicídio da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Os índices são muito altos. É necessário investigar o que a corporação oferece como tratamento e remediação aos policiais. Falando de modo geral, é preciso entender como os PMs são pressionados, sobre as exigências feitas e também as negligências que sofrem”, disse.
Dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, sobre mortes de policiais em confronto, só reforçam o quão grave é a questão do suicídio entre os “profissionais de farda”. No mesmo período (2006-2016), 205 PMs morreram em serviço, quase a mesma quantidade daqueles que tiraram a própria vida. Assim, o suicídio é responsável por quase metade (exatamente 47%) das mortes não naturais entre os PMs. O ato de matar a si mesmo também é frequente entre os policiais civis. Foram 42 suicídios contra 66 mortes no cumprimento do dever.
A quantidade de PMs mortos em ação é maior, pois estão mais expostos a riscos, pelo fato de trabalharem intensamente nas ruas, tendo maior contato com marginais. Já agentes da Civil estão menos sujeitos a confrontos com criminosos – pois atuam na investigação de delitos.

Pressão de todos os lados
Segundo um sargento aposentado da PM, que terá o nome mantido em sigilo a seu pedido, o policial recebe pressão de todos os lados.
A violência testemunhada no cotidiano da profissão, aliada às cobranças do comando da corporação, são fatores apontados pelo sargento como desgastantes. “Não dá para o PM estar em todos os lugares ao mesmo tempo e coibir de forma incisiva a criminalidade. Isso é cobrado pelos comandantes e estressa muito”, revelou.
O ex-sargento acrescentou que a má remuneração, aliada ao desgaste de “fazer bicos” para completar a renda mensal, contribuem para que alguns policiais desenvolvam problemas emocionais.
A PM foi questionada sobre programas de tratamento psiquiátricos e de prevenção oferecidos pela corporação, mas não houve manifestação até a conclusão desta reportagem.

Cultura prejudicial e “mistura” perigosa
O psiquiatra e coordenador do Serviço de Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Teng Chei Tung, afirmou que o nível “altíssimo” de estresse vivido por policiais e o fato de andarem armados são uma combinação perigosa. “A profissão implica em ter porte de arma, que é o elemento mais letal e mais fácil para se consumar um suicídio”, explicou.

Disse ainda que os valores da corporação, como se submeter a uma hierarquia e não demonstrar fraqueza, podem levar ao desenvolvimento de um quadro depressivo. “O abuso de álcool e drogas também pode contribuir para a consumação de um suicídio. A PM precisa oferecer um tratamento psicológico [aos policiais], além de trabalhar as questões sobre a cultura institucional”, recomendou o psiquiatra.
imagem: reprodução
Url da matéria: http://www.metronews.com.br/ultimas/a-cada-17-dias-um-policial-se-suicida-no-estado/

segunda-feira, 12 de junho de 2017

PROGRAMA DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA



PROGRAMA DE GESTÃO DA QUALIDADE
PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA

“PGQ” 

                      O PGQ® é um programa educacional gratuito destinado aos gestores da pasta de segurança pública desenvolvido pela International Police Association - IPA-SP, em parceria com instituições especializadas no tema. O objetivo é a sensibilização dos profissionais de segurança pública para a incessante busca de qualificação pessoal, profissional e conjuntamente o crescimento de sua instituição policial.

                      O programa é desenvolvido mediante o fornecimento de um curso de capacitação na modalidade à distância para 100%[1] do efetivo da corporação, para que a visão desejada seja aplicada uniformemente. As lições são disponibilizadas via e-mail a cada sete dias onde, em 30 dias o Programa estará concluído.
                   
                     Ao término do programa de treinamento, cada policial devidamente inscrito e que conclua as quatro etapas do PGQ®, receberá em seu e-mail o respectivo Certificado de Conclusão, o qual deverá, a critério da autoridade superior, ser publicado em boletim interno ou diário oficial local, demonstrando publicamente o esforço coletivo na busca por processos de melhorias.

                    Poderá também o gestor optar por receber todos os certificados de forma centralizada por e-mail[2], para que possa organizar uma solenidade política de entrega de certificados para todo o seu efetivo, dando maior visibilidade da iniciativa da gestão em melhor trabalhar para toda sociedade.

Estamos ao inteiro dispor para as tratativas de adesão ao PGQ®


Atenciosamente

Jarim Lopes Roseira
Presidente IPA-SP



[1] Para que a instituição possa receber o selo IPA de gestão pela qualidade o gestor deverá capacitar todo o seu efetivo para que haja a garantia da uniformidade da visão e nivelamento interno do conceito de gestão pela qualidade.
[2] Nesta opção o gestor deverá enviar a logomarca da corporação para que seja inserida no certificado também, e se assim o desejar, poderá assinar conjuntamente, mediante envio de assinatura eletrônica.

DELEGADO JOSÉ LEONARDO PEDROSO

HOMENAGEM
Setor de Jogos e Costumes da Delegacia Seccional de Campinas, na década de 70.
Delegados de Polícia José Leonardo Pedroso (sentado), Antônio Carlos de Toledo Neto (à esquerda) e Humberto Barros Franco Filho.
Fonte: Memórias da Polícia Civil de São Paulo

Carlos Alberto Marchi de Queiroz

Soube do passamento do doutor José Leonardo Pedroso pela coluna Falecimentos do Correio Popular, de 12/5, A10. Laconicamente, dizia que morrera em 9 de maio de 2017, que nascera em Tambaú, SP, em 25 de janeiro de 1938 - dia da celebração da conversão de São Paulo - deixando irmãos, filha e duas netas.
 Doutor Pedroso foi uma das autoridades policiais mais íntegras e dinâmicas da Polícia Civil de Campinas. Convivi com ele, como professor da Academia de Polícia e como operacional , em face da  organização, que nos atribuiu  semelhantes missões.
 Atarracado, baixo, forte, explosivo, fumante inveterado, voz tonitruante, personalidade marcante, enxergava através de grossos óculos. Lembrava o político Mário Covas. Sempre me telefonava de Florianópolis, onde gozava do ócio com dignidade. Tratava-me, fraternalmente, de Carlos Alberto.
Num dos telefonemas, no ano retrasado, ainda morando aqui, contou-me delicioso episódio, acontecido dentro de um supermercado perto do Centro de Convivência, no Cambuí. Relatou que, certa manhã, fazendo fila para pagar as compras, percebeu que um jovem, marombado, ofendia, com palavras de baixo calão, a operadora de caixa que, chorando, não conseguia livrar-se do turbulento.
 Aproximou-se, perguntando com voz grave: “O que está acontecendo?”. O folgazão, respondeu: “Cale a boca, velho!!!”. Pedrosão não vacilou. Esfregando a carteira funcional, de cor vermelha, que conservara, como de direito, após a aposentadoria, na cara do malvivente, retrucou, com voz de trovão: “Velho não. Delegado de polícia!!!”
 Agarrando o esbugalhado desordeiro pela gola, convocou os seguranças. Identificando-se, determinou: “Detenham este indivíduo. Chamem a PM!” O brutamontes, pálido, molhou-se, pedindo o relaxamento da custódia.
 Pedroso ordenou: “Peça desculpas à moça, moleque”. Blefou: “Senão, vou levá-lo ao 13º DP  do doutor Rocha, para autuá-lo por desacato”. Arrematou, energicamente: “Só irei relaxar a prisão se pedir desculpas à mocinha.”
Dirigindo-se, carinhosamente, à vítima, perguntou: “Filha, você aceita as desculpas dele?” Diante da anuência da garota, ordenou: “Então, vagabundo, peça desculpas, já!” O indigitado, apavorado, obedeceu. Liberado, desapareceu antes da chegada dos milicianos, logo dispensados pelo delegado aposentado. Contou-me isso, dando gostosas gargalhadas.
José Leonardo Pedroso, cremado em Florianópolis, foi um dos mais destemidos delegados de Campinas. Filho de humilde oleiro em Tambaú, órfão de mãe, foi adotado pelo delegado Ulhoa Canto, em 1944, quando o diretor da 3ª Delegacia Auxiliar, visitando, em inspeção, a cidade do padre Donizetti, encantou-se com aquele menino de 6 anos, que sofria de paralisia infantil.
Levado para São Paulo, o petiz, operado e curado, frequentou colégios. Formando-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em primeiro lugar, foi colocado pelo pai adotivo na Polícia Civil como delegado substituto. Efetivado em 1968, após prestar concurso de provas e títulos, iniciou a carreira em Analândia. Transferido para Piracicaba, veio depois para Campinas, como titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito - Deat.
No início de 1970, chefiou a Delegacia de Jogos, Costumes e Entorpecentes. Nessa ocasião, segundo Antonio Lázaro Constâncio, presidiu o primeiro  flagrante de LSD contra uma socialite  que portava a droga.  Depois, inaugurou o 2º DP, no São Bernardo, como titular. Prendeu o famigerado ladrão Pé Sujo e Luiz Carlos do Valle, romântico assaltante de bancos. Acabou com a prostituição no centro da cidade.
Nessa década, presidiu inquérito contra ex-prefeito, acusado de apropriação dos trilhos dos bondes, desativados anos antes, localizados em Pedregulho, na fazenda do pai, arquivado em juízo. Foi assistente do delegado Amândio Augusto Malheiros Lopes, na Delegacia Seccional e na Delegacia Regional de Polícia, por seus excepcionais dotes intelectuais, morais e jurídicos.
No último ano do governo Montoro, em 1986, e nos sucessivos, de Orestes Quércia, que o detestava, tornou-se o segundo homem na hierarquia da Polícia Civil, trabalhando como chefe de gabinete do delegado-geral Amândio. Depois, foi delegado regional de Piracicaba por seis anos. Perdeu um filho, investigador de polícia, morto no cumprimento do dever. Sofreu muito com a tragédia. Serviu, de novo, ao DGP Jorge Miguel. Tratava de filho os mais jovens  Encerrou a carreira como diretor da Academia de Polícia de Campinas, em 2008, defendendo os Direitos Humanos.
Antes de falecer, telefonou-me pedindo que advogasse para sua esposa, a fim de receber seu pecúlio. Confessou-me que Deus não o amava mais e que dele se esquecera. Deus levou-o há um mês. Pedroso combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé, a exemplo do apóstolo Paulo, em sua Segunda Carta a Timóteo, 2 Tm 4:7.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Alleges drug dealer raided by police while showing off cash in Facebook Live stream

Swat Team threw smoke bomb before descending on the property, neighbour say



An alleged drug dealer filmed himself showing off wads of cash during a live online video stream when his house was raided by police.
Breon Hollings was arrested after officers found a handgun, ammunition, crack cocaine, oxycodone pills and drug paraphernalia in his trailer, according to an arrest report obtained by Action News Jax.
The online video on Facebook Live appears to show the 22-year-old money around while speaking incoherently at the camera. 
Breon Hollings waving money at the camera moments before SWAT team descends on his trailer (Facebook/ Breon Hollings)
He said: “This s*** don’t stop, man. We got [sic] on this s*** man. This [sic] don’t stop man.”
Approximately one minute into the recording, he appears to pause after hearing the officers before looking outside.
One of them can be heard announcing their presence and their search warrant, before neighbours say they hurled smoke grenades into the home before moving in.
Breon Hollings (Jacksonville Police)
Mr Hollings quickly left the room, but was arrested moments later.
The police said the search warrant had been planned for that day and that the video had nothing to do with it.
He has been charged with possession of a weapon or ammunition as a convicted Florida felon, possession of paraphernalia for the manufacture or delivery of drugs, possession of a controlled substance and possession of cocaine.
Facebook users condemned his actions. 
Url: http://www.independent.co.uk/news/world/americas/drugs-arrest-facebook-live-police-florida-breon-hollings-22-years-old-video-caught-a7770766.html 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Police seize 60 assault rifles at Rio de Janeiro airport


Members of Rio de Janeiro's civil police display some seized rifled in Rio de Janeiro, Brazil, June 1, 2017. EFE/Marcelo Sayao

Rio de Janeiro, Jun 1 (EFE).- Police seized 60 assault rifles hidden in a cargo container at the Rio de Janeiro international airport, authorities said Thursday.
The shipment of swimming pool heaters dispatched from Miami also contained 45 AK47 rifles, 14 AR15's and one G3 rifle, all heavy caliber military weapons.
In Brazil, the weapons hidden in the shipment are considered war materiel and their use is exclusively reserved for the armed forces.
This is the largest seizure of this kind of weapons in a single operation in the last 10 years in Rio, where there are ongoing armed clashes among bands of gunmen vying for control over illegal drug sales points.
Participating in the operation conducted at the airport's cargo terminal, which resulted in the arrests of four people, were agents from the Rio de Janeiro state police's special unit dealing with munitions and explosives.
The seizure was made possible thanks to a year-long investigation and information obtained from court-ordered wiretaps of telephone calls.
The investigation began with the confiscation of a weapon used in the murder of a police officer in Sao Gonzalo, a municipality in greater Rio. Police were able to trace the serial number of the weapon to determine its origin.
With Thursday's seizure, police have confiscated 250 assault rifles within the past 5 months in Rio de Janeiro.
Assault rifles are the weapons preferred by drug trafficking gangs that control several of Rio's main shantytowns, or "favelas," since they enable them to attack the police from the positions they occupy on the crests of hills within the slums.
Murders in Rio totaled 7,699 in 2007, but - with the government's aggressive plan to "pacify" the favelas and drive out the drug gangs - the number of killings fell to 4,666 in 2012, although they resurged to 6,248 last year. EFE
Source: http://www.worldnewsenespanol.com/