terça-feira, 17 de outubro de 2017

Corpo de policial civil é enterrado com homenagens em Araçatuba


Url da imagem: http://sbtinterior.com/thb.php?src=galeriaf/1508243773andre1-jpg.jpg&w=550
O corpo do policial civil André Luís Ferro da Silva, que tinha 37 anos, foi enterrado nesta manhã (17), no cemitério Jardim da Luz, em Araçatuba. Policiais militares, civis e o Corpo de Bombeiros, além de parentes e amigos, prestaram as últimas homenagens ao policial.

André, que fazia parte do GOE (Grupo de Operações Especiais), foi a única vítima que morreu durante o mega-assalto a unidade da Protege, que causou pânico e terror entre os moradores de Araçatuba. Ele deixou esposa e três filhas.

O policial foi chamado pelos pais, que moram no bairro Santana, onde aconteceu o crime, para verificar o que estava acontecendo. Ao chegar próximo do local do crime, ele foi alvejado. Ainda segundo a polícia, André iria para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) após um chamado da Polícia Civil durante a ocorrência.
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 Durante a ação, os bandidos explodiram paredes da empresa de transporte de valores, cercaram a sede do CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior) com caminhões e armamento de grosso calibre. Eles ainda fecharam a rodovia Marechal Rondon (SP-300) e a estrada que dá acesso ao aeroporto Dario Guarita para impedir a decolagem do helicóptero Águia.

Até agora, nenhum envolvido foi preso. Oito veículos usados pelos bandidos durante o crime foram apreendidos em cidades da região.


A Protege não informou o valor do dinheiro levado pelos criminosos. As investigações continuam.
Url da matéria: http://sbtinterior.com/noticia/corpo-de-policial-civil-e-enterrado-com-homenagens-em-aracatuba.html

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Las Vegas: Estas son las armas utilizadas por Stephen Paddock

Una está equipada con una mira telescópica

imagen: http://www.veteranstoday.com/wp-content/uploads/2016/06/IMGP0715.jpg

La prensa difundió las primeras imágenes de las armas utilizadas por Stephen Paddock para disparar desde el piso 32 del hotel Mandalay Bay sobre los asistentes a un recital de música country, donde murieron al menos 59 personas y 527 resultaron heridas.
Los dos fusiles de asalto presentes en las fotos publicadas por la cadena Boston 25 News son variantes del AR-15, la versión civil y semiautomática del famoso M-16 y su carabina M-4, en servicio en el ejército de los Estados Unidos desde la Guerra de Vietnam.
Una de las armas está equipada con una mira telescópica y un bípode, lo que implica que habría sido usada para disparar con precisión desde la habitación del hotel, que se encuentra a unos 450 metros del predio en que se desarrollaba el Route 91 Harvest Festival.
El otro fusil tiene una mira de tipo reflex sobre un riel Picatilly, menos apta para el tiro a distancia, pero tiene un cargador especial con mayor capacidad para las municiones calibre .223 (5,56X45mm) utilizadas por estas armas. Además, puede verse una adaptador en la culata que permite el tiro automático.
Además de múltiples vainas vacías, las imágenes muestran el martillo con el que el tirador presuntamente rompió el vidrio de la ventana para comenzar su masacre, según señala Infobae.
¿Pero por qué acumulaba 23 de estas armas, que habría subido en 10 valijas a la habitación del hotel?
Numerosos testigos reportaron haber escuchado fuego automático, es decir una rápida sucesión de disparos, durante el ataque. Por esta razón se reportó que una ametralladora había sido utilizada.
Prohibidas en casi todo el mundo, estas armas mortíferas pueden ser compradas por civiles en los Estados Unidos, pero los requisitos y los impuestos hacen que sea mucho más difícil.
"El alto número de armas de fuego encontradas en el hotel sugieren que el tirador estaba preocupado por el calentamiento de los cañones. Estos cañones pueden llegar a temperaturas de varios cientos de grados, se ponen naranja e incluso azules por el disparo de municiones que salen a cientos de metros por segundo", explicó el periodista especializado Alex Horton al Washington Post.
Las ametralladoras utilizan cañones más gruesos capaces de soportar el tiro sostenido, pero Paddock presuntamente no habría logrado hacerse de una.
En cambio consiguió decenas de fusiles de asalto AR-15, un popular modelo que actualmente poseen millones de estadounidenses, que es fabricado bajo licencia por numerosas empresas y que ya fue hallado en masacres como la de San Bernardino, en California, en Aurora, Colorado, y en Newton, Connecticut.
Según el periódico británico Daily Mirror, entre las variantes del fusil de asalto se encuentra las de fabricación belga FN-15 y las estadounidenses Daniel Defense DDM4.
Se trata incluso de un arma modular, construida en diferentes secciones fácilmente intercambiables, que los usuarios modifican constantemente, por lo que no suele haber dos iguales.
El sheriff de Las Vegas, Joe Lombardo, dijo en una conferencia de prensa que habían encontrado vainas de calibre .223, utilizado por el AR-15 y de .308 (7,62x51mm), un tipo también militar muy usado en cacería.
También informó que había armas de la empresa Sig Sauer y una variante del AK-47, aunque no se encontraron aún vainas de los calibres 5,45x39mm y 7,62x39mm utilizados por estas armas de diseño ruso.

Tampoco se reportó que el tirador hubiera tenido entrenamiento militar, y quizás esto explique que haya llevado armas que, a 450 metros de distancia, se encuentran al límite de sus capacidades.
Url: http://www.andina.com.pe/Agencia/noticia-las-vegas-estas-son-las-armas-utilizadas-stephen-paddock-685084.aspx

sábado, 30 de setembro de 2017

Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo

Imagens: Arquivo pessoal e Internet/Colagem: Israel Coutinho

LEI Nº 12.259, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2006.

Institui o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo".

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o "Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo", a ser comemorado, anualmente, no dia 30 de setembro.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, aos 15 de fevereiro de 2006.
Geraldo Alckmin
Saulo de Castro Abreu Filho
Secretário da Segurança Pública
Arnaldo Madeira
Secretário-Chefe da Casa Civil

Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 15 de fevereiro de 2006.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Man Acting Crazy On Bus Gets Shot By Cops



Video from a deadly officer-involved shooting in northwest Oklahoma City was released Monday. Police say the events started June 24th. Miguel Angel Chavez-Angles first encountered police around 12:33 p.m. at the St. James Catholic Church in the 1100 block of S.W. 45th. Church staff told police that Chavez was praying at the church and was very upset about his potential divorce. He was reportedly banging his head on the floor.
Officials say an officer spoke with Chavez and he agreed to go to St. Anthony's Hospital for an evaluation. He was transported to St. Anthony's around 1:35 p.m. and discharged from the hospital about two hours later. At 4:30 p.m., police say Chavez called his wife and told her he was walking the streets, trying to find a ride. About fives minutes later, police received reports about a kidnapping near 11th and Walker.
Chavez allegedly got into a vehicle with two women and told them to drive. Witnesses followed the vehicle Chavez was driving all the way to N.W. 22nd and Western, where he allegedly got out of the car and ran into O'Reilly Auto Parts and locked the door. Police say the store manager asked Chavez to leave. That is when he allegedly ran to a nearby city bus. An officer followed behind him.
Police say the surveillance video from the bus shows Chavez was acting aggressively towards the officers. On the security video, Chavez is heard urging to bus driver to drive. "I will give you whatever you want," Chavez said. He asks the driver not to open the door, and tells him to keep driving. In the video, Chavez is seen grabbing one of the fire extinguishers on the bus and taking the pin out.
That is when the bus driver, John Mobley Jr., asks Chavez to get off the bus. When Chavez refuses to get off the bus, Mobley then stops the bus and asks everyone on the bus to get off. Police officers quickly arrive on scene. When Chavez sees Officer Heather Lane, he attempts to throw the fire extinguisher at her. However, when the fire extinguisher slips out of his hand, he reaches for Officer Lane's gun.

The two struggle for the weapon and then one shot goes off. Police say that is when Officer Daniel Carli gets on the bus to assist Officer Lane. Officer Carli then fires several shots, striking Chavez. Police say Chavez died on the bus. The two officers involved remain on restricted duty.

Source: TITANVORTEX

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Polícia identifica os 10 suspeitos de roubo à residência mortos no Morumbi

Operação após roubo de casa em bairro nobre da Zona Sul de São Paulo teve tiroteio. Nenhum dos treze policiais ficaram feridos.

Fonte do vídeo: TV Brasil
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) divulgou na segunda-feira (4) os nomes dos dez suspeitos que morreram após assalto a uma casa no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, no domingo (3).
A operação teve apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Nenhum dos treze policiais ficaram feridos.
Confira os nomes dos suspeitos mortos:

1 - Mizael Pereira Bastos, o Sassá, de 28 anos;
2 - Felipe Macedo de Azevedo, o Miojo, de 24 anos;
3 - Hudson Macedo, o Neném, de 29 anos;
4 - Ires da Silva Queiroz, de 28 anos;
5 - Rafael Anunciação dos Santos, de 28 anos;
6 - Edmilson José Rocha, de 35 anos;
7 - Jeferson Souza de Melo, de 33 anos;
8 - Paulo Ricardo Sena Matos, de 30 anos;
9 - Rodrigo Kaique Evangelista dos Santos, de 18 anos;
10 - Paulo Alberti Mauriti da Costa, de 29 anos.

Segundo a polícia, os assaltantes estavam armados com quatro fuzis, três revólveres e duas pistolas quando invadiram, uma casa na Rua Puréus, onde estavam quatro moradores, sendo três adultos e uma adolescente.
O delegado Ítalo Zaccaro Neto, responsável pela operação, disse que não tem prazer nenhum em ações que terminam em mortes. "Estou aqui há 30 anos e o revide deles está muito violento. Somos seres humanos como outros quaisquer. Gostaria que fosse diferente", disse.
Foram quase 20 minutos de intenso tiroteio. Um morador gravou o som de tiros entre policiais civis e criminosos. O vídeo feito por celular não mostra o confronto, mas captou o som dos disparos. Foram ouvidos tiros, disparos e rajadas de armas como fuzis, revólveres e pistolas.
Outros moradores do Morumbi chegaram a pensar que os tiros fossem, na verdade, fogos de artifício.
Url da matéria: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/policia-identifica-os-10-suspeitos-de-roubo-a-residencia-mortos-no-morumbi.ghtml

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Delegado Claudinê Pascoetto

Homenagem
Fonte da imagem: Memórias da Polícia Civil de São Paulo
Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Claudinê Pascoetto, delegado ímpar da Polícia Civil, da segunda metade do século 20, faleceu em Campinas, no dia 15 de julho de 2017. Estava com 74 anos.
No círculo exclusivo das autoridades e agentes que combatem o crime e a contravenção, doutor Pascoetto foi figura reverenciada. Identicamente, como professor de Direito Constitucional.  Aconselhava pares, comandados e alunos a respeitar os Direitos Humanos.
Campineiro da Vila Industrial, nascido em 9 de outubro de 1942, o libriano Claudinê era filho de humilde ferroviário da Companhia Mogiana. Sua mãe era de prendas domésticas. Após concluir o primário, no bairro, estudou no Colégio Estadual Culto à Ciência, onde destacou-se em atividades literárias  de Português e de Francês. Ingressou na Faculdade de Direito da então UCC, graduando-se, com distinção, em 1967. Pagou o curso trabalhando como bancário. Advogou alguns meses, antes de prestar concurso.
Como autoridade policial, pontificou na defesa do Estado Democrático de Direito, mesmo  policiando durante os Anos de Chumbo. Apesar de não deixar obras publicadas, Pascoetto elaborou preciosos relatórios em inquéritos instaurados para apurar infrações penais de ordem político-social, peças preservadas no Arquivo Oficial do Estado, na Capital.
Iniciou a carreira na região de São Carlos, em 1968. Em razão de seu saber jurídico, foi convocado para atuar no Dops. Foi destacado para atuar na CEI - Comissão Especial de Investigações- junto ao comando da  4ª Zona Aérea do Ministério da Aeronáutica.  Destacou-se pelo respeito aos Direitos Humanos assessorando oficiais da FAB em IPMs  instaurados contra opositores do regime militar de 1964.
O Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, não alterou a personalidade da elegantíssima autoridade. Continuou a tratar amigos e opositores com respeito. Admirado pelas mulheres, causava uma pontinha de inveja nos homens, que o apelidaram de Príncipe. Mantinha ótimo relacionamento com a imprensa, especialmente com Celso Afonso, Gonçalo Gonçalves e Antonio Erbolato.
Em razão de sua finíssima educação, tornou-se o primeiro titular da delegacia de Viracopos, onde grangeou amigos, permanecendo no comando por mais de uma década. Transferido para o Aeroporto de Congonhas, tornou-se, logo após, o primeiro titular da Delegacia do Turismo, na Avenida São Luiz, em São Paulo. Era fluentíssimo em inglês, francês e italiano.
Por ocasião da chegada ao Brasil de Américo Thomaz e Marcello Caetano, presidente e primeiro ministro de Portugal, depostos pela Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974,  Pascoetto foi a primeira autoridade a ingressar na aeronave da TAP, em Viracopos, assegurando-lhes o direito de asilo concedido pelo Brasil. Testemunhei, a poucos metros, o momento histórico.
 Foi excelente professor de Direito Constitucional . Tinha grande facilidade de expressar-se por palavras e por escrito. Haroldo Ferreira, antigo diretor da Academia de Polícia, onde Pascoetto lecionou Direito Constitucional, desde 1991, para as carreiras policiais, considerava-o um excelente professor. “Ele era um docente que cativava os alunos, pelo profissionalismo e pela clareza.”
Entre centenas de casos importantes solucionados, destacou-se pela prisão do mais poderoso bicheiro do Brasil,  Castor de Andrade, no Salão do  Automóvel, no Parque do Anhembi, no dia 26 de outubro de 1994. O rei da contravenção, de peruca e bigode, negros, com mandado de prisão em aberto, ousou sair do Rio de Janeiro viajando para São Paulo.  Acabou algemado por Pascoetto.
 Dedicou-se, por mais de 20 anos, ao ensino do Direito Constitucional na Faculdade de Direito da PUC-Campinas. Tinha mestrado pela USP. Na época, foi orientado pelo professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho, ex- vice governador, de quem  tornou-se amigo pessoal.
O senador José Serra, em seu livro Cinquenta anos esta noite, Record, 1ª edição, 2014, página 248, traça breve perfil de Claudinê, que o interrogou, cavalheirescamente, por mais de oito horas, nas dependências do Aeroporto de Viracopos, quando de sua volta do exílio, em 18 de maio de 1977.
Doutor Pascoetto encerrou sua brilhante carreira como diretor do Deinter-1, de São José dos Campos, em 2012, integrando o Conselho da Polícia Civil. Antes, foi delegado secional de polícia da Zona Norte, em São Paulo, e diretor da Divisão de Material. Modernizou unidades policiais, armamentos, comunicações e veículos.  Estudou combate ao narcotráfico na Polícia Nacional do Japão. Sempre foi promovido por merecimento.
Foi casado com a delegada de polícia Delma Pascoetto. Deixou um casal de filhos, Luiz Gustavo e Cláudia Helena, ambos delegados. Tocava saxofone. Nos últimos tempos atuava como advogado voluntário da Feac, de Campinas. Convenceu-me a ser delegado. Estava rascunhando um livro de memórias quando foi surpreendido pelas Parcas.
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Homenagem ao Policial Civil Bruno 'Xingu' Guimarães Buhler

Policial Civil Bruno Guimarães Buhler tinha 36 anos e há sete trabalhava na corporação. Ele foi saudado como 'guerreiro-herói' pela corporação.

imagem: reprodução
Bruno era lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Ele foi baleado no pescoço e socorrido no Hospital Geral de Bonsucesso. Segundo a unidade médica, a equipe que o atendeu realizou todos os procedimentos para reanimação, porém, sem sucesso. O policial morreu após uma parada cardíaca.
Em nota, a Polícia Civil informou que Bruno foi admitido na corporação em 2010 e desde 2014 estava na Core, a tropa de elite da Instituição. Apelidado de Xingu, ele foi classificado pela corporação como “um exímio atirador”.
No comunicado enviado à imprensa, a Polícia Civil prestou solidariedade à família e aos amigos de Bruno, destacando o reconhecimento dado ao agente pelos sete anos dedicados ao trabalho policial. “Guerreiro-Herói: você viveu e morreu combatendo o bom combate”, enfatizou a corporação.
URL: https://www.youtube.com/watch?v=IzjLGta_HAs
Operação no Jacarezinho

Além de Bruno, outra pessoa foi baleada na troca de tiros ocorrida durante a operação na comunidade do Jacaré. Identificada como André Macedo, a vítima foi baleada na perna direita e socorrida no Hospital Municipal Souza Aguiar.
A operação começou pela manhã e prendeu 15 pessoas, apreendeu 32 motos e seis carros, além de drogas. A ação, que também foi realizada na comunidade do Manguinhos, estava sendo elaborada há oito meses e contou com cerca de 200 homens da Delegacia de Combate às Drogas, da Força Nacional e de outras delegacias especializadas.
A intenção da polícia era cumprir 23 mandados de prisão.As circunstâncias em que Bruno foi baleado estão são investigados pela Polícia Civil.
Dois PMs assassinado em menos de 12 horas
Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, dois policiais militares foram mortos na capital fluminense. Ambos os crimes ocorreram na Zona Norte da cidade.
Fonte da matéria: http://g1.globo.com/


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Agente Melissa foi morta após monitoramento e por não andar armada

PCC decidiu assassinar servidora por ser considerada um alvo de “fácil alcance” e para isso seguiu a risca um plano muito bem traçado....

Foto: reprodução
Houve um momento de dúvida entre os assassinos quando finalizavam os preparativos para a morte de Melissa de Almeida Araújo, 37. Era realmente necessário matar a mãe de um filho de dez meses? Na discussão prevaleceu a ordem do PCC (Primeiro Comando da Capital): sim, a psicóloga do presídio de segurança máxima de Catanduvas (PR) seria a terceira vítima da facção no sistema penitenciário federal.
O planejamento e execução do homicídio que aconteceu em maio seguiu uma rígida divisão de tarefas, apurou o UOL com fontes ligadas à investigação do caso.
Três meses antes do assassinato, uma "equipe de levantamento de informações" chegou à região de Cascavel (PR). Com uma população estimada em mais de 316 mil habitantes pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade se caracteriza por ser um polo do agronegócio baseado na cultura da soja.
Melissa morava com o marido, o policial civil Rogério Ferrarezzi, em um condomínio de classe média de Cascavel --distante 55 km de Catanduvas.
"Em um dos celulares dos criminosos apreendidos pela polícia, foram encontradas fotos de várias casas e carros de agentes que trabalhavam na prisão de Catanduvas", diz, sob a condição de sigilo, um dos agentes que trabalham na unidade prisional. Ele próprio foi um dos monitorados pelo grupo criminoso.
"Eles chegaram a ter audácia de bater nas portas de algumas residências para verificar os endereços dos agentes", acrescenta.

PCC quer intimidar e desestabilizar

O UOL revelou no último dia 30 de junho que a maior facção criminosa do país, de acordo com a PF, cometeu os homicídios com o objetivo de "intimidar e desestabilizar" os servidores que trabalham nas quatro unidades federais do país: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
De acordo com parecer do MPF (Ministério Público Federal), o regime aplicado nestas penitenciárias é considerado "opressor" pelo PCC, pois os agentes costumam barrar o acesso dos presos dessas unidades a "regalias ilícitas", como a posse de telefones celulares dentro das celas.

Por que matar Melissa?

Nas investigações sobre os três casos, ficou comprovado que não havia um caráter pessoal na escolha daqueles que seriam assassinados. "Eles não visam as pessoas, e sim o Estado. Os agentes são representantes do poder público. Eles querem abalar o sistema penitenciário federal como um todo", afirma um membro do MPF que atua em um dos casos.
Melissa foi escolhida como a terceira vítima, depois de ter sua rotina monitorada por pelo menos 40 dias, por uma razão específica: ela não andava armada. Mesmo com a contrariedade de alguns dos assassinos "por matar uma mulher", o destino da psicóloga foi decidido por ela ser considerada um alvo de "fácil alcance", afirma um dos investigadores da PF que trabalha no caso.
"Quando a morte dela foi anunciada na penitenciária, os próprios presos ficaram surpresos. Ela era vista com simpatia por eles, por trabalhar sempre de acordo com os padrões estabelecidos, ajudando-os inclusive dentro da legalidade", diz outro agente ouvido pela reportagem.
Melissa trabalhava no sistema penitenciário federal desde o ano de 2009. Ela era responsável por fazer o acompanhamento psicológico dos presos de Catanduvas e voltara da licença-maternidade havia poucos meses.

Morte dentro de casa

No meio da tarde de 25 de maio, Melissa saiu do presídio de Catanduvas. Pegou o marido de carro na delegacia em que ele trabalhava e os dois seguiram à creche para buscar o filho de dez meses.
Por volta das 18h, o carro dela chegou ao condomínio onde morava. Ela não tinha notado, mas havia sido seguida desde o começo da manhã por homens distribuídos em três carros roubados.
Melissa passou pelo portão do condomínio e ao menos um dos carros conseguiu entrar logo depois. Acionou o botão da garagem de sua casa e, enquanto ela manobrava o carro, dois homens armados com pistolas 9 milímetros saíram do carro onde estavam e começaram a disparar contra ela.
Rogério Ferrarezzi sacou sua arma e revidou os tiros. O policial foi atingido pelo menos oito vezes. Melissa saiu do carro com o bebê no colo e correu para dentro de casa, mas os atiradores conseguiram alcançá-la. Ela recebeu dois tiros no rosto. O filho saiu ileso.
"É o padrão do PCC para execução agora. Eles usam pistola Glock de calibre 9 milímetros, com modificação para rajada e carregador de 30 munições", diz um investigador da PF. A arma de uso exclusivo da PF e das Forças Armadas também foi utilizada na morte do agente Alex Belarmino, em setembro de 2016.
Logo após o atentado, uma operação envolvendo várias forças policiais fechou as saídas da cidade e conseguiu prender quatro envolvidos no crime. Outros dois suspeitos foram mortos a tiros. Pelo menos metade deles tem ligação com o PCC, apurou a reportagem.
Procurado pelo UOL, o delegado federal Marco Smith afirmou que o inquérito ainda está em andamento e que a investigação é sigilosa. "O que podemos dizer neste momento é que as provas colhidas até aqui apontam para a participação de membros de uma facção criminosa fundada em São Paulo", disse.
Fonte: Uol

quarta-feira, 5 de julho de 2017

INQUÉRITO POLICIAL PRESIDENCIAL

Processo Penal

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Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Quem diria que um dia um presidente da República Federativa do Brasil seria indiciado em inquérito policial, intimado por telefone por uma escrivã de polícia, interrogado mediante questionário, com direito a permanecer calado, passar à condição de réu em ação penal, após relatado o procedimento, acusado de prática de corrupção passiva no exercício do cargo em denúncia  encaminhada à Câmara Federal pela presidente do STF, e notificado formalmente da imputação pelo presidente da  Casa?
Nunca antes, na história deste País, parafraseando famoso réu da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, um ocupante da curul máxima do Poder Executivo, presidente da Terra Papagalorum , havia sido submetido a uma rigorosa investigação, presidida pelo STF, auxiliado pela Polícia Federal, e acompanhada por procuradores da República.
 Ainda era garoto, de dez anos, matriculado no quarto ano do curso primário, hoje quinta série do ensino fundamental, quando, na manhã de 24 de agosto de 1954, o diretor do grupo escolar, em Araraquara, entrou de supetão na sala de aula.  Cochichou, antes que nós ficássemos em pé, algo no ouvido da professorinha, saindo rapidamente. A mestra, adolescente, dirigindo-se à classe, disse, com tristeza: “Vão todos para casa. As aulas estão suspensas. O ’Bom Velhinho’ morreu. Até amanhã.”
Anos depois entendi as razões do ato extremo do presidente Vargas, que, forçado a licenciar-se do cargo pelas Forças Armadas, e na iminência de vir a ser indiciado em inquérito policial militar, instaurado na Base Aérea do Galeão, para apurar a morte de um top gun da FAB, deu um tiro de Colt, calibre 32, no peito, dentro do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, Distrito Federal, então.
Dias antes, em 5 de agosto, o major-aviador Rubens Florentino Vaz, herói nos céus  da Itália, piloto dos mortíferos Thunderbolt, P 47 D, do 1º Grupo de Aviação de Caça, o “Senta a Pua”, morrera num atentado na Rua Tonelero, 180, em Copacabana, do qual saiu ferido, no pé, o jornalista Carlos Lacerda. Foram emboscados por pistoleiros de aluguel, a serviço de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio. O suicídio comoveu a Nação, tanto quanto a morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994.
O inquérito policial, criação brasileira, é procedimento administrativo de natureza judiciária, presidido por delegado de polícia, estadual ou federal, destinado a investigar a materialidade e a autoria de crimes de médio ou grande potencial ofensivo, pois infrações penais de bagatela são apuradas pelos Juizados Especiais Criminais, desde 1999.
 Poderoso instrumento de busca da verdade real, existe desde 31 de janeiro de 1842, quando Dom Pedro II iniciava seu longo reinado. Remodelado em 1871, ainda como lei especial, o inquérito policial foi incorporado pelo Código de Processo Penal, de 7 de dezembro de 1940, do artigo 4º ao 23. Antes de 1842, a apuração das infrações penais era feita exclusivamente por juízes criminais. Magistrados presidiam devassas, de origem portuguesa, como a que indiciou Tiradentes.  Porém, muito preocupados com o crescimento da violência, os juízes criminais resolveram criar para si os delegados criminais, hoje delegados de polícia. Também, o inquérito policial. Porém, reservaram para si casos especialíssimos, envolvendo pessoas muito importantes, como Temer, cujas investigações são presididas pelo ministro Luiz Edson Fachin, do STF, auxiliado por delegados e agentes da Polícia Federal, acompanhadas por procuradores da República coadjuvantes, nunca protagonistas da histórica apuração policial judiciária.
O inquérito policial VIP, privilégio cartorial que protege Michel Temer, calcado nos princípios “the king can do no wrong”, “le roi ne peut mal faire”,  e, igualmente, no dogma bíblico “rex non potest peccare”, chegou ao Brasil com Cabral, o das caravelas. Decorridos quinhentos anos, essa franquia poderá continuar vigorando por muito tempo, caso não ocorra uma reforma constitucional no sentido que acabar, de vez, com o imoral foro privilegiado, deixando os processos criminais nas mãos exclusivas de juízes togados, à semelhança de muitos países do hemisfério norte.
 Todavia, a blindagem de foro não se esgota aqui. Recebido o inquérito policial presidencial pelo ministro do STF, os autos foram enviados ao Procurador-Geral da República. Rodrigo Janot, ofereceu denúncia que, nos termos da cabeça do artigo 86 da Constituição Federal, poderá, ou não, ser agora admitida pela Câmara Federal, cuja terça parte é  investigada ou ré na Suprema Corte. Só depois o STF, composto por ministros nomeados pela Presidência, poderá receber, ou rejeitar, a inicial acusatória. Não se sabe, ainda, se haverá, ou não, ação penal presidencial. O processo penal avançou muito pouco no Brasil. As instituições continuam funcionando normalmente, dizem os políticos. Será?
*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.