quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Despicable bullies beat down 12-year-old with special needs, but they're really regretting recording it on video


"It's gotta stop, no matter what."

Image Source: Twitter video screenshot
A 12-year-old with autism who has faced relentless bullying inspired a national campaign of support after videos of his beatings went viral.
The brutal videos out of Yukon, Oklahoma, were circulated on social media where most are reacting with outrage, and support for Rayden Overbay, the victim.


The parents of Rayden say he has faced bullying because of his special needs. They say he deals with ADHD, ODD, ADD, and Autism Spectrum Disorder.

"It's gotta stop, no matter what. Whether it's my son somebody else's son or daughter, it's gotta stop," said Danny Overbay.
He broke down in tears as he related that some of the bullies had pretended to be his son's friends.
Scotlyn Overbay, Rayden's mother, says that she has personally witnessed the bullying from other kids.
"As you saw in the video, he's always been bigger than everybody. I would witness kids when he was like 8 or 9 just walk up and punch him square in the stomach," she said.
The community responded to the videos with support for Rayden, and a social campaign under the hashtag #StandWithRayden.
Unfortunately, some replied with death threats against the children who were seen bullying Rayden in the video.
"These are adults threatening children," said Scotlyn. "Threatening harm to children, which is totally unacceptable. I shouldn't have to sit here and say adults quit threatening 12 and possibly 13-year-old children."
The Overbays say they forgive the bullies and do not blame the Yukon school where the bullying was recorded.
Those who want to support Rayden and his family can contact the non-profit organization "Fight for the Forgotten."
url: https://www.theblaze.com/news/viral-videos-of-bullies-beating-12-year-old-with-autism

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Levi Adrian Felício foi preso no seu apartamento em um dos bairros mais luxuosos de Assunção; homem apontado como seu braço direito, Márcio Gayoso, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero


Divulgação/Senad Paraguai
Levi Adriani Felicio, apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para o CV e PCC, foi preso no Paraguai

Um brasileiro apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foi preso, na madrugada desta segunda-feira (14), por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD). 
Seu braço-direito, um paraguaio de 27 anos, também foi detido em uma ação simultânea ocorrida no país. A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) vai apurar a ligação deles com criminosos do PCC E CV no Rio.

Levi Adrian Felício, 57 anos, apontado como o chefão que abastece com armas, cocaína e maconha as facções no Brasil, foi preso no seu apartamento em Villa Morra, um dos bairros mais luxuosos de Assunção. Levi estava dormindo quando os policiais invadiram o seu imóvel, acompanhado de uma brasileira. Ele tinha mandados de prisão em aberto tanto no Brasil quanto no Paraguai.
Os policiais apreenderam no local um fuzil calibre 762, duas pistolas, dois revólveres calibre 38, munições de vários calibres, dinheiro e documentos. Também foram encontrados veículos luxuosos, relógios caros, celulares e computadores.
Ele estava no Paraguai com identidade falsa. De seu poder, foram apreendidos 1 rifle de calibre 762, 2 pistolas de 9 mm e 2 revólveres de 38 calibre e projéteis de vários calibres. Além disso, dinheiro, jóias, relógios, telefones celulares, computadores e documentos.



Já o homem apontado como seu braço direito, o paraguaio Márcio Gayoso, de 27 anos, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta-Porã, no Mato Grosso do Sul. Com Candonga, como é conhecido, havia armas, documentos e dinheiro. Ele é o coordenador da logística do fornecimento de armas e drogas na fronteira, segundo a SENAD. 

"Estamos apurando se alguém que estamos investigando tem relação com eles e vamos instaurar um procedimento. Estamos levantando informações sobre eles para ver se bate com alguma investigação nossa", disse o delegado-titular da Desarme, Marcus Amin.
Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-14/fornecedores-de-armas-e-drogas-do-pcc-e-cv-sao-presos-no-paraguai-veja-video.html


terça-feira, 15 de outubro de 2019

15 de outubro – Dia do Professor


No dia de 15 outubro, comemora-se anualmente o Dia do Professor, profissional muito importante para a construção do saber, mas que, nem sempre, recebe a valorização devida.


imagem: reprodução

No dia 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor. Importante data de nosso calendário, o Dia do Professor serve não apenas para parabenizarmos nossos mestres, mas também para refletirmos sobre a importância desse profissional em nossas vidas. Se você está lendo este artigo agora, provavelmente deve isso à dedicação de um professor, responsável por ensinar à maioria das pessoas as primeiras letras.
Quando foi criado o Dia do Professor?
Por que comemoramos o Dia do Professor no dia 15 de outubro? A data não foi escolhida por acaso: 15 de outubro é, tradicionalmente, o dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila, freira carmelita, mística e santa católica do século XVI, importante por suas obras sobre a vida contemplativa por meio da oração mental e por sua atuação durante a Contrarreforma.
A data também faz referência ao dia em que D. Pedro I, imperador do Brasil, no ano de 1827, baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil. A primeira grande contribuição da lei foi a determinação que obrigava as Escolas de Primeiras Letras (fase hoje que é conhecida como ensino fundamental) a ensinar para meninas e meninos a leitura, a escrita e as quatro operações de cálculo.
Nessas escolas também eram ensinadas noções gerais de geometria prática (essa última disciplina não era ministrada às meninas, que, em seu lugar, tinham aulas de corte e costura, bordado e culinária). Graças ao decreto, as primeiras escolas primárias do país chegaram em todas as vilas, cidades e lugares mais populosos do Brasil, fato que contribuiu para a difusão do saber escolarizado.
Cento e vinte anos depois, a data foi transformada em feriado: em 1947, Salomão Becker, um professor paulista, sugeriu que em 15 de outubro fosse dado aos professores um dia de folga, haja vista que o segundo semestre escolar era extenso – durante o período, que ia de 1º de junho a 15 de dezembro, os profissionais contavam com apenas dez dias de folga.
Além de amenizar o cansaço dos professores, na data eles reuniam-se para analisar os rumos do restante do ano letivo, momento em que também contavam com a participação dos alunos. A celebração, que era realizada todos os anos em São Paulo, ficou famosa em todo o país até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963, aprovado pelo presidente João Goulart e pelo então ministro da Educação, Paulo de Tarso.

DECRETO Nº 52.682, DE 14 DE OUTUBRO DE 1963.
Declara feriado escolar o dia do professor.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, usando das atribuições que lhe confere o item I do artigo 87 da Constituição Federal,
DECRETA:
Art. 1º O dia 15 de outubro, dedicado ao Professor fica declarado feriado escolar.
Art. 2º O Ministro da Educação e Cultura, através de seus órgãos competentes, promoverá anualmente concursos alusivos à data e à pessoa do professor.
Art. 3º Para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias.
Art. 4º Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 14 de outubro de 1963; 142º da Independência do Brasil; 75º da República.
JOÃO GOULART
Paulo de Tarso

url da matéria: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-professor.htm


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Viatura da Tesla fica sem bateria durante perseguição policial nos EUA

Tesla Modelo S parado em Fremont, Califórnia

Uma viatura elétrica da Tesla , do bilionário Elon Musk , ficou sem bateria durante uma perseguição policial nesta querta-feira em São Francisco, no estado da Califórnia , nos Estados Unidos. Segundo um porta-voz da Polícia de Fremont, o veículo não foi totalmente carregado antes de ser utilizado.
O policial que perseguia um suspeito pela região de South Bay comunicou aos colegas que a bateria do carro havia falhado e pediu reforços pelo rádio. Outras unidades estavam na região e assumiram a perseguição , mas a missão foi cancelada cerca de 10 minutos depois, já que o suspeito dirigia de maneira perigosa, o que poderia colocar outras pessoas em risco. O carro que estava sendo perseguido foi encontrado horas depois, em San Jose, mas o homem conseguiu escapar.
Em agosto, um carro elétrico da Tesla  pegou fogo depois de colidir com um caminhão de reboque em uma rodovia de Moscou. A filmagem do incidente no canal de TV estatal Rossiya 24 mostrou o carro ao lado da estrada envolto em chamas e fumaça preta grossa. Duas pequenas explosões ocorreram em poucos segundos uma da outra.
Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2019-09-26/viatura-da-tesla-fica-sem-bateria-durante-perseguicao-policial-nos-eua.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Suicídio mata mais policiais do que os confrontos durante o trabalho


Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados; 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações


Policiais: violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves (Ueslei Marcelino/Reuters)


Rio de Janeiro — A 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra exposição à violência fatal a que os policiais brasileiros estão sujeitos. Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados, 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações de combate à criminalidade.
A violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves. Em 2018, 104 policiais cometeram suicídio — número maior do que o de policias mortos durante o horário de trabalho (87 casos) em confronto com o crime.
“No senso comum, o grande temor é o risco da violência praticada por terceiros, mas na verdade o suicídio está atingido gravemente os policiais e não está sendo discutido e enfrentado de forma global”, aponta Cristina Neme, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que edita o anuário.
“É um problema muito maior que muitas vezes é silenciado. São os fatores de risco da profissão que levam ao estresse ocupacional. Eles passam por dificuldades que outras pessoas podem ter, mas que no caso do policial esses problemas, quando associados ao estresse psicológico da profissão e do acesso à arma, pode facilitar esse tipo de ocorrência”, lamenta a pesquisadora.
Sem apoio
Entre 2010 e 2012, um grupo de psicólogos da PM com pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), investigou a questão através de uma pesquisa com policiais militares.
Entre as conclusões, um dado impressionante: no Rio, os PMs têm quatro vezes mais chances de cometer suicídio em comparação à população civil.
Os resultados do estudo foram publicados em 2016 no livro Por que policiais se matam?, coordenado pela pós-doutora em sociologia pela Uerj Dayse Miranda. Entre os problemas apontados, estão a dificuldade de pedir ajuda e a forma como são tratados na corporação quando adoecem.
Em todas as regiões do país, que conta com cerca de 425 mil policiais militares, são altas as taxas de suicídio e de transtornos mentais. Em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes),120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.
Letalidade
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra que houve queda de 10,43% de mortes violentas intencionais em 2018. Mas apesar da queda verificou-se que ao mesmo tempo cresceu em 19,6% o número de mortes decorrentes de intervenções policiais.
A ação da polícia é responsável por 11 de cada 100 mortes violentas intencionais no ano passado, quando 6.220 pessoas morreram após intervenção policial, uma média de 17 pessoas mortas por dia.
O perfil das vítimas repete a situação encontrada em outros anuários: 99,3% eram homens, quase 78% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% eram negros.
Para a pesquisadora Cristina, os números correspondem a uma decisão superior de ação policial. “A atitude da liderança política é fundamental para reverter o quadro de letalidade e promover políticas de segurança mais eficazes”, assinala a especialista que reclama de “discursos demagógicos e falaciosos que legitimam a prática da violência”.
url: https://exame.abril.com.br/brasil/suicidio-mata-mais-policiais-que-operacoes-durante-servico/

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Male suspect fights female officer and steals her gun before police shoot him



by Julio Rosas
Police shot a male suspect after he fought with a female San Bernardino sheriff's deputy, tackling her and stealing her gun Wednesday morning.
The deputies were responding to a call regarding a disturbance, according to CBSLA.
In a video posted on Twitter, the sheriff's deputy can be heard shouting she is going to shoot, with the gun going off. Eventually the suspect manages to take the gun from her.
The video then shows the deputy running away after her gun was taken. The suspect then uses the gun to shoot at her just as more deputies arrive on the scene.
Through tree branches in the yard, the suspect can be seen walking toward the cars armed with the handgun pointed in the air. One deputy shouts for him to drop the gun before opening fire along with other officers.
The gunfire did not wound the female deputy, but she was taken to the hospital for injuries related to the scuffle. The suspect was airlifted to a hospital for the gunshot wounds.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Homem perde imóvel em leilão judicial e atira na compradora no momento da integração de posse em Dracena

Univaldo Buzati, ex-vereador, policial aposentado e comerciante, atirou após a compradora se negar a negociar um novo prazo de entrega do imóvel; polícia revidou, Buzati foi atingido por três tiros e morreu

Foto: Panorama Notícias

Gisele Berto

Um homem identificado com Univaldo Buzati morreu na manhã de hoje, 6, em Dracena, após atirar em uma mulher. Ela seria a compradora da casa de Buzati, que teria sido leiloada via judicial.
Segundo Maciel Capristo, motorista de caminhão que foi contratado para retirar a mudança de Buzati, quando ele e a mulher chegaram ao local Buzati teria pedido à compradora um novo prazo para entregar o imóvel. "Eu não sabia que era ordem de despejo. Mandaram eu encostar o caminhão na rua de baixo. Veio a viatura de polícia e a dona da casa e conversaram com ele", disse.
Após a nova dona da casa e a polícia conversarem com o homem, pediram que Maciel trouxesse o caminhão. "Quando eu ia chegando o dono da casa entrou e voltou com o celular. Tinha polícia na rua e a nova dona da casa estava do lado da viatura", contou, em vídeo divulgado pelo site Panorama Notícias.
Quando o homem tentou negociar com a mulher um novo prazo para entrega do imóvel, ela se negou e disse que o prazo tinha esgotado. Na hora ele sacou uma arma e fez dois disparos contra ela. Um dos tiros acertou o olho dela.
A polícia revidou e acertou três tiros em Buzati, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Não há informações sobre o estado de saúde da mulher atingida.

url da matéria: https://www.perfilnews.com.br/noticias/brasil-mundo/homem-perde-imovel-em-leilao-judicial-e-atira-na-compradora-no-momento-da-integracao-de-posse-em-dracena



sexta-feira, 1 de março de 2019

Armamento defeituoso foi recolhido após processo administrativo da corporação


A Polícia Militar do Distrito Federal decidiu recolher da corporação todas as 400 Submetralhadoras Taurus, modelo SMT .40 S&W, que estavam em uso. A medida foi tomada após processo administrativo que confirmou uma série de denúncias, realizadas por policiais militares, sobre o mal funcionamento das armas.

Reprodução
PM do Distrito Federal vai devolver 400 submetralhadoras Taurus
A decisão foi publicada no diário oficial do dia 28 de fevereiro e teve origem no Departamento de Logística e Finanças da Corporação, Chefiada pelo Coronel Stefane Enes Lobão, que determinou o imediato e recolhimento e guarda das submetralhadoras Taurus .

De acordo com perícia foi constatado que os equipamentos adquiridos pela PM foram entregues com “vício oculto”, ou seja, elas chegaram a Polícia Militar com defeito que não poderia ser averiguado no recebimento do material. Dada a gravidade das anomalias apresentadas os bens foram considerados inservíveis e devem ser devolvidos a fabricante para que a administração pública seja ressarcida.

Como parte das sanções que relacionadas a venda do material defeituoso a PMDF a Taurus pode ficar 2 anos sem a possibilidade de participar de licitações. Em vídeo, o Blitz digital (revista eletrônica para PMs) já denunciava os defeitos constatados pelos operadores do equipamento, confira abaixo:


A decisão inédita pode ser mais um golpe para a quebra do monopólio da fabricação e comercialização de armas de fogo no país que, atualmente, impede que as corporações policiais possam adquirir equipamentos de ponta.
Essa não é a primeira vez que as armas fabricadas pela Taurus apresentam defeitos graves. As pistolas 24/7, usadas por quase todas as Polícias Militares no país, também foram alvos de denúncias, acidentes.
Em 2017 a PM do Estado de Goiás fez o recolhimento de 2500 pistolas da Taurus, modelo 24/7 . Na época levantamento do Ministério Público Federal em Sergipe, foram registrados acidentes em 18 estados e no Distrito Federal. Em Goiás 23 policiais relataram falhas técnicas durante o trabalho.


A lei que regula a aquisição de equipamento bélico pelas polícias impedem que sejam adquiridas armas que tenham similar nacional como a Taurus , desta forma, a indústria nacional acaba desenvolvendo equipamentos similares aos internacionais. Contudo pela pressa no desenvolvimento, para participação nos processos licitatórios, os defeitos de projeto e de fabricação acabam sendo revelados da pior forma, quando os profissionais precisam usar suas armas. 

Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/policia/2019-02-28/policia-militar-distrito-federal-taurus-submetralhadora.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Defesa Legal Gratuita Para Policiais

Segurança Pública
fonte da imagem: internet

Carlos Alberto Marchi de Queiroz*
Policiais civis e militares exercem  profissão de altíssimo risco. Sei disso muito bem. Afinal, sou filho de oficial da Força Pública, atual Polícia Militar. Quis o destino que meu pai,  reformado na Milícia de Tobias de Aguiar, assistisse  meu ingresso na Polícia Civil como delegado.  Viu-me chegar ao topo da carreira. Identicamente, o  começo da saga do neto, meu filho, investigador, na instituição projetada pelo delegado Antonio de Godói Moreira e Costa e legalmente instituída por Jorge Tibiriçá, presidente do Estado, em 23 de dezembro de 1905.
Policiais militares e civis saem, diariamente, de seus lares, muito cedo, para combater o Mal. Nunca sabem a que horas regressarão à tepidez do ninho. Muitos nunca voltam do enfrentamento. Morrem no cumprimento do dever.
Nesse aspecto, tanto a Polícia Civil, como a Polícia Militar, amparam as famílias dos seus bravos quando as lesões recebidas ou as doenças contraídas resultam em invalidez ou falecimento, promovendo-os, post mortem, inclusive.
Poucos sabem que o governador Márcio França, em 4 de julho de 2018,  promulgou a Lei nº 16.786/2018. Garantiu aos policiais civis, militares e da polícia científica, paulistas, assistência jurídica integral e gratuita, sancionando  projeto de lei de autoria dos deputados coronel PM Telhada e  delegado Olim.
Desde então, policiais têm  direito à defesa,  na Justiça Comum, na  Militar, e nas respectivas Corregedorias,  por defensores públicos, quando acusados de infrações penais e administrativas supostamente cometidas no exercício do cargo. Trata-se de realidade das  polícias do hemisfério norte,  África do Sul,  Austrália e Nova Zelândia.
Desde julho, a Delegacia Geral de Polícia e o Comando Geral da PM vêm mantendo contato com a Defensoria Pública a fim de  estabelecer uma capilaridade defensiva com a designação de defensores públicos junto à Corregedoria Geral da Polícia Civil,  à Corregedoria da Polícia Militar, bem como nas varas criminais comuns e nas  especiais da Justiça Militar.
 A nova lei agora protege  mais de 100 mil policiais militares e 40 mil policiais civis, ativos e inativos, muito embora os defensores públicos não sejam suficientes para atender, também, às demandas da população carente que não pode pagar advogados.  Economicamente hipossuficientes,  policiais  civis e militares não terão dificuldade em provar não dispor de condições econômicas para cobrir os custos de uma defesa adequada. A prova é fácil  uma vez que integram  carreiras historicamente mal pagas. Os holerites não mentem!
Essa moderníssima conquista, verdadeira vitória de Pirro, é bom começo.  Foi possível graças ao talento e idealismo do Coronel Telhada e do Delegado Olim, forjados no combate urbano na Grande São Paulo.  Agora, na Assembleia Legislativa, materializaram um direito adquirido, com muito sangue derramado, por suas corporações, há décadas.
 A Lei Orgânica da Polícia, Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979,  prevê, exemplificativamente, no artigo 53 que “ao policial civil processado por ato praticado no desempenho de função policial, será prestada assistência judiciária na forma que dispuser o regulamento”.
 Márcio França, sensibilizado com o projeto, sancionou lei que ampara ambas corporações, mais a Polícia Científica, colocando defensores públicos à disposição dos  policiais, desde que recebam até três salários mínimos, quantia muito abaixo do piso salarial policial.
A lei precisa ser aperfeiçoada, pois obedecido o limite máximo salarial estabelecido administrativamente, e não por lei,  pela Defensoria para atendimento da população hipossuficiente economicamente, nenhum policial fará jus ao benefício. O  limite precisa ser ajustado pela  DGP,   QG  e  Defensoria.
Até lá,  policiais continuarão sendo competentemente defendidos por associações e sindicatos, que, com refinada técnica jurídica,  suprem  realidade desconhecida nas Polícias do Primeiro Mundo, cujos organogramas contam com advogados, de carreira, para atuar na defesa de  seus integrantes quando, supostamente, cometem crimes em serviço, conforme mostra o clássico  filme Chuva Negra (1989), com Michael Douglas.
Embora segmentos radicais da população  repudiem a lei nova, ela representa indiscutível avanço para as corajosas carreiras,  historicamente mal pagas. Policiais,  hoje, precisam colocar dinheiro próprio para enfrentar tais contingências, quando não afiliados a sindicatos ou associações, o que é injusto.
O ideal  de Telhada e de  Olin  foi recepcionado, recentemente, pelo presidente Bolsonaro que mandou a AGU defender policiais federais. Entretanto, a OAB/SP proporá ADI, Ação Direta de Inconstitucionalidade, face à Lei Telhada-Olim, por supostos vícios, pois, entende que a iniciativa deveria ser da Defensoria Pública cuja lei criadora fala em  acusados, e não policiais, necessitados e hipossuficientes economicamente.
São Paulo deveria amar mais  seus anjos da guarda!!!

*Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito pela Fadusp e membro da Academia Campinense de Letras.